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    <title>Educação para o desenvolvimento sustentável no contexto da década:discursos e práticas no ensino básico</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10451/7555</link>
    <description>Title: Educação para o desenvolvimento sustentável no contexto da década:discursos e práticas no ensino básico
Authors: Gomes, Manuel António Carvalho, 1960-
Abstract: A Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DEDS) – 2005-14 – é o reflexo da preocupação das Nações Unidas nos campos da educação e do desenvolvimento sustentável, promovendo uma educação que responda às crises ambiental, social, económica e cultural, instaladas na sociedade. A Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) promotora dos princípios de sustentabilidade surge como uma resposta a essas crises. A questão Podem as escolas implementar a EDS?, foi o ponto de partida desta investigação cuja finalidade consiste em compreender o grau de acolhimento da DEDS na política educativa nacional, da implementação da EDS nas escolas do ensino básico e, do papel que a disciplina de Geografia desempenha nesse processo. A obra é constituída por seis capítulos, o primeiro apresenta os objetivos e a metodologia do estudo, caracteriza a amostra e descreve o questionário implementado. O segundo discute conceitos no âmbito da EDS, apresenta a evolução da educação ambiental e a emergência da EDS. O terceiro caracteriza o contexto de implementação da DEDS. O quarto aborda a transposição de diplomas internacionais para o direito português e avalia a flexibilidade de instrumentos da política educativa à integração da EDS. No quinto faz-se a análise e sistematização dos dados recolhidos. No sexto, apresenta-se a interpretação das representações dos inquiridos sobre a DEDS e sobre as diferentes dimensões da EDS e por fim apresentam-se as conclusões na perspetiva de Escolas-EDS. A metodologia em espiral utilizada combinou um mix de métodos o que permitiu conjugar diferentes momentos do percurso investigativo. Os resultados da investigação evidenciam, ao nível da política educativa nacional, a existência de instrumentos e condições facilitadores da integração da EDS na educação escolar, que o ensino da Geografia constitui uma referência fundamental nesse domínio. Mostram, também, que é essencial potenciar os compromissos assumidos no âmbito da DEDS e envolver mais as organizações escolares de forma a efetivar-se a EDS, e que o seu êxito depende muito da existência de professores competentes e com prestígio.; The Decade of Education for Sustainable Development (DESD) – 2005-14 – is the reflection of the United Nations’ concerns in the fields of education and sustainable development, encouraging an education which responds to environmental, social, economic and cultural crises within society. The Education for Sustainable Development (ESD) promoter of the principles of sustainability has come up with an answer to these crises. The question Can schools implement the ESD? was the starting point for this research the aim of which is to understand the level of response of the national educational policy to the DESD, the implementation of ESD in basic education schools and the role of Geography in this process. The work is structured in six chapters. The first presents the aims and methodology of the study, characterizes the sample and describes the questionnaire used. The second discusses concepts in the ESD context, presents the development of environmental education and the rise of ESD. The third identifies the context of implementation of the DESD. The fourth broaches the conversion of international diplomas to Portuguese law and appraises the flexibility of educational policy as regards the integration of ESD. The fifth analyses and systemizes the data gathered. The sixth presents the interpretation of the representations of those questioned regarding the DESD and the different scopes of ESD and finally the conclusions from the ESD-Schools perspective. The spiraling methodology used combined a mix of methods so that different circumstances during the research could be coordinated. The results of the research showed, at the level of national educational policy, the existence of means and conditions to facilitate the integration of ESD, the teaching of Geography being a fundamental reference in this area. They also point to the need to strengthen the commitments undertaken in the context of the DESD and involve school organizations more in the implementation of ESD. The success of ESD depends a great deal on competent and influential teachers.
Description: Tese de doutoramento, Geografia (Ensino da Geografia), Universidade de Lisboa, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território</description>
    <dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10451/7383">
    <title>Incidência espacial e temporal da instabilidade geomorfológica na bacia do Rio Grande da Pipa (Arruda dos Vinhos)</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10451/7383</link>
    <description>Title: Incidência espacial e temporal da instabilidade geomorfológica na bacia do Rio Grande da Pipa (Arruda dos Vinhos)
Authors: Oliveira, Sérgio Manuel Cruz de, 1974-
Abstract: Esta dissertação tem como objectivo principal o desenvolvimento e a aplicação de um conjunto de metodologias que permitam aprofundar o conhecimento acerca da instabilidade de vertentes e da sua incidência no espaço e no tempo, na escala regional. A bacia do Rio Grande da Pipa (Arruda dos Vinhos), de 110 km2, foi definida como área de estudo por apresentar, na região a norte de Lisboa, uma das situações mais favoráveis em termos de predisposição natural para a instabilidade de vertentes. O modelo de avaliação das componentes espacial e temporal da instabilidade de vertentes foi estruturado em sete objectivos específicos: (i) Inventariação dos diferentes tipos de instabilidade geomorfológica; (ii) Caracterização morfométrica das diferentes tipologias de movimentos de vertente e determinação da magnitude dos eventos de instabilidade; (iii) Análise das relações estatísticas entre a distribuição dos diferentes tipos de movimentos de vertente e um conjunto de factores de predisposição; (iv) Avaliação da susceptibilidade a movimentos de vertente em função do número de factores de predisposição e da forma de representação gráfica dos movimentos de vertente; (v) Validação dos modelos preditivos, em termos de sucesso e predição; (vi) Determinação do potencial da técnica PSInSAR para a avaliação da susceptibilidade/perigosidade a movimentos de vertente à escala regional e local; e (vii) Determinação dos limiares de precipitação críticos para a instabilidade regional e aplicação de limiares de precipitação antecedente como forma de antecipação de eventos de instabilidade. Como principais resultados, foram inventariados na bacia do Rio Grande da Pipa 1434 movimentos de vertente (incluindo dois inventários de evento completos), com predomínio de deslizamentos rotacionais, muito favorecidos por uma litologia dominantemente margosa e argilosa. Da avaliação da susceptibilidade foi possível inferir a importância da modelação em função dos diferentes tipos de movimentos de vertente e da forma como estes são considerados nos modelos preditivos (e.g., pontos ou áreas). A interferometria radar potenciou um maior conhecimento da evolução temporal das deformações. Regionalmente, determinou-se que a estação de São Julião do Tojal é a mais exigente e robusta para determinar os limiares críticos de precipitação geradores de instabilidade na área de estudo.; The main aim of this thesis is to develop and apply a set of methodologies that may contribute to improve our understanding of slope instability and its spatial and temporal distribution, at a regional level. The Rio Grande da Pipa catchment (c. 110 km2), located in Arruda dos Vinhos, was chosen as the study area because, within the region North of Lisbon, it is an area naturally prone to slope instability. The framework for the analysis of the spatial and temporal components of slope instability is designed to fulfill the following objectives: (i) Inventory of types of geomorphic instability; (ii) Morphometric characterization of each type of landslides and calculation of the magnitude of the instability events; (iii) Assessment of the statistical relationships between types of movements and their predisposing factors; (iv) Sensitivity analysis of the susceptibility models to the predisposing factors and to the different ways of graphically representing landslides; (v) Model validation through the quantification of degree of success and prediction rate; (vi) Evaluation of the potential of PSInsar for landslide susceptibility/hazard assessment, from local‐ to regional‐scales; and, (vii) identification of the critical rainfall thresholds for regional instability and antecedent rainfall thresholds in order to temporally pinpointing potential instability events. The fieldwork and photo‐interpretation carried out for this dissertation resulted in the identification of 1434 hillslope movements (including two complete event inventories) which are largely rotational landslides due to the prevalence of marly and clayey terrain. The main conclusions are threefold: (i) susceptibility assessment of landslides is highly influenced by (a) the correct identification of types of movements and (b) the input of the spatial data related to the landslides (extent) into the models (i.e. points vs. areas); (ii) radar interferometry positively contributes towards a better understanding of the temporal evolution of terrain deformations; and (iii) on a regional scale, São Julião do Tojal station provides the most robust data required to determine the critical rainfall thresholds which trigger instability in the studied area.
Description: Tese de doutoramento, Geografia (Geografia Física), Universidade de Lisboa, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, 2012</description>
    <dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10451/6772">
    <title>Sistemas complexos, modelação e geosimulação da evolução de padrões de uso e ocupação do solo</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10451/6772</link>
    <description>Title: Sistemas complexos, modelação e geosimulação da evolução de padrões de uso e ocupação do solo
Authors: Rocha, Fernando Jorge Pedro da Silva Pinto da, 1970-
Abstract: Como método, a geosimulação aborda a simulação de sistemas modelando grupos adaptáveis de entidades em interacção. Ao invés de procurar uma aproximação reducionista, i.e. de cima-para-baixo, estudando os sistemas através da sua dissecação em componentes logicamente justificados, a geosimulação é caracterizada por uma aproximação generativa, i.e. de baixo-para-cima. Os fenómenos de interesse são estudados como o produto de múltiplas interacções entre unidades elementares mais simples, que correspondam às entidades fisicamente existentes. Os sistemas e os fenómenos generativos são compreendidos para ser, pelo menos parcialmente, auto-organizados e emergentes. Nos sistemas emergentes, um pequeno número de regras ou leis, aplicadas a nível local e a muitas entidades, é capaz de gerar fenómenos globais complexos – comportamentos colectivos, padrões espaciais extensivos, hierarquias - manifestados de tal forma que as acções das partes não somam simplesmente a actividades do todo. Nos sistemas emergentes, os atributos e os comportamentos importantes podem não ser observáveis por dissecação, porque a riqueza do sistema encontra-se na forma como as interacções geram adaptações ao longo do tempo. Os sistemas auto-organizados emergentes são adaptáveis, porque os fenómenos globais que exibem são o resultado da adaptação do sistema ao ambiente. A geografia em geral, e as áreas urbanas em particular, fornecem muitos exemplos de auto-organização e de emergência, muitos dos quais são discutidos nesta dissertação. Em todos esses exemplos, os objectos individuais adaptam-se e actuam sinergeticamente, e os modelos do geosimulação são frequentemente projectados para explorar, analisar, e, quando possível, predizer sistemas urbanos emergentes. A geosimulação é um campo emergente de investigação que advoga o uso de métodos de análise espacial computacionalmente intensivos como os que recorrem a pesquisas heurísticas, redes neuronais e autómatos celulares. A representação em ambiente SIG do espaço geográfico é frequentemente estática, logo, um foco de investigação com elevada relevância na geosimulação é a elaboração de modelos que combinem os elementos estruturais do espaço (objectos geográficos) com os processos que o modificam (acções humanas e a forma como se processam ao longo do tempo). Estes modelos visam libertar o analista da visão estática do espaço, incutida pela cartografia tradicional e, ressalvar a componente dinâmica como uma parte essencial do espaço geográfico. Esta motivação conduziu à utilização dos autómatos celulares como método de simulação do crescimento urbano e regional. Os autómatos celulares estendem esta analogia de forma a providenciar a visualização de todo um conjunto de células (pixels) em interacção, sendo cada uma delas(es) um computador (autonomização). Desta forma, os autómatos celulares podem ser entendidos como um sistema espacial dinâmico e relativamente simples, no qual o estado de cada célula da matriz depende do estado prévio das células que se encontram dentro de uma determinada vizinhança, de acordo com um conjunto de regras de transição. Esta dissertação apresenta um método de simular a evolução do uso do solo para o ano 2021, numa realidade periurbana (concelho de Almada), com recurso à integração de lógica difusa, modelos preditivos e autómatos celulares em ambiente SIG. A geosimulação das alterações no uso do solo recorrendo unicamente a autómatos celulares é desaconselhada, em virtude destes modelos, na sua forma mais convencional, apresentarem limitações na definição dos parâmetros espaciais e das regras de transição. Face a esta situação, são testados diversos modelos para aferir o grau de importância que cada variável de predição (probabilidade) tem nos constrangimentos geográficos. Estas variáveis (constrangimentos) são obtidas através do tratamento de informação em ambiente SIG, constituindo o modelo global, cuja criação é o objecto principal desta dissertação: o Urb-GeoSim.; Geosimulation is used for the modelling of adaptive groups of interacting entities. Instead of a reductionist approach (top-bottom) in which systems are analyzed through its prior separation into logical components, geosimulation allows a generative approach (bottom-up) in which phenomena are seen as the product of multiple interactions between simpler elementary units, which have a real correspondence with existing physical entities. Systems and phenomena are, at least partially, self-organized and emergent. Emergent systems may be characterized by a small number of laws or rules, which locally applied to a large number of entities is able to yield much more complex global phenomena (such as those displayed in collective behavior, spatial patterns of large areas or hierarchies) and for which the whole is clearly a lot more than just the sum of the parts. Important attributes or behavior might not be possible to observe in emergent systems if the analysis is performed by partitioning the system because the richness, or unique characteristics, of the system have been generated by long-term adaptations that are the result of a set of specific interactions. One of the properties of self-organized emergent systems is adaptability, in which global phenomena are the result of adaptations of the system to the set environment. Geographical phenomena in general and urban areas in particular display a multitude of self-organized and emergent behaviors, some of which are discussed in this thesis. In all the examples provided here, individual objects have adaptability and act synergistically, and the geosimulation modelling allows the examination, analysis and, whenever possible, prediction of emergent urban systems. Geosimulation is a field of research which recently has had great development and requires the application of spatial analysis methods which are computationally intensive, such as heuristic search, neural network and cellular automata. Given that the spatial representation of a geographical area in GIS is often static, research in geosimulation is highly important because it allows the combination of spatially structured elements (geographical objects) with the processes which modify that same space, i.e. human actions and the way these evolve through time, in more or less complex models. These models contribute to a less static view of the space and give emphasis to its dynamic component, thus opposing traditional cartography to geosimulation, and providing the rationale for the application of cellular automata (CA) as a means of simulating urban and regional growth.   Indeed, CA allows the visualization of a whole set of interacting pixels, in which each pixel can be considered an individual computer (automation). Thus, CA can be seen as a reasonably simple spatially dynamic system, in which the state of each matrix cell depends from the previous state of the neighborhood cell array, depending on a number of transition rules.   This thesis presents the development of a simulation method and the results of land use changes up to the year 2021, for the rural-urban fringe area of Almada council, which was only possible to achieve by combining fuzzy logic methods with predictive models and CA in a GIS environment. Geosimulation of land use changes using CA alone is not advisable because traditionally this method has a number of limitations in the definition of spatial parameters and transition rules. Therefore, several models were tested in order to examine the extent of geographical constraint of each predicting variable (probability). These variables (constraints) are obtained through data analysis in a GIS environment, and were used to develop a global model which is the main focus of the thesis: the Urb-GeoSim model.
Description: Tese de doutoramento, Geografia (Ciências da Informação Geográfica), Universidade de Lisboa, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, 2012</description>
    <dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10451/5738">
    <title>A insularidade e as suas condicionantes económicas : o caso dos pequenos estados insulares em desenvolvimento</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10451/5738</link>
    <description>Title: A insularidade e as suas condicionantes económicas : o caso dos pequenos estados insulares em desenvolvimento
Authors: Santos, Aquiles Celestino Vieira Almada e, 1979-
Abstract: O presente estudo tem como propósito esclarecer se a insularidade influência o desempenho macroeconómico dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID) e das suas empresas, engendrando situações de vulnerabilidade económica, de vantagens comparativas e de sobrecustos empresariais nestes espaços. O autor parte da hipótese de que a insularidade condiciona o comportamento económico dos PEID, fazendo com que sejam economicamente muito vulneráveis e apresentem um tecido empresarial pouco competitivo. Não obstante defender também que a configuração territorial acaba por dotar esses países de um conjunto de vantagens comparativas. Este desempenho económico seria explicado basicamente pela configuração geográfica desses Estados, principalmente pela sua pequena dimensão territorial, demográfica e económica, pela sua reduzida acessibilidade e pela sua elevada fragmentação territorial, ainda que subsidiariamente o seu nível de desenvolvimento económico e social e o seu estatuto político pudessem ajudar a compreender esse comportamento. Para a validação destas hipóteses comparou-se o desempenho de alguns indicadores estatísticos dos PEID com os dos Estados Continentais em desenvolvimento e desenvolvidos e analisou-se a influência das variáveis que caracterizam a condição insular sobre esse comportamento e sobre as empresas sediadas na ilha de Santiago em Cabo Verde. Tendo-se recorrido para a recolha e análise desses dados à consulta de fontes estatísticas e bibliográficas diversas, à realização de entrevistas e à aplicação de questionários, bem como a técnicas de estatística descritiva, multivariada e de análise e diagnóstico do meio envolvente (environmental scanning). Os resultados obtidos confirmam as hipóteses inicialmente apresentadas. Os PEID apresentam níveis de vulnerabilidade económica superiores às dos restantes países em desenvolvimento e desenvolvidos, e isso deve-se ao facto de as suas economias serem pouco diversificadas e muito dependentes do exterior, de existir uma elevada propensão para ocorrência de desastres naturais e por suportarem custos de funcionamento de Estado maiores do que as dos restantes países em confronto. Factores geradores de maior instabilidade económica e social nesses territórios. Contudo, registe-se que os PEID apresentam um conjunto de vantagens comparativas no sector dos serviços, tirando partido de rendas de situação, mas também ao nível da coesão social, da modernização das estruturas sociais, da facilidade em adoptar e propagar tecnologias, que devidamente exploradas poderão vir a constituir importantes recursos económicos. Ao nível empresarial confirma-se igualmente a ideia de que as empresas dos PEID são menos competitivas que as suas congéneres continentais, já que apresentam sobrecustos no domínio das tecnologias, abastecimento, produção, venda e distribuição e recursos humanos, comprometendo as suas capacidades competitivas, mormente as que laboram nos sectores primário e secundário. As análises realizadas ao longo da tese corroboram também a ideia de que as variáveis que configuram a condição insular exercem grande influência sobre o desempenho macroeconómico desses Estados, com destaque para a pequena dimensão demográfica e económica, para a reduzida acessibilidade, para a vulnerabilidade económica e para o nível de desenvolvimento económico e social desses países. Enquanto que, ao nível empresarial, as variáveis da insularidade com maior influência sobre o desempenho das firmas insulares são o estatuto político dos países, a dimensão territorial, demográfica e económica dos Estados, o grau de fragmentação territorial e o de acessibilidade das ilhas.; This study aims to clarify whether the insularity influences the macroeconomic performance of Small Island Developing States (SIDS) and their companies, generating situations of economic vulnerability, comparative advantages and extra business cost in these spaces.  The author bases on the assumption that insularity affects the economic behavior in these countries so that they are economically vulnerable and have a little competitive business environment. However, he also defends that the territorial configuration of these spaces ultimately provides them with a set of comparative advantages. This economic performance is explained primarily by the geographic configuration of these States, mainly because of its small territorial, demographic and economic  dimension, by its difficult accessibility and territorial fragmentation, even when the  level of economic and social development and its political status could alternatively  help explain this behavior. To validate these hypotheses, some statistical indicators of SIDS was compared with the ones of the Continental States developed and/or in development, and the influence of variables that characterize the insular condition was analyzed as cause for the behavior of this islands States and companies based on Santiago Island of Cape Verde. Several sources were consulted for the collection and analysis of these data, from statistical and literature to interviews and questionnaires, as well as diverse techniques of descriptive and multivariate statistics and environmental scanning. The results confirm the hypothesis originally presented. The levels of economic vulnerability of SIDS are higher than those of other developed and developing countries. In fact their economies are poorly diversified, very dependent on outside help, at high risk for the occurrence of natural disasters, and supporting State– running costs higher than those of other countries, generating high economic and  social instability in these territories. However, it is noteworthy that these countries present a set of comparative advantages in the service sector, taking advantage not only of situation rents, but also at the level of social cohesion, of modernization of social structures, skill to easily adopt and disseminate technologies, which are likely to be important economic resources if properly explored. At the business level, it is also confirmed that SIDS’s enterprises are less competitive than their continental counterparts’, since they have additional costs in terms of technologies, supply, production, sale and distribution and human resources, undermining the competitiveness of its enterprises, especially those dealing with primary and secondary sectors. Analysis have been carried in the theses agree with the idea that the variables that shape the insular condition greatly influence the macroeconomic performance of these States, especially the small demographic and economic size, the limited accessibility, as well as the economic vulnerability and the level of economic and social development of those countries. On the other hand, at the enterprise–level, the insularity variables with the greatest influence on island–firms performance are the political status of countries, the territorial, demographic and economic dimension of the States, the degree of territorial fragmentation and the level of accessibility of the islands.; La présente étude a pour finalité de savoir si l’insularité influence le développement macro-économique des Petits États insulaires en Développement (PEID) et de ses entreprises, engendrant des situations de vulnérabilité économique, des avantages comparatives et des surcoûts entrepreneuriaux dans ces espaces. L’auteur part de l’hypothèse que l’insularité conditionne le comportement économique de ces pays, les rendant économiquement très vulnérables et présentant ainsi un tissu entrepreneurial peu compétitif. Toutefois, il défend aussi que la configuration territoriale de ces espaces fini par doter ces pays d’un ensemble d’avantages comparatives. Cette performance économique serait expliquée essentiellement par la configuration géographique de ces États, principalement compte tenu de sa petite dimension territoriale, démographique et économique, par son accessibilité réduite et par sa grande fragmentation territoriale, bien que subsidiairement son niveau de développement économique et social et son statut politique puissent aider à expliquer ce comportement. Pour la validation de ces hypothèses l’auteur a, d’une part, comparé la performance de certains de ces indicateurs statistiques des PEID avec ceux des États continentaux développés et ceux en développement et, d’autre part, il a analysé l’influence des variables que caractérisent la condition insulaire sur ce comportement et sur les entreprises sises dans l’île de Santiago au Cap-Vert. L’auteur a fait recours tant au recueil et à l’analyse de ces données, à la consultation de diverses sources statistiques et biographiques, à la réalisation d’interviews et à l’application de questionnaires qu’à des techniques de statistique descriptive, multivariée et de l’«environmental scanning». Les résultats obtenus confirment les hypothèses présentées au départ. Les PEID présentent des niveaux de vulnérabilités économiques supérieures à ceux des restants pays développés et ceux en développement, dans la mesure où, d’une part, leurs économies sont peu diversifiées, très dépendantes de l’extérieur et avec une très forte propension à l’occurrence des désastres naturels et, d’autre part, ils supportent des coûts de fonctionnement de l’État plus élevés que ceux des autres pays en étude, générant ainsi une plus grande instabilité économique et social dans ces territoires. Toutefois, il faut noter que ces pays présentent un ensemble d’avantages comparatifs dans le secteur des services, tirant ainsi partie de rentes de situation, mais aussi du niveau de la cohésion sociale, de la modernisation des structures sociales, de la facilité pour adopter et propager des technologies qui, bien exploitées, pourront constituer d’importantes ressources économiques. Au niveau entrepreneurial, il est confirmé également l’idée que les entreprises des PEID sont moins compétitives que leurs congénères du continent, étant donné qu’elles présentent des surcoûts tant au niveau des technologies, des approvisionnements, de la production, de la vente et distribution qu’au niveau des ressources humaines, compromettant ainsi la capacité compétitive de leurs entreprises, notamment celles qui opèrent dans les secteurs primaires et secondaires. Les analyses effectuées corroborent également l’idée que les variables qui configurent la condition insulaire exercent une grande influence sur la performance macro-économique de ces États, en particulier, la petite dimension démographique et économique, la réduite accessibilité, la vulnérabilité économique et le niveau développement économique et social de ces pays. En revanche, au niveau entrepreneurial les variables de l’insularité qui exercent une plus grande influence sur le développement des entreprises insulaires sont le statut politique des pays, la dimension territoriale, démographique et économique des États, le degré de fragmentation territoriale et le niveau de l’accessibilité des îles.
Description: Tese de doutoramento, Geografia (Geografia Humana), Universidade de Lisboa, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, 2012</description>
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