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    <title>DSpace Collection:</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10451/113</link>
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    <pubDate>Tue, 21 May 2013 10:15:06 GMT</pubDate>
    <dc:date>2013-05-21T10:15:06Z</dc:date>
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      <title>Flows of fortune:the economy of chinese migration to Portugal</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10451/8257</link>
      <description>Title: Flows of fortune:the economy of chinese migration to Portugal
Authors: Rodrigues, Irene, 1976-
Abstract: In the end of the 1970s Chinese people, mostly from the region of Wenzhou (Zhejiang province, Southeast China) recovered previous migratory chains to Europe that dated back to the late nineteenth century. These new migratory flows started at a time when China was precisely making the first steps towards the ‘opening and reform’ politics (gaige kaifang) and when the promise of a new Chinese ‘modernity’, away from collectivism and closer to market, was the silver lining every cloud must have. The changes brought about by this program created throughout China, particularly in places such as Wenzhou, an atmosphere that became highly favourable to competition for wealth and social prestige. While this new political and economical framework meant more economic development and opportunities, it also implied the growth of inequalities and the increase of emigration. This dissertation argues that aspirations of wealth and the social recognition triggered by the wealth of some, together with the perceived lack of social mobility opportunities, induced emigration from China. It describes and analyses migrants’ trajectories from China to Portugal as a ‘rite of passage’ to a (hopefully) wealthy future, and ethnographically analyses the migrants’ main strategies to raise money, namely their saving habits, business strategies and the religious practices employed to putatively attract fortunes. It also discusses how money and material things are used as an investment not only towards social prestige, but also towards the reinforcement of emotional ties with relatives and friends in a logic of exchange. Throughout the dissertation the notion of a ‘Chinese modernity’, influenced by Chinese folk beliefs and practices and long-term ethics, is gradually unveiled. Contemporary migration appears, in this deeply historical and widely geographical picture, as part of a Chinese strategy of ‘indigenization of modernity’.; No final da década de 1970, chineses provenientes na sua maioria da região de Wenzhou (província de Zhejiang, sudeste da China) recuperaram antigas correntes migratórias para a Europa, que remontavam ao final do século XIX. Estes novos fluxos migratórios começaram no momento em que a China estava precisamente a dar os primeiros passos na política de reforma e abertura (gaige kaifang) na nova era pós-Mao, e em que se desenhava a promessa de uma nova “modernidade” chinesa, longe do coletivismo e mais perto do mercado. As mudanças provocadas por este programa implementado por Deng Xiaoping foram-se expandindo a partir das regiões costeiras do Sudeste da China, particularmente de locais como Wenzhou, onde o ambiente se tornou altamente favorável à competição por riqueza e prestígio social. Ao mesmo tempo que este novo quadro político e económico significou mais desenvolvimento económico e mais oportunidades, também implicou o crescimento das desigualdades sociais e económicas e o aumento da emigração. Esta dissertação argumenta que as aspirações de riqueza e reconhecimento social provocadas pela enriquecimento de alguns, juntamente com a perceção de falta de oportunidades de mobilidade social ascendente, deram origem a um forte fluxo de emigração. Esta dissertação parte da análise da relação teórica entre migração e aspirações materiais, nomeadamente dinheiro e consumo, para avaliar a importância de “fazer dinheiro” (zhuan qian), principal objectivo da migração tal como verbalizado pelos migrantes chineses em Portugal. Porém, a dissertação não se concentra apenas nos modos de conseguir acumular dinheiro, mas também nos propósitos dessa acumulação e no modo como esse dinheiro é gasto. Esta etnografia da migração chinesa entre Portugal e a China é baseada numa pesquisa etnográfica com trabalho de campo sobretudo em Lisboa, mas também em várias locais na China, principalmente no município de Wenzhou (Zhejiang), e também em Pequim e no Nordeste da China. Foram seguidas as trajetórias e os quotidianos de 12 famílias chinesas migrantes em Portugal e as redes familiares de algumas delas na China. O principal objectivo foi conhecer e descrever o quotidiano da migração chinesa para Portugal, bem como os meandros das suas motivações, expectativas e desencantos. O enfoque em Wenzhou deriva da sua posição proeminente como principal região de origem de migrantes chineses para Portugal, mas também pelo seu interessante posicionamento para entender o predicamento da modernidade China na atualidade. Wenzhou é uma cidade média que está entre as cidades mais ricas e modernas da China, que são em geral de população superior, mas está também entre as regiões que mais envia população para o exterior. A prosperidade de Wenzhou assenta numa produção industrial ligeira sustentada por trabalhadores migrantes provenientes de regiões pobres da China, que nas últimas décadas substituíram os trabalhadores locais que migram para a Europa e para outros locais do globo, motivados pela riqueza e ostentação locais, em busca das oportunidades de enriquecimento que não encontravam em Wenzhou. Esta dissertação evidencia porém o modo como, deslumbrados com uma ideia de Europa como um lugar de “modernidade” imaginada a partir da China, muitos migrantes chineses experimentam um desencantamento pelas condições de vida que encontram na migração e reorientam o seu quotidiano de vida árdua (chiku) e as suas “aspirações” de “modernidade” para o futuro e para modelos emanados da nova China moderna e cosmopolita. Estas contradições entre expectativas, quotidiano, e tempos e lugares “imaginados” é evidenciada pelas contradições entre as condições de vida e de trabalho na Europa, sobretudo em bairros antigos e em parte degradados como o Martim Moniz, e os arranha-céus espelhados do município natal de Wenzhou que deixam para trás. Esta dissertação descreve e analisa as trajetórias da migração da China para Portugal, as suas dificuldades e as suas aspirações, e propõe analisar parte destas trajectórias como um “rito de passagem”. Na verdade argumenta-se que a migração é um processo de transformação em que, depois de passarem por uma fase de liminaridade, os migrantes esperam alcançar um futuro de prosperidade e reconhecimento social. Esta fase liminal é aceite como um momento necessário em nome de um futuro radioso, o que permite entender a disposição com que muitos migrantes chineses encaram o trabalho árduo e o sofrimento durante os primeiros anos da migração. Ainda neste âmbito são analisadas etnograficamente as principais estratégias dos migrantes para “fazer dinheiro” (zhuan qian), ou seja, os seus hábitos de poupança, as suas estratégias de negócios, as estratégias de enriquecimento rápido e algumas práticas religiosas empregues para supostamente atrair sorte e riqueza. A riqueza, a prosperidade e a possibilidade de serem alcançadas são ainda analisadas no contexto das práticas da religião popular chinesa, através da ideia de destino. Neste aspeto demonstra-se de que modo as aspirações de riqueza e bens materiais associadas à modernidade chinesa, e também à migração proveniente da China, se entrelaçam com práticas populares relacionadas com o jogo e a adivinhação. Assim, a migração pode ser ela própria entendida como uma forma de testar o destino e a sorte com vista a alcançar a prosperidade. A própria ideia de prosperidade vem dar conteúdo à ideia de “ser moderno” como estando ligados à posse e ao consumo de bens materiais. A dissertação aborda o modo como o dinheiro e os bens materiais são usados como formas de demonstração do sucesso da migração, mas sobretudo a forma como constituem uma parte importante das relações sociais. O dinheiro e os bens materiais permitem não apenas investir em termos de prestígio social, mas também são fundamentais para o reforço dos laços emocionais com parentes e amigos numa lógica de troca e de reciprocidade. A impossibilidade de cumprir com obrigações de dinheiro e presentes implica o afastamento de redes sociais e familiares, redes que são inclusivamente desenhadas a partir da circulação de dinheiro e de presentes. O próprio consumo conspícuo ritual é aqui entendido não apenas como uma forma hedonista de destruição de bens. Gastos excessivos e transferências avultadas de dinheiro são parte de uma forma de estabelecimento e sustentação das relações sociais na medida em que são entendidos como demonstrações de afeto. A migração é então uma forma de se conseguir responder às exigências materiais das relações sociais e familiares, e o consumo emerge como uma forma de manifestação da lógica cultural chinesa que recentemente incorpora a ideia de luxo associando-a aos gastos rituais conspícuos e à reciprocidade nas relações sociais. Ao longo do texto vão ainda sendo identificados alguns focos de mudança na migração chinesa em Portugal que são evidenciados não apenas pela crise financeira e económica, mas também pelo crescente papel da China ao nível global. Ao longo da dissertação, é gradualmente revelada uma noção de “modernidade chinesa” influenciada por crenças e práticas populares chinesas e por uma ética de longo prazo na China. A migração chinesa contemporânea surge neste quadro como profundamente histórica e geograficamente ampla, e como parte de uma estratégia chinesa de “indigenização da modernidade”.
Description: Tese de doutoramento, Antropologia (Antropologia da Religião e do Simbólico), Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 2013</description>
      <pubDate>Tue, 01 Jan 2013 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10451/8257</guid>
      <dc:date>2013-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Mendes Correia e a Escola de Antropologia do Porto:contribuição para o estudo das relações entre antropologia, nacionalismo e colonialismo:(de finais do século XIX aos finais da década de 50 do século XX)</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10451/7831</link>
      <description>Title: Mendes Correia e a Escola de Antropologia do Porto:contribuição para o estudo das relações entre antropologia, nacionalismo e colonialismo:(de finais do século XIX aos finais da década de 50 do século XX)
Authors: Matos, Patrícia Ferraz de, 1973-
Abstract: A história da antropologia portuguesa – entendida nas suas dimensões biológica e sociocultural – deve ser percebida a partir de um estudo compreensivo da acção e da produção de alguns dos seus actores mais influentes. Em Portugal, a institucionalização da antropologia enquanto disciplina científica insere-se num processo alargado do desenvolvimento de instituições científicas e das disciplinas cujo estudo evoluiu, nos finais do século XIX, como a geologia, a arqueologia, as ciências naturais e a medicina, por um lado, e, por outro, a filologia, a história e a etnografia. Esteve também sempre vinculada a factores de natureza política e ideológica. Entre estes merecem destaque as preocupações relativas à construção e consolidação do império colonial e as que diziam respeito ao conhecimento das origens, identidade étnica e práticas culturais do povo português. O nacionalismo, vinculado a um paradigma etno-racial, foi também uma influência determinante nos discursos e práticas científicas e políticas no período em questão. Ao examinar o papel da Escola de Antropologia do Porto, na primeira metade do século XX, assim como a vida e a obra da sua principal figura - Mendes Correia - esta tese pretende: 1. contribuir para um melhor conhecimento da produção do saber antropológico em Portugal; 2. conhecer a história científica mais ampla em que essa produção se insere; 3. entender o discurso e a prática política em regimes sucessivos – da Monarquia ao Estado Novo; 4. incrementar o conhecimento global acerca das articulações entre ciência (antropológica) e política no período em questão, utilizando para o efeito este estudo de caso.; The history of Portuguese anthropology – both in its biological and socio-cultural dimensions – must be understood based on a comprehensive study of the action and production of some of its most influent actors. In Portugal, the institutionalization of anthropology as a scientific discipline occurs in the scope of the wider development process of scientific institutions and of the disciplines whose study underwent an evolution during the late nineteenth century, as is the case of geology, archaeology, natural sciences and medicine, on the one hand, and philology, history and ethnography, on the other. Furthermore, this process has always been associated with factors of political and ideological nature. Among these, the concerns towards the erection and strengthening of the colonial empire deserve special attention, as well as the ones regarding the knowledge on the origins, ethnical identity and cultural practices of the Portuguese people. Nationalism, as associated with an ethno-racial paradigm, also decisively influenced speech and the scientific and political practices during the period in question. While examining the role played by the Porto School of Anthropology in the first half of the twentieth century, and also the life and works of its protagonist – Mendes Correia – this thesis aims at: 1. contributing to a better understanding of the production of anthropological knowledge in Portugal; 2. knowing the wider scientific history in which this production is integrated; 3. understanding speech and political practices in successive regimes – from de Monarchy to the Estado Novo; 4. increasing global knowledge on the articulation between (anthropological) science and politics in the period under study, using for this effect the present case study.
Description: Tese de doutoramento, Ciências Sociais (Antropologia Social e Cultural), Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 2012</description>
      <pubDate>Sun, 01 Jan 2012 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10451/7831</guid>
      <dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Os directores-gerais:o recrutamento das elites administrativas no Portugal democrático</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10451/7599</link>
      <description>Title: Os directores-gerais:o recrutamento das elites administrativas no Portugal democrático
Authors: Nunes, Filipe, 1975-
Abstract: Esta tese de doutoramento partiu de uma interrogação inicial: quem dirige a administração do Estado no Portugal democrático? Como se enquadra o padrão de recrutamento das elites administrativas portuguesas, nas suas características sociodemográficas e os seus percursos formativos? Como classificar esse padrão em termos de linhas de continuidade e mudança? Como posicionar as elites administrativas portuguesas no confronto entre a autonomia profissional e a politização e no contexto dos principais modelos de recrutamento que decorrem desse confronto? A elite administrativa portuguesa é um grupo ainda maioritariamente masculino, essencialmente composto por pessoas de meia-idade, frequentemente originárias de Lisboa. Um grupo dominado por juristas, engenheiros e economistas, bastante qualificados em termos académicos, quase sempre com percursos profissionais desenvolvidos no Estado e (muitas vezes) nas suas carreiras especiais. Muitos destes traços já vêm do passado liberal e autoritário, mas há hoje mais mulheres e mais economistas no topo da administração. Por outro lado, embora se mantenha uma certa politização clientelar na administração territorial, emerge um novo tipo de politização na administração central – em linha com o que se passa noutras democracias ocidentais. Em termos comparados, embora sem o estatuto social da elite administrativa francesa, o caso português revela um padrão de recrutamento interno à administração que o aproxima de França. Dele resulta um padrão híbrido, que contém elementos de autonomia profissional, na administração directa, de controlo político, nos institutos públicos, e mesmo de politização clientelar, nas delegações regionais dos ministérios.; This PhD dissertation starts with a question: who runs the State administration in democratic Portugal? What is the pattern of administrative elite recruitment in terms of their social characteristics and their training? How to classify this pattern in terms of continuity and change? What is the position of the Portuguese administrative elites in the confrontation between professional autonomy and the politicization and in the context of the Western recruitment models? The Portuguese administrative elite is still mostly composed of men in their fifties, often born in Lisbon. It is a group dominated by lawyers, engineers and economists, well qualified in academic terms, often with professional careers developed inside the State. Many of these traits have come from the liberal and authoritarian past, but today there are more women and more economists between top officials. On the other hand, while keeping certain clientelistic traits at the local level, the Portuguese case reveals a new kind of politicization in public administration - in line with what is happening in other Western democracies. In comparative terms, even without the social status of the French administrative elite, the Portuguese top official’s profile shows a pattern of internal recruitment that is similar to the French. In sum, Portugal has an hybrid administrative elite recrutiment pattern, containing elements of professional autonomy at the central government, elements of political control at the agencies level and even clientelistic elements at the State’s local branches.
Description: Tese de doutoramento, Ciências Sociais (Sociologia Política), Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 2013</description>
      <pubDate>Tue, 01 Jan 2013 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10451/7599</guid>
      <dc:date>2013-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>The politics of Youtube:studying online video and political discussion</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10451/7558</link>
      <description>Title: The politics of Youtube:studying online video and political discussion
Authors: Silva, Patrícia Dias da
Description: Tese de doutoramento, Ciências Sociais (Sociologia Geral), Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 2012</description>
      <pubDate>Sun, 01 Jan 2012 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10451/7558</guid>
      <dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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