Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/10155
Título: Participação do enfermeiro no processo de decisão de não reanimação da pessoa em estado terminal
Autor: Oliveira, Elisabete Maria da Costa, 1983-
Orientador: Nunes, Lucília
Barbosa, António, 1950-
Palavras-chave: Adesão a directivas antecipadas
Suspensão de tratamento
Ética em enfermagem
Técnica Delfos
Cuidados paliativos
Teses de mestrado - 2013
Data de Defesa: 2013
Resumo: O processo de decisão de não reanimação do doente terminal é complexo, com fases e particularidades inerentes, envolvendo a intervenção de elementos distintos, de forma heterogénea, podendo ocasionar situações de difícil gestão. Os enfermeiros enquanto elementos da equipa multidisciplinar procuram definir o seu papel, optimizando o seu contributo na tomada de decisão. Este estudo surgiu no contexto das lacunas detectadas na prática clínica no cuidado a doentes terminais, eventualmente pela escassa existência de linhas orientadoras acerca da INR que suportem as práticas. Foram definidos como objectivos deste estudo: compreender a dinâmica da INR, descrevendo a participação do enfermeiro neste processo, percebendo a perspectiva da equipa de saúde sobre a importância desta colaboração, indicar as condutas e cuidados ao doente terminal e identificar quais os dilemas éticos mais frequentes. O estudo foi aplicado num hospital central da zona de Lisboa, a médicos e enfermeiros dos serviços de medicina, aplicando questionários de forma sistematizada, utilizando a técnica delphi. Desenvolveu-se um estudo exploratório averiguando os seguintes resultados, representando assim a consolidação do julgamento intuitivo do grupo: o momento de decisão deve ocorrer na fase terminal da doença (96,9%, n=31), a decisão deve ser da responsabilidade de toda a equipa multidisciplinar (93,8%, n=30) incluindo a participação do doente/família, respeitando a sua vontade. O enfermeiro deve participar no processo de decisão (91,4%) por múltiplas e variadas razões, intervindo na reavaliação da INR (90,7%, n=29) contribuindo para a melhoria no cuidado ao doente. A decisão de INR deve ser partilhada e comunicada de forma escrita (100%) preferencialmente em impresso próprio com indicação de limitações terapêuticas constantes no processo clínico do doente. O facto de se considerar que existem dificuldades na implementação da INR (97,1%, n=34), o processo de decisão é considerado eticamente correcto (74,3%, n= 26), no entanto ocorrem ainda medidas terapêuticas desproporcionadas (97,1%, n=34). Deverá ocorrer reavaliação da INR de forma a evitar INR inapropriadas (96,9%, n=31). Apesar de existirem múltiplos factores que influenciam a tomada de decisão, devem ser respeitados os princípios bioéticos, discutidos na equipa de forma a expandir o conhecimento e evitar abordagens terapêuticas fúteis ou inúteis almejando um fim de vida digno. É relevada a necessidade da criação de novos espaços de reflexão acerca desta temática (87,5%, n=28).
The decision process of not resuscitation of terminally ill patients is complex, with its own particularities, involving the intervention of distinct elements, unevenly and may cause management difficult situations. As part of the multidisciplinary team, nurses seek to define their role, optimizing their contribution in decision-making. This study arose from gaps in clinical practice in the care of terminally ill patients, possibly by limited number of guidelines available about DNR to support the practices. Were defined as objectives of this study: understand the dynamic of DNR, describing the participation of nurses in this process, realizing the perspective of the health team about the importance of this collaboration, indicate the ducts and terminal patient care and identify the most common ethical dilemmas. The study was applied on a hospital in Lisbon, to doctors and nurses from medical services, applying questionnaires in a systematic manner, using the Delphi technique. Was developed an study verifying the following results, representing the consolidation of the intuitive judgment of the group: the decision must occur in the terminal phase of illness (96,9%, n=31), the decision should be the responsibility of the entire multidisciplinary team (93,8%, n=30), including the participation of the patient / family, respecting his will. Nurses should participate in decision-making (91,4%) by multiple and varied reasons, intervening in the reassessment of DNR (90,7%, n=29) contributing to the improvement in patient care. The decision of DNR should be shared and communicated in written form (100%), preferably in a proper form, with the indication of therapeutic limitations contained in the patient's medical file. Assuming that there are difficulties in implementing the DNR (97,1%, n=34), the decision process is considered ethically correct (74,3%, n=26), but still occur disproportionate therapeutic measures (97,1%, n=34). Should occur DNR reevaluation to avoid inappropriate DNR (96,9%, n=31). Although exists many factors that influence decision-making, the bioethical principles must be respected, discussed in the team in order to expand knowledge and to avoid unnecessary therapeutic approaches aiming an worthy end of living. Is revealed the need to create new spaces for reflection of this topic (87,5%, n=28).
Descrição: Tese de mestrado, Cuidados Paliativos, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2013
URI: http://hdl.handle.net/10451/10155
Aparece nas colecções:FM - Dissertações de Mestrado

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
688174_Capa_Tese.pdf246,56 kBAdobe PDFVer/Abrir
688174_Tese.pdf1,26 MBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.