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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/1055

Title: Variabilidade da frequência cardíaca na síndrome de apneia obstrutiva do sono
Authors: Feliciano, Amélia Maria dos Santos, 1971-
Advisor: Carvalho, Luís Silva, 1954-2008
Keywords: Apnéia do sono tipo obstrutiva
Sono
Frequência cardíaca
Nível de alerta
Sistema nervoso autónomo
Amostragem
Análise estatística
Teses de mestrado
Issue Date: 2009
Abstract: A síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS) é considerada como fazendo parte dos distúrbios respiratórios relacionados com o sono. Consiste num conjunto de sintomas e sinais, que resulta dos episódios recorrentes de obstrução parcial (hipopneia) ou completa (apneia) da via aérea superior (VAS) durante o sono, que ocorrem apesar da existência de esforço respiratório. Tem sido reconhecido que o sistema nervoso autónomo (SNA) tem um papel importante na mediação da resposta corporal a estes episódios. São evidentes complexas alterações, agudas e crónicas, do SNA as quais parecem ser consequência dos episódios repetidos de obstrução da VAS, alteração das trocas gasosas e alertas. A variabilidade da frequência cardíaca (heart rate variability - HRV) representa um dos marcadores quantitativos mais promissores na avaliação das alterações autonómicas. Este trabalho teve como objectivo investigar nos doentes com SAOS a HRV em períodos de sono estabelecidos, através da análise espectral e usando a transformada discreta de onditas (discrete wavelet transform - DWT), com o objectivo de obter os componentes de baixa e alta frequência (LF (low frequency) e HF (high frequency), respectivamente), que foram usados como indicadores indirectos da actividade simpática e parassimpática. Procedeu-se à analise do comportamento dos componentes LF e HF e da relação LF/HF em períodos de 1 minuto de sono em fase 2 NREM (non rapid eye movement) (basal), no período de 20 segundos antes de uma apneia obstrutiva, durante a respectiva apneia e nos 20 segundos imediatamente a seguir ao seu término (desde que ocorresse na fase 2 NREM) e à respectiva comparação, para assim inferir acerca da actividade simpática e parassimpática durante estes períodos. Com o objectivo de analisar apneias obstrutivas puras (após as quais não se verificou um alerta cortical ou um movimento) e não puras (após as quais se verificou um alerta cortical) e cuja ocorrência fosse na fase 2 NREM, foram analisados 50 doentes com SAOS, dos quais se conseguiu extrair uma amostra de 10 doentes com essas características. Na amostra de 10 doentes a maioria era do sexo masculino (n=8), apresentava uma média de idades de 58,50 anos, um índice de massa corporal médio de 30,60 Kg/m2, um índice de apneia-hipopneia médio de 18,45 eventos/hora e todos tinham sonolência diurna excessiva. A diferença entre o LF registado no período de 20 segundos imediatamente antes da apneia ( pura e não pura ) e aquele ocorrido durante a própria apneia obstrutiva foi estatisticamente significativa. A diferença entre o LF registado durante a própria apneia obstrutiva pura e aquele obtido nos 20 segundos imediatamente após a mesma foi significativa, mas não o foi na apneia não pura . A diferença do LF registado durante o período basal e aquele obtido nos 20 segundos imediatamente após a apneia, pura e não pura foi estatisticamente significativa. A diferença do LF e da relação LF/HF registada no final das apneias puras e não puras foi estatisticamente significativa. Não foi encontrada diferença estatística do componente HF entre os diferentes períodos analisados. Pode-se concluir que a activação simpática ocorre durante a apneia obstrutiva pura e provavelmente persistirá por um curto período após o seu término, e no seu final a actividade simpática retoma ao nível que é considerado basal para aquele doente. Porém, a activação simpática que ocorre durante a apneia obstrutiva não pura persiste após o seu término, o que está relacionado com a ocorrência de alerta. Assim, verificou-se que a activação simpática decorrente das apneias obstrutivas ocorre mesmo na ausência do alerta, mas que essa activação é maior na sua presença. Quanto à actividade parassimpática, esta manteve-se sem alterações significativas, quer no período basal quer no período em redor das apneias puras e não puras . Estes resultados devem ser analisados com prudência dada a dimensão da amostra e à sua heterogeneidade quanto à gravidade da SAOS.
Obstrutive sleep apnea (OSA) is a sleep-related disorder. OSA is a syndrome characterized by recurrentepisodes of partial (hypopnea) or complete (apnea) upper airway obstruction during sleep, despiteongoing inspiratory efforts. It is being recognized that autonomic nervous system plays a key role in mediating the body's response to these episodes. This condition produces major acute and chronic autonomic changes, which are consequences of the recurrent episodes of upper airway obstruction, ventilatory changes and arousals. The heart rate variability (HRV) represents one of the most promising quantitative markers of autonomic activity. The objectives of this study were to evaluate the HRV, by using discrete wavelet transform (DWT), in OSA patients during the sleep, discriminating spectral components of low frequency (LF) and high frequency (HF), which provide, respectively, measurement of sympathetic and parasympathetic activity. LF and HF components and LF/HF ratio were analysed and compared during 1 minute of 2 NREM (non rapid eye movement) sleep (basal), 20 seconds before an obstructive apnea, during and 20 seconds after this apnea, also during 2 NREM sleep, for assessment of the sympathetic and parasympathetic activity during these periods of sleep. The objective was also to analyse obstructive apneas during 2 NREM, not followed by a cortical arousal or movement ( pure ) and obstructive apneas followed by a cortical arousal ( not pure ), so 50 patients with OSA were studied and 10 of them had these characteristics. A group of ten patients were examined, 8 of which were male, the mean age was 58,50 years, the mean body mass index was 30,60 Kg/m2, the mean apnea-hyponea index was 18,45 events/hour of sleep and all of them had excessive daytime sleepiness. The difference between LF during 20 seconds period before obstructive apnea ( pure and not pure ) and that during the same apnea was statistically significant. The difference between LF during pure apnea and that during 20 seconds period after the same apnea was significant, but there was no statistic difference in not pure apnea for the same period. The difference between LF during basal period and that during 20 seconds after obstructive pure and not pure apnea was also significant. The difference between LF and LF/HF ratio during 20 seconds period after pure and not pure apneas was statistic significant. There was no statistic difference of HF among these different periods of sleep. Conclusion: sympathetic activation occurs during pure apnea and probably persists for a little while after its cessation, and after the end of this apnea sympathetic activity returns to the level which is the basal of that patient. But sympathetic activation persists after the end of not pure apnea, which is related with the arousal. So, sympathetic activation occurs even in the absence of an arousal, but in its presence the sympathetic activation is more intense. The parasympathetic activity remains almost the same in the basal period and nearby pure and not pure obstructive apneas. These results must be considered carefully because the group of patients studied was small and there was heterogeneity with respect of the severity of OSA.
Description: Tese de mestrado em Medicina do Sono, apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, 2009
URI: http://sibul.reitoria.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000548963
http://hdl.handle.net/10451/1055
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