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Título: Isto é mesmo uma questão de vida ou de morte! : preocupações existenciais no doente oncológico
Autor: Simões, Paulo Jorge Lapão
Orientador: Baptista, Telmo Ventura Mourinho, 1959-
Barbosa, António, 1950-
Palavras-chave: Cuidados paliativos
Neoplasias
Morte
Teses de mestrado - 2008
Issue Date: 2007
Resumo: As preocupações existenciais, normalmente surgem em situações limite, como no caso de uma doença crónica, progressiva e incurável, ainda que sejam inatas em todos os indivíduos, mesmo naqueles livres de doença. O objectivo deste estudo foi identificar dimensões/preocupações existenciais no doente oncológico paliativo. Verificou-se: a sua existência na totalidade da amostra; que emergem de forma mais intensa na fase avançada da doença; e que são uma das principais fontes de sofrimento dos doentes. São igualmente, das menos compreendidas, monitorizadas e intervencionadas, porque encerram os conflitos identificados no estudo: interrogações sobre o sentido da própria vida e da vida em geral; a consciência da inevitabilidade da morte, o medo desta e o desejo de continuar a viver; a necessidade de posse de uma vida livre, mas que necessariamente implica responsabilidade; e a dicotomia entre a necessidade de proximidade/pertença e de isolamento perante a iminente separação do mundo e das pessoas significativas. Verificou-se igualmente que o bem-estar existencial tem efeito protector contra o desespero em fim de vida e que os conflitos identificados decorrentes das preocupações existenciais necessitam de um profundo trabalho de elaboração. A inexistência ou o fracasso dessa elaboração tem como consequências directas, comportamentos desajustados ou disfuncionais e uma vida desprovida de sentido. Assim, a intervenção paliativa deve ter por base a antecipação dos problemas existenciais, sabendo que a condição de vida dos doentes paliativos cria espaço para um profundo trabalho de elaboração existencial. Esta elaboração, como se verificou, pode ocorrer em todas as pessoas, com maior ou menor profundidade, desde que a relação com o doente se traduza de forma adequada.
Existential ultimate concerns emerge naturally in boundary situations, as in case of chronicle, progressive, and incurable illness, although they are inborn in all individuals, even in those who are not ill. The purpose of this study was to identify dimensions/concerns in terminally illcancer patients. The results showed: its presence in the entire sample; that they emergein a more intensive way in advanced disease, and that they are one of the main patient'ssuffering sources. They are equally, the less understood, evaluated and with lessintervention, because they beget the conflicts identified in the study: issues about themeaning of the own life and life in general; the awareness of the inevitability of death,its fear and the wish to continue to live; the needs of ownership a free life, but thatimplies responsibility; and the dichotomy between the needs of belongings and isolation, face to the imminent separation from the world and the loved ones. The results also showed that the existential well-being has a protective outcomeagainst the end-of-life despair, and that the conflicts from the existential ultimate concerns are in need of a deep elaboration work. The inexistence or the failure of this elaboration work brings, as direct consequence, maladjustment and dysfunctional behaviours and a meaningless life. Thereby, the palliative intervention should have its foundation in the existential problem's anticipation, being aware that palliative patient's life's circumstances offers space to a deep existential elaboration work. This elaboration, as verified, may occur in all the individuals, with greater or less depth, once the relation with the patient is expressed in an appropriate manner. In the confrontation with the own existence, grief and existential suffering arise the advanced illness is this paradigm and these should be one of the priority targets of the palliative care intervention.
Descrição: Tese de mestrado em Cuidados Paliativos, apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, 2008
URI: http://hdl.handle.net/10451/1075
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