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Título: "Parecem indianos na cor e na feição": a "lenda negra" e a indianização dos portugueses
Outros títulos: "They look like Indians in their color and feature": the "black legend" and the indianization of the Portuguese
Autor: Xavier, Ângela Barreto
Palavras-chave: Colonialismo
Império Português
Data: 2014
Editora: CRIA
Citação: Xavier, Â. B. (2014). "Parecem indianos na cor e na feição": a "lenda negra" e a indianização dos portugueses ["They look like Indians in their color and feature": the "black legend" and the indianization of the Portuguese]. Etnográfica, 18 (1), 111-133
Resumo: Este artigo incide sobre as articulações entre mimesis e a indianização dos portugueses estabelecidos na Índia a partir do século XVI, e o papel que estas tiveram na formulação de uma “lenda negra” sobre o império português. Como é que a nativização dos portugueses foi sendo percebida e apresentada, tanto interna quanto externamente, como algo de indesejável, contribuindo para gerar uma representação negativa dos portugueses em situação colonial? Em que medida é que essa nativização foi associada à ideia de que os portugueses eram incapazes de se governarem a si mesmos (i. e., de controlarem as suas paixões, de autodisciplinarem a sua natureza) e, por conseguinte, de governarem os outros? O Itinerário, Viagem ou Navegação para as Índias Orientais ou Portuguesas de Jan Huygen van Linschoten, tratado publicado pela primeira vez na Holanda, em 1596, é um excelente ponto de partida para discutir estas questões. Analisando o texto de Linschoten, bem como as suas reverberações nos séculos seguintes, proponho-me contribuir para uma genealogia da “lenda negra”, fazendo remontar as suas origens às primeiras décadas do século XVI.
This article focuses on the linkages between mimesis, Indianization of the Portuguese established in India from the 16th century, and the development of a “black legend” on the Portuguese empire. In which ways the going native of the Portuguese was perceived and presented, internally and externally, as undesirable? How did this perception contributed to produce a negative idea of the Portuguese behavior in colonial context? And in which ways the going native was associated with the conviction that the Portuguese were unable to govern themselves (since they could not control their passions, their inner nature), and therefore, incapable of governing the others? The Travel Account of the Voyage of the Sailor Jan Huyghen van Linschoten to the Portuguese East India, first published in Holland in 1596, is a good place to start with in order to discuss these questions. By analyzing Linschoten’s treatise, as well as its inspirations and reverberations in the next centuries, I intend to contribute to the making of a genealogy of the “black legend” of the Portuguese empire, identifying its origins in the first decades of the 16th century.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/10754
ISSN: 2182-2891
Versão do Editor: http://etnografica.revues.org/3372
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