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Título: "Seria preciso que a selvageria se me pegasse": Afonso de Castro e a "festa das cabeças" em Timor colonial
Outros títulos: "I'd have to be infected by the savagery": Afonso de Castro and the "feast of the heads" in colonial Timor
Autor: Roque, Ricardo
Palavras-chave: Castro, Afonso de, 1824-1885
Colonialismo português
Timor-Leste
Data: 2014
Editora: CRIA
Citação: Roque, R. (2014). "Seria preciso que a selvageria se me pegasse": Afonso de Castro e a "festa das cabeças" em Timor colonial ["I'd have to be infected by the savagery": Afonso de Castro and the "feast of the heads" in colonial Timor]. Etnográfica, 18 (1), 159-184
Resumo: Neste artigo investigo as transações coloniais entre “civilização” e “barbárie” através da análise da controvérsia sobre a participação do governador de Timor, Afonso de Castro, na chamada “festa das cabeças”, cerimónia associada à celebração de vitórias guerreiras e decapitação de inimigos em Timor Leste, em 1861. Exploro de uma perspetiva dupla, interligada, o mimetismo colonial do governador nesta “selvajaria” ritual. Por um lado, abordo o mimetismo enquanto relação vivida com o espaço envolvente, um modo prático de entrega do sujeito às circunstâncias do rito, marcado pela tensão entre a assimilação ao meio e a demarcação da diferença. Por outro lado, concebo-o enquanto relação inscrita numa racionalidade política de tipo parasitário, com vista à governação colonial. Por conseguinte, argumento que o mimetismo colonial encontra no parasitismo a expressão da sua produtividade política.
In this article I explore the colonial trade between “civilization” and “barbarity” by drawing on the case of Governor Afonso de Castro’s controversial participation in the so-called “feast of the heads”, a customary ceremony associated with the celebration of headhunting raids and war victories in East Timor, in 1861. I explore the colonial mimicry of the governor in this ritual “savagery” from a double and interconnected perspective. On the one hand, I approach mimicry as a felt, practical, relation to space, a mode of a subject’s yielding into circumstances marked by a tension between assimilation to the surroundings and the creation of difference. On the other hand, I approach mimicry as part of a parasitic rationality that turns the mimetic action of being subject to alterity into a productive political gesture of abuse and extraction of the energies of headhunting rites. Therefore, I argue that colonial mimicry finds in parasitism the expression of its political productivity
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/10755
ISSN: 2182-2891
Versão do Editor: http://etnografica.revues.org/3385
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