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Título: Papel da variação polimórfica em genes de proteínas da via oxidativa de transformação dos estrogénios nos leiomiomas uterinos
Autor: Martins, Rui Alberto dos Reis, 1981-
Orientador: Bicho, Maria Clara
Dias, Deodália Maria Antunes, 1952-
Palavras-chave: Leiomioma
Estrogénios
Stress oxidativo
Teses de mestrado - 2014
Data de Defesa: 2014
Resumo: Os leiomiomas uterinos, também conhecidos por fibroídes ou miomas, são as neoplasias benignas ginecológicas mais frequentes nas mulheres em idade fértil, estimando-se que afectem mais de 30 % das mulheres que se encontram em período reprodutivo. Não se conhecem com clareza as causas do seu aparecimento nem como os leiomiomas crescem e se desenvolvem. Contudo, sabe-se que são extremamente dependentes dos estrogénios sexuais e dos seus respectivos receptores, já que são diagnosticados na sua grande maioria depois da ocorrência da menarca até ao período de menopausa. A síntese e o metabolismo dos estrogénios são vias complexas que requerem a presença de vários enzimas que apresentam polimorfismos funcionais, como a Mieloperoxidase (MPO) e as Glutationo-S-transferases (GST), que desempenham funções protectoras importantes no nosso organismo contra o “stress” oxidante. Neste trabalho investigou-se sobre uma possível relação entre os polimorfismos funcionais destes enzimas e o aumento de susceptibilidade para o desenvolvimento dos leiomiomas uterinos. Determinou-se igualmente a actividade da redutase transmembranar (RTM), e os níveis circulatórios de glutatião (GSH) e 17β-estradiol (E2), de forma a investigar se estes compostos podem exercer um papel no desenvolvimento deste tipo de tumores. Verificou-se para o polimorfismo G463A da MPO, que o genótipo GA é um factor de risco para o desenvolvimento dos leiomiomas uterinos, tendo os resultados também sugerido que o genótipo AA, pode exercer um papel protector. No que diz respeitos aos polimorfismos dos genes GSTM1 e GSTT1, apenas observou-se uma diferença significativa estatística entre os grupos de estudo para o GSTT1, tendo o seu genótipo positivo sido apontado como um factor de risco, sugerindo um possível papel deste no desenvolvimento dos leiomiomas uterinos. Relativamente aos parâmetros bioquímicos, os níveis de estradiol circulantes foram superiores no grupo das doentes comparativamente ao grupo controlo, corroborando a ideia de os leiomiomas serem estrogénio dependentes. Quanto ao GSH, registou-se uma diferença estatística significativa entre o grupo das doentes e o grupo controlo, com os valores a serem superiores neste último. A actividade da RTM apresentou igualmente uma diferença significativa entre os dois grupos, sendo superior nas doentes. Os resultados referentes a estes dois últimos parâmetros sugerem que a resposta ao “stress” oxidante foi activada nas doentes, podendo estar associada ao desenvolvimento dos leiomiomas uterinos.
Uterine leiomyomas, also known as fibroids or myomas, are the most common gynecological benign tumors in women of childbearing age, and it is estimated to affect more than 30% of women who are in the reproductive period. The causes of their appearance are not clear nor how they grow and develop. However, it is known that they are extremely dependent on sexual estrogens and their respective receptors, since they are mostly diagnosed after the occurrence of menarche to the menopause period. Estrogen biosynthesis and metabolism are complex pathways that require the presence of several enzymes that have functional polymorphisms, such as myeloperoxidase (MPO) and glutathione-S-transferase (GST), which play important roles in the body protection against oxidative stress. This research focused on the investigation of the possible relationship between the functional polymorphisms of these enzymes and the susceptibility to the development of uterine leiomyomas. It was also determined the transmembrane reductase activity (RTM) and circulating levels of glutathione (GSH) and 17β-estradiol (E2), to investigate whether these compounds may play a role in the development of such tumors. It was found for MPO G463A polymorphism, that GA genotype is a risk factor for the development of uterine leiomyomas, with the results also suggesting that AA genotype may exert a protective factor. Concerning GSTM1 and GSTT1 polymorphisms, there was only a significant statistical difference between the study groups for GSTT1, with its positive genotype being identified as a risk factor, suggesting a possible role in this development of uterine leiomyomas. Regarding biochemical parameters, circulating estradiol levels were higher in the experimental group compared to the control group, endorsing the idea that leiomyomas are estrogen dependent. As to GSH, it was observed a significant statistical difference between the experimental group and control group, it being higher in the latter. The activity of RTM also showed a significant statistical difference between the two groups, it being higher in the experimental group. The results for the latter two parameters suggested that the response to oxidative stress was activated in patients and may be associated with the development of uterine leiomyomas.
Descrição: Tese de mestrado. Biologia (Biologia Humana e Ambiente). Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2014
URI: http://hdl.handle.net/10451/11002
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