Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/11215
Título: Europa : paisagem e pensamento : um excurso sobre Teixeira de Pascoaes, Friedrich Hölderlin, José Marinho e Martin Heidegger
Autor: Hennrich, Dirk-Michael, 1973-
Orientador: Borges, Paulo Alexandre Esteves, 1959-
César, Constança Marcondes, 1945-
Palavras-chave: Pascoais,Teixeira de, pseud. - Crítica e interpretação
Hölderlin, Friedrich, 1770-1843 - Crítica e interpretação
Marinho,José, 1904-1975 - Crítica e interpretação
Heidegger, Martin, 1889-1976 - Crítica e interpretação
Europa - Identidade colectiva
Paisagem - Filosofia
Natureza (Estética)
Poesia portuguesa - séc.19-20 - História e crítica
Poesia alemã - séc.18-19 - História e crítica
Filosofia - Portugal - séc.20
Filosofia - Alemanha - séc.20
Teses de doutoramento - 2014
Data de Defesa: 2014
Resumo: A tese «Europa: Paisagem e Pensamento. Um excurso sobre Teixeira de Pascoaes, Friedrich Hölderlin, José Marinho e Martin Heidegger» pertence ao âmbito das investigações filosóficas e literárias sobre a identidade da Europa numa época de profunda crise civilizacional. Embora se insira nesta temática, diferencia-se pelo modo de considerar uma suposta identidade através da relação entre poesia e filosofia em autores alemães e portugueses. Para este efeito o estudo começa com uma interpretação da Europa enquanto Terra do Poente ou Abendland para reconsiderar Europa no contexto da Poesia, da Filosofia da Paisagem e da Ontologia. A razão para a escolha dos autores principais fundamenta-se por um lado na importância extraordinária da paisagem nas poesias de Teixeira de Pascoaes e Friedrich Hölderlin e, por outro lado, no valor central da poesia destes poetas para os pensamentos filosóficos de José Marinho, no caso de Pascoaes, e Martin Heidegger, no caso de Hölderlin. Encontramos, além disso, não apenas nos poetas mas também nos filósofos uma vizinhança que permite repensar um suposto perpasso da noção da natureza como paisagem para a poesia e da poesia para a filosofia como também o significado profundo da terra do crepúsculo vespertino como cifra de um tempo que está simultaneamente em declínio e em expectativa de um novo amanhã. Ao apresentar o presente trabalho como um movimento do concreto para o abstracto, da contemplação da paisagem para a teoria, da aisthesis para a alétheia e da experiência ôntica para a experiência ontológica, apontamos para as características essenciais da cultura europeia que se desvelam no presente estudo a partir do diálogo entre a margem e o centro geográfico do continente. Patenteia-se nesta interpretação a importância da memória, do crepúsculo, da paisagem, do caminho, da cisão e da crise mas também do aparecer, da de-cisão e da liberdade. O pensamento da terra do poente, que emerge da poesia, desdobra-se num pensamento cujo centro de gravitação é o enigma do ser e da verdade, sendo profundamente consciente da cisão e da crise como dinâmica contínua para um futuro possível. Entre Teixeira de Pascoaes e Friedrich Hölderlin, como também entre José Marinho e Martin Heidegger ergue-se uma tradição remota da poesia e do pensar especulativo prestes para responder à nossa actualidade. Aceitar o crepúsculo como momento de plenificação de todas as possibilidades e rejeitar a noção apoética e aporética da crise é um dos principais contributos dos autores aqui investigados.
The dissertation «Europe: Landscape and Thinking. An excursion on Teixeira de Pascoaes, Friedrich Hölderlin, José Marinho and Martin Heidegger» belongs to the area of philosophical and literal investigations about the identity of Europe in an age of profound civilization crisis. Although this thesis pertains to this area, it differs in the way it posits a possible identity based on the relationship between poetry and philosophy in German e Portuguese authors. The study starts out with an interpretation of Europe as ‘Abendland’, as land of the setting sun, in the context of poetry, philosophy of landscape and ontology. The reason for the choice of the specific authors dealt with in this thesis lies, on the one hand, in the extraordinary importance that landscape has played both in the poetry of Teixeira de Pascoaes and Friedrich Hölderlin, and on the other, in the crucial role this poetry had in the philosophical thinking of José Marinho, in the case of Pascoaes, and Martin Heidegger, in the case of Hölderlin. Apart from this we can detect in the poets, but also in the philosophers a close relationship that allows for a transition from the concept of nature as landscape to poetry and from poetry to philosophy. Add to this the profound significance of the West as a symbol for a period that is at the same time in decline and in expectation of a new morning. The central narrative of this thesis moves from concreteness to abstraction, from the contemplation of landscape to theory, from aisthesis to alétheia, from ontical experience to ontological experience, gesturing towards the essential character of European culture which unfolds in the dialog between the margins and the geographical center of the continent. This interpretation reveals the importance of memory, the setting of the sun, landscape, rupture and crises but also appearance, decision and freedom. Western thinking emerges from poetry unfolding in a thinking whose center of gravity is the mystery of being and truth, well aware of the fact that disruption and crisis can also be interpreted as the dynamics of a possible future. The work of Pascoaes and Hölderlin, as well as that of Marinho and Heidegger are based on a remote tradition of speculative poetry and thinking ready to give an answer to the problems of our times. To accept the setting sun as the very accomplishment of all possibilities and to reject the notion of unpoetic and aporetic crisis is one of the main challenges formulated by the authors explored in this thesis.
Descrição: Tese de doutoramento, Filosofia (Filosofia em Portugal), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2014
URI: http://hdl.handle.net/10451/11215
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