Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/11255
Título: Imagem do tempo:os espelhos na arte contemporânea
Autor: Toscano, Marta, 1975-
Orientador: Tavares, Cristina Azevedo, 1956-
Palavras-chave: Arte contemporânea
Espelhos
Tempo
Olhar
Velasquez, Diego, 1599-1660
Pistoletto, Michelangelo, 1933-
Jacinto, Ricardo, 1975-
Abramovic, Marina, 1946-
Bastos, Rui Calçada, 1971-
Smithson, Robert, 1938-1973
Bourgeois, Louise, 1911-2010
Bellmer, Hans, 1902-1975
Teses de doutoramento - 2014
Data de Defesa: 2014
Resumo: O objectivo deste trabalho é explorar o tema do espelho na arte contemporânea, e relacionar as obras analisadas com a dimensão tempo. A ideia-chave que decidimos perseguir é simples: o espelho visto como um poderoso artifício, o que em última instância trará acoplado a própria «artificialidade» do conceito identidade. Exploraremos o mito de Perseu, o espelho grego e o espelho barroco — âncoras fundamentais; tentaremos assinalar a passagem de uma época especular «dual» para uma época pós-especular, onde tudo se parece fundir. A problemática do duplo, mesmo assim, vem ao nosso encontro – e nós temos medo. Por fim, reflectimos sobre o tema do espelho na arte, onde para cada par de artistas escolhido fizemos corresponder uma determinada «ideia» de tempo. Conheceremos espelhos que evocam um perigo eminente, espelhos infinitos, espelhos glaciares, espelhos-viajantes, espelhos «controladores»... Sintetizando: são obras que têm, algures, um espelho, que fogem da auto-representação, que são impessoais, ardilosas, e que se relacionam de forma peculiar com o tempo. De certa forma, o espelho pode ser considerado como o mais «impossível» (e fascinante) dos objectos: máquina que tudo vê, mas que nunca se deixa ver. E o que é que acontece quando prevalece a inoperatividade, a falência ou a simples recusa da máquina em «ver»? A rigidez dos segundos, minutos e horas são esquecidos. Cronos deixa, apenas por breves instantes, de devorar cruelmente os filhos.
The aim of this work is to investigate the theme of the mirror in contemporary art, and to think about the way in which the examined art works can be related to the time dimension. The key-idea that we decided to follow is a very simple one: the mirror seen as a powerfull artifice, that ultimetely brings along with it the «artificiality» of the concept of identity in itself. We will explore the myth of Perseus, the greek and the baroque mirror — vital anchors; we will then try to characterize the passage from a «dual» specular epoch to a post-specular one, where everything seems to get indistinct. Still the problematic of the double runs into to us – and we are scared. Finally, we´ll think about mirrors in art, where for each pair of chosen artists we matched a particular idea of time. We will meet mirrors that recall eminent danger, infinite mirrors, glacier mirrors, travelling-mirrors, «controlling» mirrors. To summarize: the chosen works have, somewhere, a mirror, they run away from self-representation, they are inexpressive and astute, and they can be related in a fruithful manner to time. In a certain way, the mirror can be considered as the most «impossible» (and fascinating) of all objects: a machine that sees everything, but doesn´t allow to be seen. What happens when inoperativity prevails, and the machine fails or refuses to «see»? The harshness of seconds, minutes and hours are forgotten. Cronus stops, for brief instants, to cruelly devour his children.
Descrição: Tese de doutoramento, Belas-Artes (Ciências da Arte), Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, 2014
URI: http://hdl.handle.net/10451/11255
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