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Title: Contribuição para aprevenção da osteoporose: avaliação de factores genéticos, antropométricos, ambientais laboratoriais e de dados densitométricos e de ultrasons em portugueses de ambos os sexos
Authors: Canhão, Helena Cristina de Matos, 1967-
Advisor: Queirós, M. Viana de, 1942-
Lopes, Maria Carlota Saldanha, 1947-
Keywords: Osteoporose
Osso e ossos
Factores de risco
Marcadores biológicos
Ultrasonografia
Reumatologia
Teses de doutoramento
Issue Date: 2007
Abstract: Ao contrário do que se verifica para os factores de risco da osteoporose (OP), não é possível enumerar de forma simples uma lista de factores protectores. A identificação de variáveis que se associam a melhor qualidade óssea, entendida como a optimização do balanço entre estrutura, geometria, microarquitectura, massa, composição e função, é fundamental porque os conhecimentos sobre esses parâmetros poderão ajudar-nos a obter e manter um osso de melhor qualidade, com uma massa óssea que permaneça acima do limiar fracturário. Por outro lado, a compreensão dos factores que determinam uma massa óssea mais elevada e uma melhor qualidade do osso, poderá contribuir para o desenvolvimento de terapêuticas capazes de restabelecer o equilíbrio da remodelação óssea. Objectivos: 1- Identificar e avaliar a importância relativa dos factores de risco e protectores de OP em ambos os sexos; 2- Estabelecer associações entre parâmetros laboratoriais como o balanço fosfo-cálcico, marcadores de remodelação óssea, hormonas sexuais, hormonas relacionadas com o crescimento e a massa corporal, citocinas envolvidas na inflamação e na remodelação óssea e a massa óssea; 3- Estudar a associação de polimorfismos na posição 308 do promotor do gene do factor de necrose tumoral (TNF) alfa e a massa óssea. Métodos: Os trabalhos de investigação foram desenvolvidos no Serviço de Reumatologia do Hospital de Santa Maria (Director: Prof. Doutor M. Viana Queiroz), na Unidade de Investigação em Reumatologia do Instituto de Medicina Molecular (Coordenador: Prof. Doutor João Eurico Fonseca) e no Serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Director: Prof. Doutor Henrique de Barros). A investigação foi estruturada e desenvolvida da seguinte forma: a) Aplicação de um questionário para avaliação de factores de risco modificáveis de OP (hábitos tabágicos e alcoólicos, ingestão diária de cálcio e actividade física) em 301 indivíduos saudáveis estratificados por grupo etário e sexo. b) Avaliação quantitativa por ultrasons do calcâneo (QUS) em 1482 indivíduos, de ambos os sexos e com idades compreendidas entre os 18 e os 92 anos, de modo a determinar os valores de referência do QUS para a população portuguesa e avaliar o impacto dos factores de risco de OP nos parâmetros do QUS. c) Avaliação de parâmetros laboratoriais que incluíram hemograma, ureia, creatinina, creatinúria de 24 horas, transaminases, fosfatase alcalina, γ-glutamil transpeptidase, amilase, lipase, colesterol, trigliceridos, apolipoproteína E, ácido úrico, homocisteína, magnésio, zinco, ionograma, balanço fosfo-cálcico sérico e urinário, marcadores de remodelação óssea (osteocalcina, fosfatase alcalina óssea, pro-peptidos do procolagénio I (P1NP), desoxipiridolinas, N-telopeptidos urinários do colagénio tipo I (NTX), C-telopeptidos séricos do colagénio tipo I (CTX ß-crosslaps), hormonas tiroideias, hormona tireotrófica, paratormona, hormonas sexuais (foliculo-estimulante, luteinizante, progesterona, estradiol, D4-androsteniona, dihidroepiandrosterona, testosterona), hormonas relacionadas com o crescimento e a massa corporal (hormona de crescimento, factor de crescimento insulina-like, leptina), citocinas envolvidas na inflamação e na remodelação óssea (interleucina (IL)-1, IL-6, TNF alfa, RANKL, osteoprotegerina) e caracterização genotípica do polimorfismo 308 do promotor do gene do TNF alfa, em 159 indivíduos, de ambos os sexos, estratificados por idade (20-30 anos e idade igual ou superior a 50 anos) e por massa óssea determinada por absorciometria radiológica de dupla energia (DEXA). Resultados: A avaliação de factores de risco modificáveis de OP em 301 indivíduos, 199 do sexo feminino e 102 do sexo masculino, estratificados por grupo etário, utilizando um questionário que foi desenvolvido em trabalho prévio, permitiu quantificar hábitos tabágicos e alcoólicos, ingestão diária de cálcio e actividade física. Todos os indivíduos apresentaram consumo de cálcio abaixo dos níveis recomendados e, excepto para o grupo de indivíduos jovens do sexo masculino, prática de actividade física muito reduzida. Os hábitos tabágicos eram superiores nas jovens do sexo feminino e foram iniciados em idade precoce. Os hábitos alcoólicos foram superiores nos indivíduos do sexo masculino com mais de 49 anos. A avaliação quantitativa por ultrasons do calcâneo (QUS) em 1482 indivíduos (1010 mulheres e 472 homens) com idades compreendidas entre os 18 e os 92 anos, que constituíam uma amostra representativa da população, permitiu calcular pela primeira vez, os valores de referência do QUS para a população portuguesa e constatar que eram sobreponíveis aos de outros países do sul da Europa. Posteriormente, foi estudada a influência de potenciais factores de risco de OP nos parâmetros do QUS. Concluímos que todos os parâmetros do QUS eram dependentes do sexo (mais elevados nos homens), da idade (mais elevados nos jovens) e do índice de massa corporal (IMC). As diferenças entre os sexos aumentavam com o envelhecimento. Nas mulheres, os hábitos tabágicos e no homem, o aporte de cálcio, estavam associados de forma significativa aos resultados do QUS. Alguns factores como a actividade física, o aporte de vitamina D e de álcool, a pontuação no inventário de depressão de Beck, o SF-36, a idade da menarca e o número de gravidezes não mostraram qualquer efeito significativo nos parâmetros de QUS. Finalmente, foram avaliadas variáveis laboratoriais em 159 indivíduos, de ambos os sexos, estratificados por idade e por massa óssea determinada por absorciometria radiológica de dupla energia (DEXA) (massa óssea normal vs OP). Quantificámos valores mais elevados de zinco sérico nos homens quando comparados com as mulheres e nos indivíduos com massa óssea normal quando comparados com osteoporóticos. A calcémia apresentou em todos os grupos doseamentos dentro da normalidade, mas com os grupos osteoporóticos com mais de 50 anos, a revelarem valores significativamente inferiores. Os níveis séricos de leptina foram significativamente mais elevados no sexo feminino. Os marcadores de remodelação óssea, CTX sérico e osteocalcina, apresentaram valores inferiores nos indivíduos com massa óssea normal comparativamente com os osteoporóticos. No entanto, a sua variabilidade não permitiu detectar diferenças significativas. Da mesma forma não se observaram diferenças significativas nos níveis séricos de osteoprotegerina. Os genotipos GG e GA/AA -308 do promotor do gene do TNF alfa apresentaram a mesma distribuição de frequências entre os grupos estudados.Conclusão: Apesar de ainda não ser possível estabelecer uma lista de factores protectores do osso da forma como dispomos para os factores de risco de OP, os nossos trabalhos permitem afirmar que na população portuguesa, idade jovem, sexo masculino, IMC aumentado, prática de actividade física, um bom aporte de cálcio, a evicção do tabaco, níveis séricos optimizados de cálcio e de zinco e níveis séricos mais baixos de leptina, associam-se a melhores resultados nos parâmetros ósseos estudados por avaliação quantitativa por ultrasons (QUS) e/ou por absorciometria radiológica de dupla energia (DEXA).Ao contrário do que se verifica para os factores de risco da osteoporose (OP), não é possível enumerar de forma simples uma lista de factores protectores. A identificação de variáveis que se associam a melhor qualidade óssea, entendida como a optimização do balanço entre estrutura, geometria, microarquitectura, massa, composição e função, é fundamental porque os conhecimentos sobre esses parâmetros poderão ajudar-nos a obter e manter um osso de melhor qualidade, com uma massa óssea que permaneça acima do limiar fracturário. Por outro lado, a compreensão dos factores que determinam uma massa óssea mais elevada e uma melhor qualidade do osso, poderá contribuir para o desenvolvimento de terapêuticas capazes de restabelecer o equilíbrio da remodelação óssea.Objectivos:1- Identificar e avaliar a importância relativa dos factores de risco e protectores de OP em ambos os sexos;2- Estabelecer associações entre parâmetros laboratoriais como o balanço fosfo-cálcico, marcadores de remodelação óssea, hormonas sexuais, hormonas relacionadas com o crescimento e a massa corporal, citocinas envolvidas na inflamação e na remodelação óssea e a massa óssea;3- Estudar a associação de polimorfismos na posição 308 do promotor do gene do factor de necrose tumoral (TNF) alfa e a massa óssea.Métodos: Os trabalhos de investigação foram desenvolvidos no Serviço de Reumatologia do Hospital de Santa Maria (Director: Prof. Doutor M. Viana Queiroz), na Unidade de Investigação em Reumatologia do Instituto de Medicina Molecular (Coordenador: Prof. Doutor João Eurico Fonseca) e no Serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Director: Prof. Doutor Henrique de Barros). A investigação foi estruturada e desenvolvida da seguinte forma: a) Aplicação de um questionário para avaliação de factores de risco modificáveis de OP (hábitos tabágicos e alcoólicos, ingestão diária de cálcio e actividade física) em 301 indivíduos saudáveis estratificados por grupo etário e sexo. b) Avaliação quantitativa por ultrasons do calcâneo (QUS) em 1482 indivíduos, de ambos os sexos e com idades compreendidas entre os 18 e os 92 anos, de modo a determinar os valores de referência do QUS para a população portuguesa e avaliar o impacto dos factores de risco de OP nos parâmetros do QUS. c) Avaliação de parâmetros laboratoriais que incluíram hemograma, ureia, creatinina, creatinúria de 24 horas, transaminase
Description: Tese de doutoramento em Medicina (Reumatologia), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Medicina, 2008
URI: http://hdl.handle.net/10451/1149
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