Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/11519
Título: Caracterização do padrão de diagnóstico e tratamento da osteoporose em mulheres provenientes de um meio urbano e de um meio rural
Autor: Silva, Bárbara Maria Balão da
Orientador: Silva, José Joaquim Costa Cabrita da
Laires, Pedro Almeida
Palavras-chave: Osteoporose
Zonas predominantemente rurais
Zonas predominantemente urbanas
Diagnóstico de osteoporose
Tratamento de osteoporose
Teses de mestrado - 2013
Data de Defesa: 2013
Resumo: INTRODUÇÃO: O agravamento do envelhecimento da população portuguesa tem vindo progressivamente a afectar a generalidade do território nacional e deixou de ser um fenómeno dos municípios do interior. O aumento do impacto de doenças como a osteoporose (OP) é uma consequência inevitável desta realidade. No entanto, existem dados que sugerem a existência de desigualdades regionais no que diz respeito à avaliação do padrão da doença nomeadamente no acesso ao tratamento e diagnóstico da mesma. A realização de um estudo descritivo que possa caracterizar e comparar estas diferenças numa população rural, versus uma população urbana pode ser relevante para o esclarecimento e consolidação destes dados e respectiva extrapolação para a realidade nacional actual. OBJECTIVO: O objectivo deste estudo consistiu na avaliação e análise de eventuais variações regionais no que diz respeito à probabilidade de acesso ao diagnóstico e tratamento da osteoporose. METODOLOGIA: Estudo observacional, transversal e descritivo. A amostra deste estudo é constituída por uma subpopulação de mulheres com diagnóstico de osteoporose, participantes no estudo epidemiológico nacional EpireumaPT, recrutadas entre Setembro de 2011 e Outubro de 2012 e pertencentes a zonas predominantemente rurais (47 mulheres) e zonas predominantemente urbanas (141 mulheres) de acordo com os critérios do INE referentes à tipologia de áreas urbanas. Os dados utilizados neste estudo foram obtidos através de informação fornecida pelos questionários do estudo EpireumaPT. RESULTADOS: Verificou-se uma diferença significativa (p<0,05) na média de idade da população rural (74,6 anos) e urbana (69,4 anos). A população rural apresentou um maior número de co-morbilidades do que a população urbana embora a diferença tenha sido pouco significativa. O escalão socioeconómico, o consumo de tabaco, café e álcool e auto-avaliação do estado de saúde dos dois grupos revelou ser significativamente superior na amostra urbana. Os resultados do algoritmo FRAX e avaliação da densidade mineral óssea (DMO), revelaram que o grupo urbano está associado a um valor médio de DMO superior e uma probabilidade de fractura major e de fractura da anca inferior ao grupo rural. Verificou-se, no limiar da significância (p=0,059) uma maior percentagem de mulheres rurais não diagnosticadas previamente à participação neste estudo comparativamente com as urbanas. Também se verificaram disparidades com significância estatística no que respeita ao profissional de saúde responsável pelo diagnóstico de OP. Nos últimos 12 meses a amostra urbana reportou um maior número de consultas de especialidade do que a rural embora sem significado estatístico. Apenas 60% da amostra rural e 45,5% da amostra urbana com diagnóstico prévio ao estudo recebiam tratamento para a OP. A combinação de bifosfonatos e cálcio revelou ser a terapêutica mais instituída em ambos os grupos. Não houve diferenças significativas na média do grau de concordância com a terapêutica instituída em ambos os grupos (5 em 10 pontos no grupo rural e 5,7 pontos no grupo urbano). CONCLUSÕES: Existem diferenças entre zonas rurais e urbanas que devem ser consideradas no que diz respeito ao perfil das mulheres com OP, no momento de adequação em campanhas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. As características clínicas, demográficas, educacionais e sociais em Portugal ainda são bastante distintas por regiões e assumem um papel cada vez mais relevante na abordagem da doença. Existem necessidades não preenchidas no diagnóstico de OP em zonas rurais sugerindo a necessidade de um diagnóstico mais atempado e a mobilização de recursos mais adequados para estas regiões. A melhoria de estilos de vida e hábitos associados a factores de risco modificáveis são fundamentais e assumem uma importância particularmente interessante nas localidades predominantemente urbanas. Não existem diferenças significativas no tratamento e grau de concordância do mesmo nas populações rurais e urbanas sugerindo que não existem diferenças regionais relevantes tratamento da OP em Portugal. No entanto, a existência de diferenças estatisticamente significativas relativamente à idade e nível socioeconómico dos participantes que integraram os 2 grupos em análise pode originar um viés a considerar. O número reduzido de inquiridos até à data de elaboração do presente estudo sugere igualmente a necessidade de elaboração de estudos mais aprofundados e o ajustamento dos resultados obtidos para estas variáveis.
INTRODUCTION: The worsening of the aging population in Portugal has been progressively affecting the whole national territory and ceased to be a phenomenon of certain municipalities. This fact, Increases the impact of diseases such as osteoporosis. However, there is evidence to suggest the existence of regional differences with regard to the disease pattern, including access to treatment and diagnosis. Conducting a descriptive study that can characterize and compare the differences in rural versus urban population may be relevant to confirm and consolidate these data and its extrapolation to the current national reality. OBJECTIVE: The purpose of this study was the assessment and analysis of possible regional variations with respect to the probability of access to diagnosis and treatment of osteoporosis. METHODOLOGY: Observational descriptive study. The sample consists in a subpopulation of women with confirmed osteoporosis, who participated in the national epidemiological study designated by EpireumaPT (participants included between September 2011 and October 2012) and belonging to the predominantly rural areas (47 women) and predominantly urban areas (141 women) according to the criteria of INE regarding the typology of urban areas. The data used in this study were obtained through information provided by the study EpireumaPT questionnaires. RESULTS: There was a significant difference (p <0.05) in the average age of the rural population (74.6 years) and urban (69.4 years). The rural population had a greater number of co-morbidities than the urban population although the difference was not significant. The socio-economic level, the consumption of tobacco, coffee, and alcohol and self-assessment of health status of the two groups was found to be significantly higher in the urban sample. The urban group had a higher bone mineral density (BMD) mean and a lower probability of major fracture and hip fracture using the FRAX algorithm. There has borderline significance (p = 0.059) greater percentage of rural women not diagnosed prior to participation in this study compared with the urban group. There were also differences with statistical significance with regard to the health care professional responsible for diagnosing OP. In the last 12 months urban sample reported a greater number of specialist appointments than rural although without statistical significance. Only 60 % of the rural sample and 45.5 % of the urban sample with OP diagnosis prior the study beginning, was treated for OP. The combination of biphosphonates and calcium therapy proved to be the most established in both groups. There were no significant differences in the average level of agreement with the therapy prescribed in both groups (5 in 10 points in the rural group and 5.7 points in the urban group). CONCLUSIONS: There are differences between rural and urban areas that should be considered with regard to the profile of women with OP, when establishing prevention, diagnosis and treatment campaigns of disease. The demographic, clinical, educational and social Portuguese profile is still quite distinct according to each location and assume an increasingly important role in addressing the disease. There are unmet needs in the diagnosis of OP in rural areas suggesting the need for more timely diagnosis and mobilization of appropriate resources for these regions. The improvement of lifestyles and habits associated with modifiable risk factors are fundamental and have a particularly interesting role in urban locations. There are no significant differences in the treatment and correspondent level of agreement in rural and urban populations, suggesting that there isn´t a significant regional difference in the treatment of OP in Portugal. However, the existence of statistically significant differences for age and socioeconomic status of the participants who joined the two groups in question may lead to bias. The reduced number of respondents included in this study may also suggest the need to develop further studies and the adjustment of the results for these variables.
Descrição: Tese de mestrado, Farmacoterapia e Farmacoepidemiologia, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2013
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/11519
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