Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/12218
Título: Nós, a gente e o sujeito nulo de primeira pessoa do plural
Autor: Sória, Maíra Vasconcelos de Paiva
Orientador: Martins, Ana Maria
Palavras-chave: Língua portuguesa - Pronomes
Língua portuguesa - Brasil - Pronomes
Teses de mestrado - 2014
Data de Defesa: 2014
Resumo: Estudam-se, neste trabalho, as ocorrências da nova forma pronominal a gente, do tradicional pronome de 1ª pessoa do plural nós e do sujeito nulo de 1ª pessoa do plural nos dialetos de Portugal continental (representados no Corpus Dialectal para o Estudo da Sintaxe, CORDIAL-SIN) e numa amostra dialetal do português do Brasil (Amostras da Língua Falada no Semi-Árido Baiano, ALFSB), com os objetivos de: identificar semelhanças e contrastes entre os dialetos e, em particular, entre as variedades europeia e brasileira do português; e testar a hipótese de que a entrada de a gente no quadro pronominal do português do Brasil estará relacionada com a simplificação da pauta de pronomes, com o enfraquecimento do paradigma de flexão verbal e com a perda das propriedades de língua de sujeito nulo (Duarte, 1993, 1995, 2003). A partir do levantamento das ocorrências de nós, a gente e do sujeito nulo de 1ª pessoa do plural, desenha-se um panorama geral da presença de cada um desses elementos no território português, bem como da frequência de a gente relativamente à de nós e à do sujeito nulo de 1ª pessoa do plural nos dialetos portugueses e brasileiros. Uma vez que existe na literatura a hipótese de correlação diacrônica entre a inserção de novos pronomes no sistema pronominal (nomeadamente, a gente e você(s)), a simplificação desse sistema, o enfraquecimento do paradigma de flexão verbal e a perda/redução das propriedades do sujeito nulo no português do Brasil, esta investigação concentra-se também na análise dos padrões de concordância verbal desencadeados por nós e a gente nas duas variedades do português. A partir dessa análise, concluímos, resumidamente, que: a entrada de a gente não resulta necessariamente na eliminação/marginalidade de nós e, portanto, não está na base da reação em cadeia que culminou no desaparecimento/marginalidade do sujeito nulo na variedade brasileira. O enfraquecimento do paradigma verbal, por outro lado, parece resultar na redução/marginalidade das ocorrências de sujeito nulo.
ABSTRACT: This work studies the use of the new pronominal form “a gente” (1st person plural pronoun), the traditional 1st person plural pronoun “nós” (we) and the 1st person plural null subject in the dialects of mainland Portugal (represented in Corpus Dialectal para o Estudo da Sintaxe, CORDIAL-SIN) and in a dialectal sample of Brazilian Portuguese (Amostras da Língua Falada no Semi-Árido Baiano, ALFSB), with the following objectives: to identify similarities and differences between the dialects and, in particular, between the European and Brazilian varieties of Portuguese; and test the hypothesis that the inclusion of “a gente” in the Brazilian Portuguese pronominal system will be related to the simplification of the pronominal paradigm, to the weakening of the paradigm of verbal inflection and to the loss of the null subject languages properties (Duarte 1993, 1995, 2003). A survey of the uses of “nós”, “a gente” and the 1st person plural null subject in the Portuguese territory is conducted, which allows to establish the geographic distribution of each one of these elements in the Portuguese territory, as well as the frequency of “a gente” relative to “nós” and to the 1st person plural null subject in Portuguese and Brazilian dialects. Because it is hypothesized in the literature that there would be a diachronic correlation between the insertion of new pronouns in the pronominal system (namely, “a gente” and “você(s)” – 2nd person singular and plural pronouns), the simplification of this system, the weakening of the verbal inflection paradigm and the loss/reduction of the null subject properties in Brazilian Portuguese, this research also focuses on the analysis of the verbal agreement patterns triggered by “nós” and “a gente” in the two varieties of Portuguese. This inquiry leads us to the conclusion that, overall: the inclusion of “a gente” in the pronominal system does not necessarily imply the elimination/marginalization of “nós” and therefore it is not the root cause of the sequence of changes that have culminated in the disappearance/marginalization of null subjects in the Brazilian variety. On the other hand, the weakening of the verbal paradigm appears to imply, in fact, the reduction/marginalization of the uses of null subjects.
Descrição: Tese de mestrado, Linguística, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2014
URI: http://hdl.handle.net/10451/12218
Designação: Mestrado em Linguística
Aparece nas colecções:FL - Dissertações de Mestrado

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