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Título: Ruy Cinatti: O livro do nómado meu amigo ou a poesia como nomadismo
Autor: Moreira, João Luis Salgueiro
Orientador: Morão, Paula
Palavras-chave: Cinatti, Rui,1915-1986 - Crítica e interpretação
Poesia portuguesa - séc.20 - História e crítica
Teses de mestrado - 2014
Data de Defesa: 2014
Resumo: Num poema de Transporte no tempo, Ruy Belo referiu-se aos seus compatriotas como “peregrinos e hóspedes em outras terras”, aplicando a expressão à condição errante dos portugueses. Consideremo-la igualmente relevante para ilustrar a condição do poeta e da poesia e teremos então justificada a pertinência de dedicarmos um estudo a Ruy Cinatti, em particular, e à poesia como território nómada, em geral. Em relação ao autor de O livro do nómada meu amigo, é unânime a inscrição do seu labor poético sob o signo da errância, da inquietação (exterior e interior) e da busca (de si e dos outros), quase sempre tendo como pano de fundo as ilhas atlânticas ou índicas e como protagonista o “nómada amigo”, instância enunciadora proteica, que vai ganhando individualidade ao longo do itinerário poético de Cinatti. Por se nos abrir como um notável palimpsesto de tradições históricas, culturais e poéticas, por marcar um ponto de viragem crucial no itinerário poético do seu autor e por Timor nunca mais ter perdido estatuto de matéria poética, este livro afigura-se-nos merecedor do olhar atento que lhe dedicaremos. Tomá-lo-emos igualmente, por isso, como ponto de partida para algumas considerações em relação à poesia como forma de nomadismo, partilhando com Ruy Cinatti uma certa concepção de poesia, ou seja, entendendo-a como território de encontro e de convívio de tradições, influências, tendências e autores.
ABSTRACT: In a poem of Transporte no tempo, Ruy Belo named his compatriots as “pilgrims and guests in foreign lands”, referring to the wandering condition of the portuguese. Let us consider it relevant to demonstrate the essence of both poet and poetry and it will be possible to justify the importance of dedicating a dissertation to Ruy Cinatti, in particular, and to poetry as a nomadic territory, in general. Concerning the author of O livro do nómada meu amigo (1958), it is consensual to place his poetry under the sign of nomadism, inner and outer restlessness and the quest, both for the self and for the others, with the atlantic or indian islands as scenery and the “nómada amigo” as main character, volatile poetic voice that acquires a stronger individuality along Cinatti’s poetic itinerary. As it opens itself to the reader as remarkable palimpsest of historic, cultural and poetic traditions, as it establishes a crucial turning point in the poetry of its author and because Timor never ceased to be taken as poetic mater, this book deserves the close analyses we are about to dedicate it. It will also be regarded as a starting point to some considerations concerning poetry as nomadism, learning from Ruy Cinatti an idea of poetry as meeting point of traditions, influences, tendencies and authors.
Descrição: Tese de mestrado, Estudos Românicos, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2014
URI: http://hdl.handle.net/10451/12222
Designação: Mestrado em Estudos Românicos (Literatura portuguesa)
Aparece nas colecções:FL - Dissertações de Mestrado

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