Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/12285
Título: Na encruzilhada portuguesa: a antropologia contemporânea e a sua história
Outros títulos: At the Portuguese crossroads: contemporary Anthropology and its history
Autor: Viegas, Susana de Matos
Cabral, João de Pina
Data: 2014
Editora: CRIA
Citação: Viegas, S. de M., Cabral, João de Pina (2014). Na encruzilhada portuguesa: a antropologia contemporânea e a sua história [At the Portuguese crossroads: contemporary Anthropology and its history]. Etnográfica, 18 (2), 211-232
Resumo: No presente artigo, sugerimos uma leitura da formação da antropologia em ­Portugal que assume que a “construção da nação” e a “construção do império” nunca estiveram muito afastadas uma da outra e tenderam sempre a mesclar-se – em certos momentos de forma muito evidente, noutros de forma mais mediada. De facto, numa perspetiva mais ampla, entendemos a antropologia em Portugal como parte do que poderíamos denominar uma “quinta tradição” – isto é, uma história disciplinar abertamente cosmopolita, que se posiciona fora das quatro tradições imperiais da antropologia dos séculos XIX e XX (alemã, francesa, britânica e americana). Neste sentido, o cosmopolitismo não hegemónico dos cientistas sociais portugueses coloca-os numa posição semelhante à dos japoneses, indianos ou brasileiros. Em particular, o lugar de Portugal na encruzilhada das rotas euro-americanas de intercâmbio intelectual e das rotas do Atlântico Sul reafirma-se recorrentemente como marca central da forma como as ciências sociais portuguesas intervêm no debate científico global.
In this article, we suggest a reading of the formation of Anthropology in Portugal that considers that “nation-building” and “empire-building” were never very far from each other and tended to fade into one another. In fact, from a broader perspective, we see Anthropology in Portugal as part of what might be called a “fifth tradition” – that is, one that places itself beyond the four main imperial traditions of Anthropology (German, French, British and American). In this sense, their non-hegemonic cosmopolitanism places Portuguese social scientists in a position that is akin to that of the Japanese, the Indians or the Brazilians. In particular, Portugal’s place at a crossroads of the Euro-American routes of intellectual exchange and the South Atlantic routes has recently reaffirmed itself as an important mark in the way Portuguese social sciences intervene in the global scientific debate.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/12285
DOI: 10.4000/etnografica.3694
Versão do Editor: http://etnografica.revues.org/3694
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