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Título: Factores virológicos moleculares na transmissão mãe-filho do Vírus da Imunodeficiência Humana:caracterização de um grupo de mães infectadas na Região Norte do País
Autor: Bandeira, Vanessa Sofia Lúcio
Orientador: Pádua, Elizabeth
Crespo, Ana Maria Viegas
Palavras-chave: Biologia molecular
HIV
Transmissão vertical
Teses de mestrado
Issue Date: 2009
Resumo: O Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) afecta actualmente, cerca de 2 milhões de crianças em todo o mundo, na sua grande maioria, por via vertical e em países sem acesso a anti-retrovíricos. A diversidade de VIH e o desenvolvimento de estirpes resistentes dificulta a eficácia da terapia, o diagnóstico molecular e a produção de vacinas. O número crescente de novas variantes de VIH-1 na população tem colocado várias questões sobre a sua diferente transmissibilidade e/ou virulência. No presente estudo pretendeu-se conhecer, de forma específica, a nível regional, a transmissão mãe-filho de VIH, tendo como objectivo a caracterização de um grupo de 26 mães infectadas da região do Porto, e a posterior comparação dos resultados com grupos de mães infectadas (transmissoras e não transmissoras) da região de Lisboa. A taxa de transmissão mãe-filho do VIH-1 calculada para o período de 2007- 2008 foi de 0,09% no grupo de Lisboa e de 0% no grupo do Porto. Estes reduzidos valores, em conjunto com os baixos níveis de ARN VIH-1 detectados nas mães do Porto, enfatizam a importância da eficácia da terapêutica no controlo da replicação viral e na redução do risco de transmissão vertical. A classificação molecular de VIH-1 em mães infectadas do Porto, realizada por análise filogenética após amplificação e sequenciação dos genes env (região V3-V5) e nef, revelou uma maior frequência de formas virais BG (53%) e uma menor diversidade viral (subtipo B e formas recombinadas BG e AG) comparativamente com os grupos de mães de Lisboa. A elevada prevalência de variantes não B, verificada nas duas regiões (60% no Porto e 70% em Lisboa) e, predominantemente, associada a mães africanas, corrobora a alteração do padrão molecular da infecção em Portugal nos últimos anos, em consequência da população imigrante residente no país. Apesar da forma AG apresentar uma maior frequência em mães transmissoras (23,1%), não foram encontradas diferenças significativas para a transmissão preferencial das variantes virais. A alteração dos motivos funcionais de sequências Env e Nef também não pareceu estar associada à transmissão vertical. Contudo, a ocorrência de assinaturas, principalmente, em formas virais não B, parece sugerir que a conservação ou não destes motivos se deve à diversidade viral. Este facto vem reforçar a importância da realização de estudos que analisem a influência destes polimorfismos no decurso da infecção
The Human Immunodeficiency Virus (HIV) currently affects approximately 2 million children around the world, the vast majority by vertical transmission and in countries without access to antiretrovirals. The diversity of HIV and the development of resistant strains difficults the effectiveness of therapy, the molecular diagnosis and the production of vaccines. The increasing number of new variants of HIV-1 in the population has posed several questions about their different transmissibility and/or virulence. The present study aimed to ascertain, in a regional level, the mother-to-child transmission of HIV, having as goal the characterization of a group of 26 infected mothers in the region of Oporto, and the later comparison of the results with groups of transmitting and non transmitting infected mothers in the Lisbon region. The rate of mother to child transmission of HIV-1, calculated for the period 2007-2008, was 0.9% in Lisbon and 0% in Oporto. These reduced values, together with low levels of HIV-1 RNA detected in mothers of Oporto, emphasize the importance of therapeutic efficacy in controlling viral replication and reducing the risk of vertical transmission. The molecular classification of HIV-1 in infected mothers of Oporto, performed by phylogenetic analysis after amplification and sequencing of env (V3-V5 region) and nef genes, revealed a higher frequency of viral forms BG (53%) and a lower viral diversity (subtype B and recombinant forms BG and AG) when compared with the group of mothers of Lisbon. The high prevalence of non-B variants, found in both regions (60% in Oporto and 70% in Lisbon) and predominantly associated with African mothers, supports the changes on the molecular pattern of infection in Portugal in the last years, as a consequence of the immigrant population living in the country. Although the AG form presented a higher frequency in transmitting mothers (23.1%), no significant differences were found for the preferential transmission of the viral forms. The change of the functional motifs of Env and Nef sequences also did not appear to be associated with vertical transmission However, the occurrence of signatures associated with non-B viral forms seems to suggest that the conservation or not of these motifs is due to viral diversity. This fact reinforces the importance of conducting studies to examine the influence of these polymorphisms in the course of infection
Descrição: Tese de mestrado, Biologia (Biologia Humana e Ambiente), 2009, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000569097
http://hdl.handle.net/10451/1410
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