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Title: Estudo comparativo das defesas químicas do par predador-presa Hypselodoris cantabrica e Dysidea fragilis do Estuário do Sado e da Ria Formosa
Authors: Cruz, João Filipe Chaveiro Lopes da
Advisor: Cabral, Henrique N.
Calado, Gonçalo Jorge Pestana
Keywords: Ecologia marinha
Esponjas
Teses de mestrado
Estuário do Sado - Portugal
Ria Formosa - Portugal
Issue Date: 2009
Abstract: No decurso da evolução dos opistobrânquios houve uma progressiva perda da concha que obrigou à aquisição de novas estratégias defensivas, entre as quais o recurso a defesas químicas. A maioria dessas estratégias passa pela utilização de compostos tóxicos ou dissuasores, em muitos casos obtidos através da dieta, bastante específica. O nudibrânquio Hypselodoris cantabrica retém e acumula metabolitos secundários dissuasores (furanosesquiterpenos) existentes na sua presa, a esponja Dysidea fragilis. Neste trabalho comparou-se as defesas químicas deste par predador presa de duas regiões portuguesas: Setúbal e Ria Formosa. Para tal, recolheram-se exemplares de esponjas e nudibrânquios de ambas as áreas, dos quais foram extraídos e analisados os compostos defensivos, tendo sido depois realizados testes de palatabilidade com os extractos obtidos. Nas duas espécies observou-se alguma variedade na concentração dos extractos brutos obtidos, tendo revelado os nudibrânquios uma maior concentração, que pode ser resultado de acumularem progressivamente os compostos e/ou da esponja ter emitido fluidos com compostos dissuasores quando recolhida. Verificou-se que os furanosesquiterpenos existentes nos nudibrânquios estavam também presentes nas esponjas, o que comprovou a sua origem alimentar. Concluiu-se haver diferenças regionais nos compostos maioritários identificados nos nudibrânquios e nas esponjas. Os exemplares de H. cantabrica provenientes de Setúbal apresentaram dois compostos maioritários e nos de D. fragilis, apenas um estava em maior concentração, inferindo-se assim uma retenção selectiva dos compostos pelo nudibrânquio. Os testes de palatabilidade não revelaram diferenças significativas na capacidade dissuasora, na comparação entre áreas geográficas, quer entre extractos de esponjas quer entre extractos de nudibrânquios. Nas comparações predador-presa, os testes de palatabilidade revelaram uma maior actividade dissuasora dos extractos dos nudibrânquios, conseguindo taxas de rejeição significativas a concentrações inferiores às necessárias para os extractos de esponja obterem o mesmo efeito. Assim conclui-se que o predador está quimicamente mais protegido que a sua presa, da qual obtém as defesas.
As they evolved, opistobranchs underwent progressive shell loss, which made it necessary for them to acquire new defensive strategies, such as chemical defenses. The majority of these strategies consist in using toxic or deterrent compounds, mostly obtained through their diet which is very specific. The nudibranch Hypselodoris cantabrica retains and accumulates deterrent secondary metabolites (furanosesquiterpenes) which are present in its prey, the sponge Dysidea fragilis. In this study, the chemical defenses of this predator and its prey were compared in two Portuguese regions: Setúbal and Ria Formosa. Sponge and nudibranch specimens were collected from both areas. Their defensive compounds were extracted and analyzed and then utilized in palatability tests. Some variability in the concentration of the obtained brute extracts was observed in both species. The nudibranchs revealed a larger concentration, which could be due to a progressive accumulation of the compounds and/or as a result of the sponges having expelled fluids containing deterrent compounds when collected. The furanosesquiterpenes in the nudibranchs were also found to be present in the sponges, which confirmed their dietary origin. There were regional differences between the main compounds identified in the nudibranchs and sponges. The H. cantabrica specimens from Setúbal displayed two main compounds whilst the D. fragilis specimens displayed only one, which could be indicative of a selective retention of the compounds by the nudibranchs. The palatability tests did not reveal significant differences in the deterrent capacity neither between sponge extracts nor between nudibranch extracts from different regions. In the predator-prey comparisons, the palatability tests revealed a more effective deterrent activity in the nudibranchs' extracts, having obtained significative rejection rates at lower concentrations than necessary for the sponge extracts to have the same effect. Thus, it was concluded that the predator is chemically better protected than its prey, from which it obtains its defenses.
Description: Tese de mestrado, Ecologia Marinha, 2009, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000571181
http://hdl.handle.net/10451/1439
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