Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/15424
Título: Indexical Sinn: Fregeanism versus Millianism
Autor: Branquinho, João
Palavras-chave: Semântica Formal
Significado
Reference
Propositions
Data: 2014
Citação: Revista de Filosofia Aurora. ISSN 0104-4443. 26: 39 (2014). p 465-486
Resumo: Neste ensaio discutem-se dois pontos de vista sobre a variação notacional com respeito à referência e ao conteúdo singular indexical: o ponto de vista de que certas formas de Millianismo são no fundo variantes notacionais de uma teoria fregeana da referência, sendo esta a concepção fregeana da variação notacional; e o ponto de vista de que certas formas de Fregeanismo são no fundo variantes notacionais de uma teoria da referência directa, sendo esta a concepção milliana da variação notacional. Enquanto a primeira concepção assenta na suposição de que uma teoria da referência directa poderia ser facilmente convertida numa versão particular de uma teoria neo-fregeana, mostrando que ela está obrigada a reconhecer certas entidades próximas de sentidos fregeanos, a segunda concepção está baseada na suposição de que uma teoria neo-fregeana poderia ser facilmente convertida numa versão particular de uma teoria milliana, mostrando que sentidos De Re são teóricamente supérfluos e logo elimináveis. A questão de saber com quantas teorias da referência e do conteúdo singular estamos aqui confrontados — duas teorias diferentes (e mutuamente antagónicas)? Ou apenas duas versões daquilo que é em essência a mesma teoria? — é uma questão seguramente importante para quem se interesse pelo tópico. E essa questão deve ser respondida através de um exame cuidadoso da plausibilidade de cada uma das concepções acima mencionadas. Antes de tentarmos escolher entre as teorias em questão, quereríamos naturalmente saber se há ou não de facto duas teorias substancialmente díspares. Grosso modo, se a concepção fregeana da variação notacional fosse correcta, então teríamos de lidar com apenas uma teoria geral da referência singular, viz. o fregeanismo; analogamente, se a concepção milliana da variação notacional fosse correcta, estaríamos confrontados com uma única teoria geral da referência singular, viz. o millianismo. Pensamos que, quer a concepção fregeana da variação notacional, quer a sua contraparte milliana, são incorrectas, embora por razões diferentes (naturalmente). Argumentamos noutro lado que a concepção fregeana da variação notacional — considerada na sua aplicação à semântica de relatos de atitudes proposicionais que contêm nomes próprios — é incorrecta. Tencionamos neste ensaio suplementar esse resultado com uma tentativa de mostrar que a concepção milliana da variação notacional — tomada na sua aplicação à semântica de expressões indexicais — deve ser também vista como incorrecta. Concentramos a nossa atenção num conjunto de argumentos a favor da concepção milliana, argumentos esses que tomamos como adequadamente representativos do ponto de vista geral do teórico milliano sobre o neo-fregeanismo acerca de indexicais e que envolvem questões relativas ao significado cognitivo de frases que contêm termos indexicais.
Abstract: This paper discusses two notational variance views with respect to indexical singular reference and content: the view that certain forms of Millianism are at bottom notational variants of a Fregean theory of reference, the Fregean Notational Variance Claim; and the view that certain forms of Fregeanism are at bottom notational variants of a direct reference theory, the Millian Notational Variance Claim. While the former claim rests on the supposition that a direct reference theory could be easily turned into a particular version of a neo-Fregean one by showing that it is bound to acknowledge certain sense-like entities, the latter claim is based upon the supposition that a neo-Fregean theory could be easily turned into a particular version of a Millian one by showing that De Re senses are theoretically superfluous and hence eliminable. The question how many accounts of singular reference and content are we confronted with here two different (and mutually antagonistic) theories? Or just two versions of what is in essence the same theory? — is surely of importance to anyone interested in the topic. And this question should be answered by means of a cûareful assessment of the soundness of each of the above claims. Before trying to adjudicate between the two accounts, one would naturally want to know whether or not there are indeed two substantially disparate account. Grosso modo, if the Fregean Claim were sound then we would have a single general conception of singular reference to deal with, viz. Fregeanism; likewise, if the Millian Claim were sound we would be facing a single general conception of singular reference, viz. Millianism. My view is that both the Fregean Notational Variance Claim and its Millian counterpart are wrong, though naturally on different grounds. I have argued elsewhere that the Fregean Notational Variance Claim — considered in its application to the semantics of propositional-attitude reports involving proper names — is unsound. I intend to supplement in this paper such a result by trying to show that the Millian Claim taken in its application to the semantics of indexical expressions — should also be rated as incorrect. I focus on a certain set of arguments for the Millian Claim, arguments which I take as adequately representing the general outlook of the Millian theorist with respect to neo-Fregeanism about indexicals and which involve issues about the cognitive significance of sentences containing indexical terms.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/15424
ISSN: 0104-4443
Versão do Editor: http://www2.pucpr.br/reol/index.php/RF?dd99=atual
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