Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/15974
Título: Para um Discernimento das Relações entre Avaliação, Ética e Política
Autor: Domingos, Fernandes
Palavras-chave: Avaliação
Ética
Política
Fundamentos da Avaliação
Ética na Avaliação
Avaliação e Política
Standards da Avaliação
Normas de Avaliação
Data: 2014
Editora: Conselho de Ética e Deontologia da Universidade de Aveiro
Citação: Fernandes, D. (2014). Para um discernimento das relações entre avaliação, ética e política. Comunicação apresentada no colóquio Ética e Universidade. Aveiro: Conselho de Ética e Deontologia da Universidade de Aveiro.
Resumo: Seja qual for a perspectiva ou ênfase de cada avaliação, a verdade é que todos os esforços devem ser empreendidos para que ela seja desenvolvida com imparcialidade. Isto significa que os avaliadores têm que encontrar os procedimentos adequados para evitar que os seus sistemas de conceções e de valores, as suas ideologias e visões do mundo enviesem de forma mais ou menos grosseira as realidades. Simons (2006) refere mesmo que os avaliadores têm que desenvolver o seu trabalho com independência em relação às medidas de materialização das políticas (policies) e aos respetivos objetos (e.g., programas, projetos, currículos). E é também neste contexto que, de acordo com aquela autora, podem surgir dilemas éticos e, assim acontecendo, compete aos avaliadores garantir que as avaliações sejam eticamente irrepreensíveis ou, pelo menos, defensáveis. Estas são, com certeza, condições indispensáveis para que qualquer avaliação possa ter credibilidade perante todos aqueles que, de algum modo, estejam interessados nela ou possam por ela ser afetados. Na verdade, e de acordo com House (2000), a credibilidade, a plausibilidade e a utilidade social são conceitos-chave para um domínio que, à partida, não produz resultados certos como é o caso da avaliação. Por isso estes conceitos são relevantes e, como parece ser óbvio, não podem dispensar reflexões relativamente aos fundamentos morais, éticos e políticos da avaliação. Cabe aqui referir que são precisamente as dimensões valorativas, éticas e políticas da avaliação que mais têm contribuído para dificultar o seu reconhecimento como disciplina científica, apesar de poder ser escrutinada e analisada com base em critérios normalmente utilizados em ciência. Foi tendo em conta reflexões do tipo das que se acabaram de expor que defini como principal propósito deste trabalho discernir e discutir relações entre Avaliação, Ética e Política como forma de suscitar reflexões sobre questões teóricas e práticas que, de modo mais ou menos explícito ou evidente, são inerentes a qualquer processo de avaliação. Assim, serão equacionadas e discutidas questões relacionadas com fundamentos da avaliação, da política e da ética e com a inevitabilidade das relações entre estes três domínios do conhecimento no desenvolvimento de qualquer processo de avaliação.
URI: http://hdl.handle.net/10451/15974
Aparece nas colecções:IE - GIAE - Comunicações e Conferências

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