Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/17672
Título: Aprender a lidar com o fim de vida no desempenho da profissão de enfermagem
Autor: Rodrigues, Maria de Fátima Moreira, 1961-
Orientador: Canário, Rui, 1948-
Palavras-chave: Teses de doutoramento - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: A ideia da morte foi se construindo e reconstruindo ao longo dos tempos. Morrer tem como cenário, de um modo geral, a solidão institucionalizada, porque a partir do século XX, deixou de ser um acontecimento familiar e a ‘hospitalização da morte’ fez com que a enfermagem se envolva cada vez mais nesta problemática, sem estar preparada. A questão de partida deste estudo é: Como aprendem os estudantes e os profissionais de enfermagem a cuidar de pessoas e famílias a viver a terminalidade? Para responder à questão foi planeada uma pesquisa qualitativa que aborda a perspetiva dos diferentes intervenientes no processo de ensino aprendizagem. A amostra é intencional e de conveniência, constituída por 44 participantes, sendo 20 estudantes, 12 docentes e 12 enfermeiros tutores. A informação obtida através de entrevistas foi sujeita a análise de conteúdo, seguindo Bardin (2004). Os dados agruparam-se em torno de cinco categorias: o modo de percecionar a morte; a aprendizagem para cuidar em fim de vida; o processo de ensino aprendizagem dos estudantes; as competências a adquirir para cuidarem de pessoas em fim de vida e de famílias em processo de luto. Os relatos dos participantes permitem concluir que os estudantes não desenvolveram aprendizagens sociais e familiares sobre os aspetos que envolvem o morrer e quando confrontados pela primeira vez com o fenómeno, nos ensinos clínicos, vivem a experiência com grande envolvimento emocional. Quanto às aprendizagens desenvolvidas ao longo do curso, verificou-se que tanto a componente teórica como clínica não fornece os contributos necessários para que o futuro licenciado preste cuidados de qualidade a pessoas em fim de vida, nem integre a família no processo de cuidar. Os principais deficits centram-se no domínio cognitivo, emocional, relacional e prático, sendo particularmente difícil aos estudantes integrar mobilizar e transferir para a prática clínica tanto os saberes teóricos como processuais.
The idea of death has been created and reshaped throughout the times. To die has as a scenery, generally, the institutionalized loneliness, because after the XX century it ceased to be an event within the family and the “hospitalization of death” has brought nursing to get more and more involved in this problematic, without being ready. The starting question in this study is: How do nursing students and professionals learn to take care of people and families experiencing the end of life? To answer the question, a qualitative approach was planned, focusing on the perspectives of the different parts of the teaching and learning process. The sample was intentional and selected based on convenience, composed of 44 participants, 20 of which were students, 12 were teachers and 12 were tutor nurses. The information gathered through interviews was subjected to content analysis, according to Bardin (2004). The data was grouped into five categories: the way to perceive death; the ability to learn how to take care of another experiencing the end of life; the students’ teaching and learning process; the necessary competences to take care of people reaching the end of life and families undergoing the grieving process. The participants’ accounts allowed to come to the conclusion that students have not developed the social and family learning about the aspects that involve dying, and when faced for the first time with the event, during the clinical teaching, they experience it with a great deal of personal involvement. Regarding the learning during the course, it was verified that the theoretical component as well as the clinical do not give the necessary contributions to allow the future graduate to provide quality care to people in the end of life stage, nor to involve the family in the caring process. The main deficits are centered in the cognitive, emotional, relational and practical domains, and it is particularly difficult for the students to integrate, mobilize and transfer both the theoretical and procedural knowledge into a clinical practice.
Descrição: Tese de doutoramento, Educação (Formação de Adultos), Universidade de Lisboa, Instituto de Educação, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/17672
Designação: Doutoramento em Educação
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