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Título: Valor prognóstico do perfil hemorreológico no enfarte agudo do miocárdio transmural: 60 meses de seguimento clínico [90]
Outros títulos: Long-term prognostic value of the hemorheological profile in transmural myocardial infarction survivors: 60-month clinical follow-up
Autor: Sargento, Luís
Sobral do Rosário, Henrique
Perdigão, Carlos
Monteiro, José
Saldanha, Carlota
Martins e Silva, J.
Palavras-chave: Myocardial infarction
Hemorheology
Protein C
Erythrocyte aggregation
Data: 2002
Editora: Elsevier España
Citação: Rev Port Cardiol 2002;21 (11):1263-1275
Resumo: Previous reports have shown several hemorheological and hemostatic abnormalities in acute coronary syndrome survivors. Some of these abnormalities were related to cardiovascular events during a 24- month follow-up. The aim of the present work is to evaluate, in transmural myocardial infarction survivors, the long-term (60 months) prognostic value of the biohemorheological profile determined at hospital discharge. Sixty-four patients (59 men), mean age of 58±12.0 years, transmural myocardial infarction survivors, were prospectively studied for 60 months (32.0±17 months, median 33 months). The following cardiovascular events (CVE) were analyzed: death, non-fatal infarction, unstable angina, and stroke. Twenty-nine patients had a CVE (nine died). The following parameters were determined at hospital discharge: plasma viscosity, whole blood viscosity, erythrocyte membrane fluidity, erythrocyte aggregation, protein C, plasminogen inhibitor type I (PAI- 1), leukocyte count and elastase. The quartiles were determined for each parameter, grouping patients according to these values. Statistics: Group t-test, Kaplan-Meier survival curve (with log rank test), and Cox logistic regression. Results: 1) Leukocyte count (p<0.01), protein C activity (p<0.05) and erythrocyte membrane fluidity (p<0.05) were predictors of the CVE curve; 2) The higher the value of the leukocyte count quartile, the higher the risk for a CVE (p<0.05). Patients with a leukocyte count above the median had 4 times more risk for a CVE; 3) The lower the protein C activity, the higher the risk for a CVE. Those with protein C activity lower than the lowest quartile had double the risk; 4) The higher the membrane polarization value (membrane rigidity), the higher the risk of a CVE; 5) By multivariate analysis the 3 parameters were independent predictors of a CVE. Conclusion: In the present group of transmural myocardial infarction survivors a close relationship was established between hemorheologic, hemostatic and inflammatory factors and the cardiovascular events curve during long-term follow-up.
Estudos anteriores mostraram diversas anomalias biohemorreológicas e da hemostase em doentes com síndroma coronário agudo, sendo alguns deles (proteína C, agregação eritrocitária e contagem de leucócitos) predizentes de eventos cardiovasculares durante 24 meses. O objectivo do presente trabalho é o de avaliar em sobreviventes de enfarte agudo do miocárdio (EAM) transmural, durante um seguimento de 60 meses, dos factores hemorreológicos determinados no momento da alta hospitalar. Sessenta e quatro doentes (dos quais 59 homens), idade média de 58,0±12,0 anos sobreviventes de EAM transmural, foram prospectivamente seguidos durante 60 meses (32±17 meses, mediana 33 meses). Consideraram-se os seguintes eventos cardiovasculares (ECV): morte, reenfarte, angina instável, AVC. Vinte e nove doentes tiveram um ECV (9 morreram). Em amostras de sangue venoso foram determinados os seguintes parâmetros: viscosidade plasmática, viscosidade sanguínea, fluidez da membrana eritrocitária, agregação eritrocitária, proteína C (Pt C), PAI-1, contagem leucocitária e elastase leucocitária. Para cada um deles determinaram-se os valores dos quartis e outros pontos de cut off significativos, agrupando-se os doentes de acordo com esses valores. Análise estatística: teste t-Student de grupo, curva de sobrevivência de Kaplan Meier com o teste de Log. Rank e regressão logística de Cox. Resultados: 1) A contagem leucocitária (p<0,01), a proteína C (p<0,05) e a rigidez da membrana eritrocitária (p<0,05) foram predizentes de ECV; 2) Quanto maior o valor do percentil do valor dos leucócitos maior o risco de ECV (Log. Rank p<0,01). Os doentes com contagem leucocitária superior à mediana tiveram risco 4 vezes maior de ECV. 3) Quanto menor o valor da proteína C maior o risco de ECV. Doentes com proteína C abaixo do menor quartil tiveram o dobro do risco de ECV. 4) Quanto maior o valor da polarização de fluorescência (maior rigidez) maior o risco de ECV, 5) Por análise multivariada (regressão logística de Cox) verificamos que a contagem leucocitária, a proteína C e a rigidez da membrana eritrocitária são predizentes independentes de ECV. Conclusão: Neste grupo de sobreviventes de EAM transmural foi estabelecida uma relação estreita entre os factores hemorreológicos, hemostáticos e inflamatórios (leucócitos, PtC e a rigidez da membrana eritrocitária) e a curva de eventos cardiovasculares durante os 60 meses de seguimento clínico.
Descrição: Trabalho apresentado no XXIII Congresso Português de Cardiologia, escolhido como um dos cinco finalistas do Prémio Jovens Investigadores
© 2002 Sociedade Portuguesa de Cardiologia. Published by Elsevier España, S.L.U. All rights reserved.
Peer review: yes
URI: http://www.spc.pt/DL/RPC/artigos/454.pdf
http://hdl.handle.net/10451/17748
ISSN: 0870-2551
Versão do Editor: The definitive version is available at http://www.sciencedirect.com/
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