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Título: Male homosexuality in Islamic normative and in the mujun literature of al-Andalus and the Maghreb between the 10th and 13th centuries
Autor: Boronha, Miguel António de Freitas
Orientador: Fernandes, Hermenegildo
Palavras-chave: Homosexualidade - Apectos religiosos - Islão
Homosexualidade - Na literatura
Literatura árabe-andaluza - séc.10-13 - História e crítica
Literatura magrebina - séc.10-13 - História e crítica
Islão e literatura
Mediterrâneo (Região) - Civilização - Idade Média
Teses de mestrado - 2014
Data de Defesa: 2014
Resumo: A compreensão da sexualidade humana é fundamental para que se compreenda a sociedade e a cultura responsável por moldar o indivíduo. Resulta desses mesmos factores externos, mas também pode ser traçada até à génese dos mesmos. A postura do Islão em relação à homossexualidade encontra-se bem definida na sua jurisprudência, nomeadamente no Corão. A sodomia é proibida, e a punição pela sua prática varia de acordo com os hadiths reconhecidos por cada uma das diferentes escolas de jurisprudência. No entanto, apesar da proibição, observamos um florescer de poesia homoerótica no al-Andalus e no Magrebe dos séculos X ao XIII, particularmente no género literário denominado de mujun, ou obsceno. Esta tese propõe-se a estudar esta ambivalência paradoxal no Islão Medieval, em que uma religião altamente proibitiva em relação à homossexualidade, mas sexualmente permissiva, testemunha a coexistência de uma normativa constritiva com a representação obscena. Recorrendo a trabalhos fundamentais da literatura mujun enquanto fontes – Ibn Sara as-Santarini, Ahmad al-Tifashi e Ibn Hazm – relevamos a permissividade sexual expressa em Árabe tanto em tratados como em poesia, para melhor compreender como é que a terceira religião Abraâmica permitiu tal fenómeno na altura que muitos consideram como a sua Idade de Ouro.
Abstract: The understanding of human sexuality is fundamental to the understanding of the society and culture that shapes individuals. It is a result of those external factors, but also can be traced to their genesis. Islam’s stance on homosexuality is well defined in its jurisprudence, not the least in the Qur’an. Sodomy is forbidden, and its punishment varies according to the hadiths acknowledged by each different school of jurisprudence. However, despite this prohibition, we see a flourishing of homoerotic poetry in al-Andalus and the Maghreb between the 10th and 13th centuries, particularly in the genre known as mujun, or obscene. This thesis studies this paradoxical ambivalence in Medieval Islam, where a highly prohibitive religion in regards to same-sex relations, but sexually permissive, sees the coexistence of constraining normative and obscene representation. Relying on fundamental works of mujun literature as our sources – Ibn Sara as-Santarini, Ahmad al-Tifashi and Ibn Hazm – we highlight the sexual permissiveness expressed through Arabic and in both treaties and poetry, to better understand how the third Abrahamic religion permitted such phenomenon at the very height of what many consider it to be its Golden Age.
URI: http://hdl.handle.net/10451/17776
Designação: Mestrado em História do Mediterrâneo Islâmico e Medieval
Aparece nas colecções:FL - Dissertações de Mestrado

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