Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/17852
Título: A denúncia ao serviço da fé ou da vingança? a declaração inquisitorial e os seus efeitos
Autor: Oltean, Crina Adriana
Orientador: Braga, Isabel M. R. Mendes Drumond
Palavras-chave: Inquisição - Portugal
Inquisição - Aspectos sociais - Portugal
Denúncias - Portugal
Teses de mestrado - 2015
Data de Defesa: 6-Fev-2015
Resumo: O Tribunal do Santo Oficio surgiu, por insistência do poder régio, em Portugal no ano de 1536 com o principal objectivo de combater as heresias das comunidades cristãs-novas. A omnipresença desta instituição reguladora, no seio das populações, visava combater os comportamentos heréticos através do controlo e da disciplinamento social. O alargamento das suas competências a outros delitos reforçou a sua interferência no quotidiano de uma população particularmente ignorante e conflituosa. A regulação do Tribunal assentava em princípios de disciplina ética e moral em prol da doutrina católica. A delação tornou-se a principal fonte de informação da Inquisição e ao mesmo tempo a possível solução para a resolução ou protecção de atritos do foro privado. Com uma metodologia assente numa “pedagogia do medo”, a denúncia era suscitada e as suas consequências contribuíram para a conflituosidade social. O clima de temor associado à suspeição e desconfiança eram os principais ingredientes para as rivalidades e consequente denunciação. A nossa investigação centra-se nas rivalidades e conflitos sociais, procurando identificar não só as causas destes como também as motivações que justificam as delações. A denúncia tornou-se o método de vigilância das populações por excelência, do qual o Santo Oficio dependia para justificar e firmar a sua presença. Contudo, a dependência da contribuição das populações sujeitou o Tribunal às pretensões de foro privado, vulnerabilidade que possivelmente o afastava dos seus objectivos e princípios. A acção da Inquisição acabou por ter repercussões, especialmente de foro comportamental, na sociedade Portuguesa.
Abstract: The Court of the Holy Office was established at the insistence of the Portuguese monarchy, in Portugal in the year 1536 with the main objective to combat the heresies of the new Christian communities. Omnipresent within the population, this regulatory institution, aimed to fight heretical behavior through social control and discipline. The extension of its powers to other crimes increased its interference in the daily life of a particularly ignorant and confrontational population. The Court’s regulation relied on the principles of ethics and morality, disciplining in favor of the Catholic doctrine. Snitching became the primary source of information for the Inquisition and at the same time was a way for the people to manipulate the system, who used this as a possible solution to solve or to protect themselves from private issues. With a methodology based on a “pedagogy of fear”, the denunciation was promoted and its aftermath contributed to the social conflict. The climate of fear associated with suspicion and distrust were the main ingredients for the rivalry and consequent denunciation. Our research focuses on social rivalries and conflicts, trying to identify not only the causes of these but also the motivations that justify vigilantism. The denunciation became the primary method for monitoring populations in which the Holy Office needed to justify and establish its presence. However, the dependence on the contribution of populations subjected the Court to the wishes of the private forum, vulnerability that possibly pushed it away from its objectives and principles. The action of the Inquisition eventually had repercussions in the Portuguese society, especially in the behavioral forum.
URI: http://hdl.handle.net/10451/17852
Designação: Mestrado em História (História moderna e contemporânea)
Aparece nas colecções:FL - Dissertações de Mestrado

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