Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/17924
Título: Eixos orientadores da reforma do ensino médico: uma proposta estratégica
Outros títulos: Orienting axis towards the reform of undergraduate medical education. A strategic approach
Autor: Martins e Silva, J.
Data: 1993
Editora: Ordem dos Médicos
Citação: Acta Médica Portuguesa 1993; 6: 481-492
Resumo: São analisadas as circunstancias que antecedem a próxima reforma do ensino medico, enunciados alguns dos principais estímulos (internos e externos) e referidas dificuldades que se interpõem (frequentemente) as mudanças curriculares. A reforma do ensino medico deverá fundamentar-se numa nova filosofia educacional, que privilegie a aprendizagem orientada e considere a pré-graduação como fase preliminar do processo educativo em Medicina. A definição de objectivos gerais e específicos, a programação e definição de estratégias, o continuo acompanhamento do processo educacional, a inventariação e adequação dos meios de acção disponíveis, e o empenhamento concertado de responsáveis políticos, das instituição de ensino, docentes e alunos serão factores indissociáveis de uma reforma bem sucedida. A formação de médicos polivalentes justifica modificações metodológicas, designadamente, a definição de um currículo nuclear, dinamizado através do ensino interdisciplinar que favoreça o contacto precoce com problemas que exijam integração. A interdisciplinaridade contribuirá para a formação plena no âmbito técnico e psicossocial. A metodologia utilizada (no ensino e avaliação) e o empenhamento e qualidade pedagógica dos docentes serão factores determinantes para a reforma que se deseja. A competência profissional será o produto final de uma aprendizagem eficaz. De outro modo, a formação medica pré-graduada terá deficiências que dificultarão a concretização profissional do jovem médico, e se repercutirão durante toda a actividade clinica subsequente.
The circumstances preceding the future revision of the medical curriculum are analysed, main internal and external stimuli are described, and sources of resistance to changes in medical training require new educational philosophy, privileging oriented training during undergraduation, as a preliminary phase of medical education. The definition and accompaniment of the general and specific objectives, the strategy and programme used, the design and adequacy of the available support, and the related engagement of all political, academic and socially responsible persons and institutions, are fundamental factors for successful change. The education and training of polyvalent medical doctors requires methodological modifications, namely the definition of a core curriculum, made dynamic through the teaching of interdependent subjects and earlier contact with common clinical problems. Learning through interconnected basic and clinical matters will benefit the technical and psychosocial education of future doctors. The education resulting from a renewal in undergraduate medical education will be mostly determined by organizational and institutional frameworks, teaching methods and the evaluation process used, as well as by teacher commitment, pedagogic and scientific capacities. Professional competence should be the end product of efficient training. Otherwise, undergraduate medical education would not prepare the professional development of the young doctors, thus diminishing the quality of medical training in the future.
Peer review: yes
URI: http://www.actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/article/view/3140
http://hdl.handle.net/10451/17924
ISSN: 1646-0758
Aparece nas colecções:FM-IB-Artigos em Revistas Nacionais

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