Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/17941
Título: Central termoelétrica de Setúbal a património industrial por reutilização adaptativa
Autor: Matos, Helga Carina Santos
Orientador: Brito, Miguel Centeno da Costa Ferreira
Palavras-chave: Central termoelétrica de Setúbal
Património industrial
Reutilização adaptativa
Produção térmica
Centrais térmicas a fuelóleo
Teses de mestrado - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: A Central Termoelétrica de Setúbal foi a última central térmica convencional e a de maior potência a queimar fuelóleo residual em Portugal. Cada um dos seus quatro grupos de 250 MW, totalizando uma potência instalada de 1000 MW, consumiam 56 toneladas por hora deste combustível. As emissões de CO2 produzidas durante os seus 33 anos de exploração totalizam perto de 90 milhões de toneladas. O futuro da produção da energia elétrica passa por sistemas de energia mais eficientes, descarbonizados, promovendo a segurança do abastecimento nacional. Não obstante, a desactivação da Central Termoelétrica de Setúbal em 2012 e os atuais planos para a demolição dos seus tanques de combustível coloca a questão: Que tipo de importância tem uma central termoelétrica de queima de combustíveis fósseis quando deixa de ser útil para a função para a qual foi destinada? Segundo a ótica apresentada nesta tese, a Central Termoelétrica de Setúbal pode vir a ser readaptada para outros fins, como já se observa internacionalmente e que se designa por reutilização adaptativa do património industrial. Neste trabalho pretende-se justificar a sua classificação a património cultural de interesse público, numa tentativa de evitar a sua demolição, suportando-se em duas abordagens fundamentais e objetivas: caracterização técnica e descrição das suas fases de vida, que permitiram criar um quadro dos critérios de importância – históricos, técnológicos, projetuais e sociais - que são essenciais para a sua classificação.
Setúbal’s Thermoelectric Power Plant was the largest conventional power plant using residual oil as fuel in Portugal. Its total installed capacity of 1,000 MW included four 250 MW units, with each unit including a separate steam generator, turbine and alternator. Each steam generator unit consumed 56 tons of residual fuel oil per hour. During 33 years of operation, the power station emitted approximately 90 million tons of CO2. The future of electricity production in Portugal includes more efficient and decarburised energy systems, while ensuring the security of the national electricity supply. Setúbal’s power plant was decomissioned in 2012 and the current plans for the demolition of their fuel tanks poses the question: What is the importance of a fossil fuel based power plant after it ceases to be useful for the function it was intended for? From the viewpoint presented in this work, this decommissioned plant can re-adapted for other purposes. This is similar to the internationally followed practice called adaptive reuse of industrial heritage. This work attempts to justify the classification of Setúbal’s power station as an industrial heritage site of public interest and hence precent its imminent demolition. These objetives are supported by fundamental approaches: technical characterization and description of their life stages which created a framework of criterion that are essential for classification - historical, technological, architectural and social.
Descrição: Tese de mestrado integrado em Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia, apresentada à Universidade de Lisboa, através da Faculdade de Ciências, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/17941
Designação: Mestrado Integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente
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