Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/18207
Título: Patologia borderline : representações relacionais e vulnerabilidades do self
Autor: Silva, Ana Sofia de Medina, 1978-
Orientador: Matos, Manuel, 1943-
Palavras-chave: Teses de doutoramento - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: Reconhecendo a patologia borderline como um quadro clínico actual, complexo e exigente, procurou-se caracterizar a sua especificidade e heterogeneidade, numa conceptualização psicodinâmica, articulada com estudos empíricos e dimensões psicoterapêuticas. O objectivo central deste estudo foi compreender, no funcionamento borderline, a relação específica entre a qualidade das representações relacionais (Westen et al., 1990) e uma dupla vulnerabilidade do Self à angústia (Green, 1990), derivada das ameaças de intrusão e de abandono suscitadas na regulação da proximidade relacional (Dagnan et al., 2002). Foram realizados três estudos empíricos com objectivos complementares. O Estudo 1, psicométrico (N=156), permitiu a criação de uma escala de avaliação de angústias dominantes e a adaptação de três instrumentos de medida. Foram obtidos bons resultados de consistência interna e validade, e as estruturas factoriais apoiaram as teóricas subjacentes. O Estudo 2, quantitativo (N=116), visou a comparação de três grupos: borderline, depressão e não-clínico. Os resultados traduziram um maior sofrimento psicológico, maior severidade sintomatológica, mais comportamentos disruptivos e níveis de angústia mais intensos, no grupo borderline. Estes pacientes revelaram um Self mais vulnerável às ameaças de intrusão e de abandono, e um mundo de representações relacionais comprometidas por maior uso da clivagem, com menos aspectos positivos. O Estudo 3, qualitativo (N=130), permitiu conhecer as representações relacionais precoces. No grupo borderline, as representações relacionais incluíam aspectos mais graves de violência física e psicológica e menos aspectos de segurança e calor emocional. As representações do Self envolvidas nesses episódios relacionais incluíam mais frequentemente aspectos de vulnerabilidade à intrusão. As implicações clínicas e aspectos psicoterapêuticos foram apontados comoobjectivo principal em futuras investigações.
Acknowledging borderline pathology as a current, complex and demanding clinical profile, this research seeks to characterise its specificity and heterogeneity. The main focus of this study is to understand, in borderline functioning, the specific relationship between the quality of relational representations (Westen et al., 1990) and a two-fold vulnerability of the Self towards anguish (Green, 1990). Such vulnerability derives from threats of intrusion and abandonment, activated in the context of the regulation of relational proximity (Dagnan et al., 2002). Three empirical studies were conducted with complementary purposes. Study 1, of a psychometric nature (N=156), has led to the creation of an assessment scale of perceived dominant anxieties, as well as the adaptation of three self-report assessment scales. Good internal consistency and validity results and factorial structures also supported the underlying theories. Study 2, of a quantitative nature (N=116), aimed at comparing three groups: borderline, depression and non-clinical. In comparison to the other two groups, the results of the borderline group showed a larger degree of psychological suffering, with deeper symptom severity in the depressive and borderline spectrum, more disruptive behavior and higher levels of anxiety. These patients also revealed a Self more vulnerable to threats of intrusion and abandonment, as well as an universe of relational representations compromised by a more frequent use of splitting, showing less positive, nurturing and warm aspects. Study 3, of a qualitative nature (N=130), has allowed to understand the relational representations connected to childhood experiences. The results revealed that the universe of relational representations of the borderline group was qualitatively distinct from the comparative groups: their representations were predominantly negative, including more serious aspects of physical and psychological violence and fewer aspects of emotional safety and warmth. Their Self representations presented in the relational episodes included more often aspects of vulnerability to intrusion. Relational representations and the vulnerability of the Self towards intrusion and abandonment anxieties proved to be relevant dimensions in understanding borderline functioning.
Descrição: Tese de doutoramento, Psicologia (Psicologia Clínica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/18207
Designação: Doutoramento em Psicologia
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