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Título: Estudo SAIMI - saúde e acesso aos serviços de saúde dos imigrantes do subcontinente indiano em Lisboa: que recomendações para cuidados de saúde equitativos e culturalmente adaptados?
Outros títulos: SAIMI Study - health and health care access by immigrants from the indian subcontinent in Lisbon: what recommendations for equitable and culturally adequate health care?
Autor: Matos, Inês Campos
Alarcão, Violeta
Lopes, Elisa
Oiko, Carla
Carreira, Mário
Palavras-chave: Emigrantes e Imigrantes
Oeste Asiático
Portugal
Recomendações para o Planeamento em Saúde
Data: 2015
Editora: Ordem dos Médicos
Citação: Acta Med Port 2015 Mar-Apr;28(2):164-176
Resumo: Introdução: O crescimento da população imigrante em Portugal tem sido consistente nas últimas décadas. Apesar disto, a informação sobre a saúde das populações imigrantes é escassa. Esta investigação utiliza dados recolhidos junto da população oriunda do subcontinente indiano a residir no distrito de Lisboa para produzir recomendações para a prestação de serviços de saúde culturalmente adaptados. Material e Métodos: Estudo transversal junto da comunidade imigrante do subcontinente indiano (Bangladesh, Índia e Paquistão) a residir em Lisboa, selecionada com base numa técnica de amostragem bola de neve e recorrendo a inquiridores com acesso privilegiado à população-alvo. O questionário inquiriu sobre a saúde, o acesso aos cuidados de saúde, estilos de vida e atitudes perante a morte. Foi feita uma análise descritiva dos dados e uma comparação entre as três nacionalidades padronizada para a idade. Resultados: Foram administrados questionários a 1011 indivíduos com uma taxa de adesão de 97%. A maioria dos participantes eram adultos do sexo masculino. Os imigrantes indianos relataram mais frequentemente barreiras na utilização dos serviços de saúde e tinham uma maior frequência de doenças crónicas. Os imigrantes paquistaneses tinham piores indicadores de estilos de vida. Discussão: A população imigrante do subcontinente indiano tende a relatar mais dificuldades linguísticas no acesso aos cuidados de saúde quando comparada com outras populações imigrantes. Com base em recomendações da Organização Mundial da saúde, foi possível adaptar este conhecimento para produzir recomendações adaptadas ao contexto português. Conclusão: Existem diversos aspetos na gestão dos serviços de saúde em Portugal que podem ser melhor adaptados à população imigrante do subcontinente indiano.
Descrição: Copyright © Ordem dos Médicos 2015
Peer review: yes
URI: www.actamedicaportuguesa.com
http://hdl.handle.net/10451/18232
ISSN: 1646-0758
Aparece nas colecções:FM-IMP-Artigos em Revistas Nacionais

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