Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/18233
Título: Bebé imaginário vs. bebé real : qual a influência na percepção materna dos comportamentos do recém-nascido e no nível de confiança nos cuidados a prestar ao bebé?
Autor: Chagas, Carolina Santos
Orientador: Justo, João Manuel Rosado de Miranda, 1958-
Palavras-chave: Bébés
Comportamento
Mãe-criança - relações
Teses de mestrado - 2014
Data de Defesa: 2014
Resumo: Introdução: O constructo de bebé imaginário diz respeito à representação que as mães fazem do bebé durante o período de gravidez, fruto dos seus sonhos e desejos. Já o bebé real é considerado o verdadeiro bebé, o qual a mãe pega e embala nos seus braços no dia do nascimento. Objectivo: O presente estudo pretende investigar se a diferença entre estas duas representações influencia a percepção materna do comportamento do recém-nascido, bem como o nível de confiança por parte da mãe nos cuidados a prestar ao bebé. Procedimento: De forma a analisar as hipóteses de investigação, foram aplicados, a um grupo de 109 recém-mães (que deram à luz na Maternidade Dr. Alfredo da Costa), os seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico e Clínico (construído originalmente para este estudo), Questionário da Diferença Bebé Imaginário/Bebé Real (Chagas, Maltez, & Miranda, 2013) e as Escalas da Mãe e do Bebé (Wolke & James-Roberts, 1987; adaptação portuguesa de Marques & Justo, 2007). Resultados: A regressão linear permitiu identificar, no domínio do QDBIBR, as variáveis interacção mãe-bebé e escala completa como preditoras significativas da percepção materna relativa à instabilidade/irregularidade do bebé; a variável interacção mãe-bebé como preditora significativa da percepção materna do bebé enquanto fácil; e as variáveis interacção mãe-bebé, expectativa negativa e escala completa com valores estatisticamente significativos para a explicação da percepção materna relativa à falta de confiança nos cuidados a prestar ao bebé. Conclusão: As mães que revelaram uma maior diferença entre o bebé imaginário e o bebé real tendem a percepcionar o comportamento do seu filho como mais instável/irregular, menos fácil e a sentir-se menos confiantes nos cuidados a prestar ao mesmo. As dimensões desta diferença que ajudam a explicar tais resultados dizem respeito à interacção mãe-bebé, à expectativa negativa e à escala completa do Questionário da Diferença Bebé Imaginário/Bebé Real.
Introduction: Le concept de bébé imaginaire concerne la représentation que les mères font de leurs bébés pendant la grossesse, fruit de leurs rêves et désirs. Le bébé réel est considéré le vrai bébé, celui que la mère tient et berce dans ses bras le jour de l`accouchement. Objectif: Cette étude a comme objectif enquêter si la différence entre ces deux représentations influe la perception maternelle du comportement du nourrisson, ainsi que le niveau de confiance de la mère par rapport aux soins à fournir au bébé. Procédure: De façon à analyser les hypothèses de la recherche, on a appliqué, à un groupe de 109 mères (qui ont accouchées récemment à Maternidade Dr. Alfredo da Costa), les outils de recherche suivants: Questionnaire Sociodémographique et Clinique (construit spécifiquement pour cette recherche), Questionnaire de la Différence Bébé Imaginaire/Bébé Réel (Chagas, Maltez, & Miranda, 2013) et les Échelles de la Mère et du Bébé (Wolke & James-Roberts, 1987; adaptation portugaise de Marques & Justo, 2007). Résultats: La régression linéaire a permis d`identifier, dans le domaine du QDBIBR, les variables interaction mère-bébé et l`échelle complète en tant que prédictives importantes de la perception maternelle en ce qui concerne l`instabilité/irrégularité do bébé; la variable interaction mère-bébé en tant que prédictive importante de la perception maternelle du bébé docile; les variables interaction mère-bébé, attente négative et échelle complète ont des valeurs statistiquement significatives pour l`explication de la perception maternelle sur le manque de confiance des soins à fournir au bébé. Conclusion : Les mères qui montrent un plus grand décalage entre le bébé imaginaire et le bébé réel, ont tendance à percevoir le comportement de leurs bébés comme plus instable/irrégulier, moins facile et à sentir moins de confiance en eux-mêmes en ce qui concerne les soins à fournir à ceux-là. Les dimensions de ce décalage qui nous aident à expliquer ces résultats sont l`interaction mère-bébé, l`attente négative et l`échelle complète du Questionnaire de la Différence Bébé Imaginaire/Bébé Réel.
Introduction: The imaginary baby construct concerns the mother’s representations of the baby during pregnancy, fruit of her dreams and wishes. However, the real baby is considered the true baby, the one that the mother cradles in her arms on the day of birth. Purpose: This study aims to investigate whether the difference between these two representations influences maternal perceptions about the newborn’s behavior, as well as the level of maternal confidence to take care of him. Procedure: In order to examine these research hypotheses, the following instruments of evaluation were used on a group of 109 mothers (who had recently given birth at Maternidade Dr. Alfredo da Costa): Clinical and Sociodemographic Questionnaire (devised specifically for this study), Questionnaire on the Difference between the Imaginary Baby and the Real Baby (Chagas, Maltez, & Miranda, 2013) and The Mother and Baby Scales (Wolke & James-Roberts, 1987; Marques & Justo, 2007, portuguese adaptation). Results: The linear regression analysis enabled us to identify, in the field of QDBIBR, not only the mother-infant interaction, but also the full scale variables as significant predictors of maternal perceptions of the instability/irregularity of the baby; the mother-infant interaction variable as a significant predictor of maternal perception of the infant as easy, and the mother-infant interaction, the negative expectation and the full scale variables with statistically significant values explaining maternal perception of the lack of confidence to provide healthcare for the baby. Conclusion: Mothers who demonstrate a greater difference between the imaginary and the real baby tend to perceive their children’s behavior as more unsettled/irregular, less easy and feel less confidence in themselves to take care of them. The dimensions of this difference, which help to explain these findings, are the mother-infant interaction, the negative expectation and the full scale of Questionnaire on the Difference between the Imaginary Baby and the Real Baby.
Descrição: Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicologia Clínica Dinâmica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2014
URI: http://hdl.handle.net/10451/18233
Designação: Mestrado em Psicologia
Aparece nas colecções:FP - Dissertações de Mestrado

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