Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/18339
Título: A religião da crítica: o contributo de Eduardo Scarlatti para a crítica do teatro nos anos 30
Autor: Soares, Luís Filipe da Silva
Orientador: Serra, José Pedro
Palavras-chave: Scarlatti, Eduardo, 1898 - 1990 - Crítica e interpretação
Crítica dramática - Portugal - séc.20
Teatro português - séc.20
Teses de mestrado - 2014
Data de Defesa: 2014
Resumo: Eduardo Scarlatti (1898-1990), crítico e teórico do teatro português, contribuiu de forma marcante para a actualização da prática dramática entre 1925 e 1945. Este trabalho analisa a sua produção teórica e crítica, relacionando-os com a época da ascensão e consolidação do Estado Novo. Englobando as várias obras do autor, esta análise centra-se sobretudo em A Religião do Teatro, onde debateu a teoria de Friedrich Nietzsche em A Origem da Tragédia, como proposta de regeneração do teatro, e no conjunto das suas críticas de espectáculos publicadas no jornal O Diabo. Embora os seus escritos sejam frequentemente citados por investigadores que estudam a época, a obra de Scarlatti, em si, permanecia até hoje sem investigação. Devido a uma exiguidade da documentação biográfica, este estudo procura identificar e descrever as ideias principais do autor, no que concerne ao diagnóstico que faz ao teatro do seu tempo, assim como as soluções que propõe com vista a uma reforma. Procura ainda traçar uma relação entre estas ideias e o ambiente de repressão ao livre-pensar que então se viveu. Pretende-se também demonstrar que o autor viu como maiores problemas do teatro a intromissão do científico e a influência do ultra-romantismo, foi contra a proposta do fim da palavra e do autor, e procurou a harmonia entre um teatro de ideias e um teatro trágico. Nessa forma de drama e na figura do génio artístico depositou a esperança de uma regeneração social.
ABSTRACT: Eduardo Scarlatti (1898-1990), critic and theorist of the portuguese theatre, contributed prominently to the actualization of the dramatic practice between 1925 and 1945. This work analyses his theoretical and critic production, relating it with the epoch of the rising and consolidation of Estado Novo. Encompassing the author’s several works, this study centers itself mainly in A Religião do Teatro (The Religion of Theatre), where he debated Friedrich Nietzsche’s theory of The Birth of Tragedy, as a proposal of theatre’s regeneration, and in the bulk of his critics published in the newspaper O Diabo. Although his writings are often quoted by researchers studying the period in question, Scarlatti’s work remained itself unresearched. Due to an exiguity of biographical documentation, this study sought to identify and describe the author’s main ideas, regarding the diagnosis he makes of his time’s theatre, as well as the solutions he propounds with a view to a reform. It searches, still, to draw a relation between these ideas and the then lived environment of repression to free-thinking. Furthermore, it is intended to demonstrate that, as the biggest problems of theatre, the author saw the intrusion of the scientific and the influence of ultra-romanticism, he was against the proposal of the end of word and author, and sought the harmony between a theatre of ideas and a tragic theatre. In this form of drama, and in the figure of the artistic genius, he placed the hope of a social regeneration.
URI: http://hdl.handle.net/10451/18339
Designação: Mestrado em Estudos de Teatro
Aparece nas colecções:FL - Dissertações de Mestrado

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