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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/1957

Título: Museus e centros de ciência virtuais : perspectivas e explorações de alunos e professores
Autor: Botelho, Agostinho de Jesus, 1967-
Orientador: Chagas, Isabel, 1952-
Palavras-chave: Museus virtuais
Centros de ciência
Aprendizagem científica
Recursos educativos
Recursos digitais
Teses de doutoramento - 2010
Issue Date: 2010
Resumo: actual proliferação de museus e centros de ciência virtuais (MCCV), o seu uso pela Escola e o interesse que parecem despertar em alunos e professores, constituíram ponto de partida para a definição do seguinte problema de investigação: Como potenciar o ensino e a aprendizagem em ciência com o recurso aos MCCV? Este problema foi operacionalizado através dos seguintes objectivos: analisar os conteúdos dos MCCV, comparar MCCV portugueses e estrangeiros, identificar características pedagógicas das exposições e actividades online de Biologia e descrever as perspectivas e explorações dos alunos e professores relativamente aos MCCV. Foram analisados 16 MCCV, 10 portugueses e 6 estrangeiros, e todas as suas exposições e actividades online de Biologia. Observou-se o modo como 8 alunos do 9º ano, 4 rapazes e 4 raparigas, exploraram duas exposições de Biologia, concretamente as suas reacções, percurso e aspectos que lhes (des)agradaram. Observou-se 2 grupos de professores, um constituído por 7 do grupo disciplinar de Biologia da mesma escola dos alunos participantes e outro constituído por 13 professores a frequentar um curso de formação avançada de uma universidade de Lisboa, na preparação, concepção e produção de actividades lectivas com recurso às exposições virtuais consideradas. A análise dos MCCV evidenciou que: (a) constituem espaços na Internet ricos em recursos educativos digitais muito diversificados; (b) os recursos distribuem-se por duas vertentes: a virtual e a física do museu; (c) existe uma diferença muito acentuada, em quase todos os níveis analisados, entre MCCV portugueses e estrangeiros. A análise das exposições e actividades de Biologia revelou a diversidade de temas abordados e de formatos de apresentação e confirmou a disparidade entre MCCV portugueses e estrangeiros quanto aos recursos disponíveis. As observações centradas nos alunos evidenciaram: (a) desconhecimento dos recursos dos MCCV; (b) impactes positivos da exploração dos MCCV na aprendizagem e na motivação; (c) o grande poder de atracção exercido pelos MCCV; (d) elevado envolvimento dos alunos; (e) grande satisfação dos alunos na exploração dos MCCV. Os professores participantes conceberam actividades diversificadas e inovadoras, destacando-se nesse processo, que: (a) desconheciam a existência de MCCV e dos recursos que disponibilizam; (b) revelaram diferentes sensibilidades quanto aos recursos; (c) consideraram aspectos positivos quanto à utilização desses recursos em sala de aula; (d) referiram dificuldades em implementar na escola as actividades planificadas atendendo a limitações técnicas e de equipamento; (e) realçaram a falta de tempo para conceber actividades com base nos recursos de MCCV. No geral, a investigação permitiu sugerir alguns caminhos para potenciar o ensino e a aprendizagem com recurso a MCCV, em particular os portugueses: (a) identificar aspectos dos MCCV relevantes para a concretização da desejada aproximação museu-escola, ou seja, ensino não formal e formal; (b) orientar práticas de utilização dos MCCV em contexto escolar; (c) realçar, no quadro da formação de professores, tanto inicial como contínua, a necessidade de integração desta temática nos respectivos currículos e planos de formação; (d) identificar alguns critérios para a criação de recursos educativos digitais com base nos MCCV.
The increasing number of virtual museums and science centers (VMSC), their use in schools, and the interest they seem to originate in both pupils and teachers made up a starting point for the following problem: How to enhance science teaching and learning with VMSC? This problem was approached through these objectives: to analyze VMSC’s contents; to compare Portuguese and non-Portuguese VMSC; to identify pedagogical issues of Biology online exhibits and activities; to describe the perceptions and explorations about VMSC by pupils and teachers. Sixteen VMSC – 10 Portuguese, 6 non-Portuguese – were analyzed. All the Biology exhibits and activities in these VMSC were also analyzed. Eight nine graders, 4 boys and 4 girls, were observed, in particular their reactions, navigation throughout the websites, and issues that they (dis)liked while exploring two Biology virtual exhibits. Two groups of teachers were observed while planning and producing activities involving Biology virtual exhibits: a group with 7 Biology teachers in the same school of participant nine graders, and a group with 13 teachers enrolled in a post graduate program in a university in Lisbon. VMSC analysis revealed: (a) VMSC are wealthy in digital educational resources, numerous and diverse; (b) these resources range both the virtual and the physical dimensions in a museum; (c) there is a strong disparity between Portuguese and non-Portuguese VMSC concerning almost all categories analyzed. The analysis of Biology virtual exhibits and activities showed up a diversity of themes approached and presentation formats offered, and confirmed the disparity between Portuguese and non-Portuguese VMSC concerning the resources available. The observations centered on pupils evidenced: (a) unawareness of VMSC’s resources; (b) positive impact of VMSC explorations in learning and motivation; (c) the great power of attraction of VMSC; (d) pupils’ high level of involvement; (e) pupils’ high satisfaction exploring VMSC. Participant teachers produced various innovative activities. Throughout this process it was possible to verify teachers’: (a) unawareness of VMSC and their resources; (b) different sensibilities regarding the resources; (c) positive claims about using the resources in the Biology classroom; (d) predicted difficulties in applying the activities with VMSC since technical and equipment limitations; (e) comments about the lack of time to prepare activities involving VMSC use. In general the research enabled to suggest pathways in order to enhance teaching and learning with VMSC: (a) to identify VMSC’s aspects relevant to fulfill the gap between museum-school, that is, formal and non-formal education; (b) to guide school practices involving VMSC; (c) to enhance the relevance of dealing with VMSC issues in teacher preparation programs; (d) to identify criteria for the development of digital educational resources involving VMSC.
Descrição: Tese de doutoramento, Educação (Didáctica das Ciências), Universidade de Lisboa, Instituto de Educação, 2010
URI: http://hdl.handle.net/10451/1957
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