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Título: A nova-figuração nas artes plásticas em Portugal : 1958-1975
Autor: Dias, Fernando Paulo Rosa, 1964-
Orientador: Tavares, Cristina Azevedo, 1956-
Palavras-chave: Rodrigo, Joaquim, 1912-1997
Rego, Paula, 1935-
KWY (Grupo de artistas)
Bértholo, René, 1935-2005
Castro, Lourdes, 1930-
Pinheiro, Costa, 1932-
Areal, António, 1934-1978
Pomar, Júlio, 1926-
Nogueira, Sá, 1921-2002
Skapinakis, Nikias, 1931-
Ruivo, Henrique, 1935-
Lapa, Álvaro, 1939-2006
Palolo, António, 1946-1999
Martins, Jorge, 1940-
Batarda, Eduardo, 1943-
Guimarães, José de, 1939-
Costa, Noronha da, 1942-
Cutileiro, João, 1937-
Menéres, Clara, 1943-
Arte
Abstracção
Representação
Nova figuração
Portugal
Teses de doutoramento - 2009
Issue Date: 2008
Resumo: A Nova-Figuração emergiu com sentido histórico por oposição ao domínio da arte abstracta no segundo pós-Guerra. Pertencendo a um tempo cultural pós-metafísico e sem a mesma consistência da percepção do real e da verdade, ela redefiniu a questão da figuração fora da autoridade e exclusividade do sistema tradicional de representação. A figura já não apresentava a mesma estabilidade ontológica, para passar a operar experimentalmente, em pluralidade e abertura. Enquanto na arte ocidental ela enquadrou movimentos como Pop Art, Nouveau Réalisme ou Figuration Narrative, no caso português verifica-se uma síntese destas orientações, localizadas particularmente em cada percurso artístico. Foi paralelamente à superação da querela neo-realista entre forma e conteúdo, como depois da querela entre figuração e abstracção necessária à afirmação da abstracção nos anos 50, que emergiu a nova-figuração ao longo da década seguinte. Perante novos projectos figurativos a crítica de arte participou na construção da noção de «nova-figuração», definindo um espaço cultural próprio na arte portuguesa. Numa primeira fase entendemos a génese criativa da nova-figuração como processo ainda assente numa superação de experiências abstractas (na primeira metade dos anos 60), com destaque para os projectos de Joaquim Rodrigo, René Bertholo, Lourdes Castro, Costa Pinheiro ou António Areal. Activando o esforço de reinvenção de tradições figurativas, sobretudo herdadas do surrealismo e do neo-realismo, desenvolveram-se as obras de Eduardo Luiz, Carlos Calvet, Cruz-Filipe, Júlio Pomar, Nikias Skapinakis ou Sá Nogueira. Outros nomes surgiram na segunda metade da década ou seguinte, já sem necessidade de superar a recente tradição abstracta, casos de Henrique Ruivo, Álvaro Lapa, Palolo, Jorge Martins, Batarda, José de Guimarães, Noronha da Costa, entre outros. Na dinâmica portuguesa a nova-figuração permitiu reequacionar as vanguardas numa exploração experimental que, ao contrário da abstracção, era dirigida ao mundo e o abarcava. Abstracção; Arte Portuguesa; Figura; Nova-Figuração; Representação.
In the aftermath of World War II, New-Figuration emerged as an historically significant trend in opposition to Abstract Art. As a style belonging to a post-metaphysical cultural period (without the same solid perception of “realness” and of “truth”), it redefined issues of figuration outside the authority and exclusivity that characterized the traditional system of representation. In these new settings, figuration ceased to present the same ontological stability and started to function at the experimental level with plurality and openness. While in western art it framed movements such as Pop Art, Nouveau Realism or Narrative Figuration, in the Portuguese fine art scene we find a kind of synthesis of all these artistic tendencies, marking idiosyncratically each artist’s production. Neo-Figuration emerged in the 60s as a result of the double quarrel that opposed form and content (neo-realism quarrel) on the one hand, and figuration and abstraction (crucial for the establishment of abstraction in the 50s) on the other. Facing emergent figurative works of art, Portuguese art criticism was involved in the construction of neo-figuration as a concept that resulted in the definition of a cultural space of its own in the Portuguese fine arts field. In this dissertation we depict firstly the creative genesis of New-Figuration as a process that was constructed in the aftermath of the abstract experiences of the first half of the 60s, as it can be emphasized in the work of artists such as Joaquim Rodrigo, René Bertholo, Lourdes Castro, Costa Pinheiro or António Areal. However, stimulated by the idea of reinvention of figurative traditions (mostly inherited from Surrealism and Neo-Realism), artists such as Eduardo Luis, Carlos Calvet, Cruz-Filipe, Júlio Pomar, Nikias Skapinakis or Sá Nogueira, developed their work. Some other names emerged in the second half of the 60s and throughout the 70s that did not demonstrate the need to move beyond the abstractionist tradition. This is the case of Henrique Ruivo, Álvaro Lapa, Palolo, Jorge Martins, Batarda, José de Guimarães, Noronha da Costa, among others. In the Portuguese fine arts scene, New-Figuration allowed rethinking the avant-garde, and contrary to abstractionism, it was directed to the world, while embracing it at the same time. Abstraction; Portuguese fine arts; Figure; New-Figuration; Representation.
Descrição: Tese de doutoramento, Ciências e Teorias da Arte, Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes,2009
URI: http://hdl.handle.net/10451/1975
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