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Title: A prevalência e a repercussão psicológica e funcional da dor e sensação fantasma na amputação do membro inferior por isquémia avançada
Authors: Quadros, Lúcia de Fátima da Cunha Duarte, 1959-
Advisor: Almeida, Armando
Ferreira, Gonçalves
Keywords: Dor
Membro-fantasma
Extremidade inferior
Amputação
Qualidade de vida
Ansiedade
Depressão
Amostragem
Análise estatística
Teses de mestrado - 2010
Issue Date: 2010
Abstract: Neste estudo retrospectivo, 52 doentes intervencionados a amputação do membro inferior devido a causa isquémica foram submetidos a uma entrevista que incluía a aplicação de 3 questionários (um questionário de dor - EVA, um questionário de avaliação da qualidade de vida - SIP e um questionário de avaliação psicológica - HADS). Pretendeu-se (1) avaliar a prevalência e as características da dor (DMF) e sensação fantasma (SF); (2) correlacionar a DMF com a dor pré-amputação e com factores demográficos ou relacionados com a amputação; (3) analisar qual o impacto psicológico e na qualidade de vida destes doentes. A DMF foi uma queixa frequente pós-amputação (73,1%), estando diminuída no momento da entrevista (59,6%), enquanto a SF esteve presente em praticamente todos os doentes a seguir à amputação (98,1%), tendo diminuído ligeiramente no momento da entrevista (84,6%). A dor pré-amputação e a DMF pós-amputação e no momento da entrevista, revelaram semelhanças na localização e nas suas características: a localização foi prevalente no pé (42,3% pré-amputação, 44,2% pós-amputação e 34,6% no momento da entrevista) e o carácter mais frequente foi o tipo picada de agulha e queimadura (63,4% pré-amputação, 61,6% pós-amputação e 50% no momento da entrevista). Quanto à intensidade da dor sentida pelos doentes, verificou-se que o grupo de doentes com dor pré-amputação elevada (EVA ≥ 7) aumentou significativamente o risco de ocorrência de DMF 1 semana após a cirurgia. Neste estudo não se encontraram diferenças significativas no respeitante à idade, sexo, lado e nível da amputação entre doentes com ou sem DMF. Todos os doentes referiram pioria da qualidade de vida a seguir à amputação, em todas as categorias estudadas, não havendo diferenças significativas nos doentes com ou sem dor fantasma. Relativamente à repercussão psicológica da amputação, os doentes apresentavam valores de ansiedade e de depressão menores a seguir à amputação; é possível que a explicação esteja no facto de se tratar de doentes com patologia isquémica de longa data (com 65,4% de diabéticos), causadora de grande sofrimento devido à dor crónica existente e às múltiplas cirurgias, o que poderá ter causado tendências depressivas já muito antes da cirurgia mutiladora. Em conclusão, o presente estudo, apesar do reduzido tamanho da amostra, indica que a dor pré-amputação tem um papel relevante no desenvolvimento da DMF, levantando a possibilidade de actuação a nível da modulação (sensitização) da dor no período anterior à amputação. Adicionalmente, levanta a necessidade de se avaliar em estudos de maior escala os problemas deste tipo de população, esperando a sensibilização dos profissionais de saúde e a continuidade do esforço na tentativa de promover e melhorar cada vez mais a qualidade de vida destes doentes. In this retrospective study, 52 patients submitted to a surgical amputation of the lower limb due to an ischemic cause had to complete an interview, which included the application of 3 questionnaires (a questionnaire of pain - VAS, a questionnaire for assessing quality of life - SIP and a questionnaire for psychological assessment - HADS). This study aimed to (1) assess the prevalence and characteristics of phantom limb pain (PLP) and phantom limb sensation (PLS); (2) correlate PLP with pre-amputation pain, demographic factors and amputation characteristics; (3) analyze the psychological impact and quality of life of these patients. PLP was a frequent complaint after amputation (73.1%), being reduced at the time of the interview (59.6%), whereas PLS was present in almost all patients after the amputation (98.1%) and decreased slightly at the time of interview (84.6%). Pre-amputation pain and PLP after amputation and at the time of the interview, showed similarities in location and their characteristics: the location was prevalent in the foot (42.3% pre-amputation, 44.2% post- amputation and 34.6% at the time of the interview) and the most frequent feature was pinprick and burning types (63.4% pre-amputation, 61.6% post-amputation and 50% at the time of the interview). Concerning the intensity of pain experienced by patients, it was found that the group of patients with higher pre-amputation pain score (VAS ≥ 7) showed a significantly increased risk of developing PLP past 1 week after the surgery. In this study, there were no significant differences regarding age, sex, side and level of amputation between patients with or without PLP. All patients reported worsening of quality of life after amputation in all categories studied, but with no significant differences between patients with or without phantom pain. Regarding the psychological impact of amputation, patients showed lower levels of anxiety and depression after the amputation; it is possible that the explanation is based in the fact that patients presented already a long standing ischemic disease (with 65.4% of diabetics), causing great suffering due to chronic pain and multiple surgeries, which may have resulted in depressive tendencies long before surgery. In conclusion, this study, despite the small sample size, indicates that pre-amputation pain has a relevant role in the development of PLP, raising the possibility of a mechanism of action at the level of modulation (sensibilization) of pain during the period before the amputation. Additionally, it raises the need to evaluate problems of this type of patients in larger scale studies, hoping to increase the awareness of health professionals and the continuity of efforts trying to promote and improve the quality of life of amputees.
URI: http://hdl.handle.net/10451/1977
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