Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/19929
Título: Estar em casa no mundo : Hannah Arendt, crise do sentido e ser do humano
Autor: Castanheira, Nuno Miguel Pereira, 1976-
Orientador: Assunção, Maria Cristina Beckert de, 1956-
Mesquita, António Pedro, 1961-
Palavras-chave: Arendt, Hannah, 1906-1975 - Pensamento político e social
Arendt, Hannah, 1906-1975 - Crítica e interpretação
Filosofia política
Teses de doutoramento - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: A presente dissertação tem por base o conjunto da obra de Hannah Arendt, orientando-se por uma questão central: constituirá a interpretação arendtiana da experiência política a possibilidade de fundação renovada do sentido do ser do humano no mundo contemporâneo? É nosso intuito mostrar de que modo Hannah Arendt recorre a ferramentas fenomenológicas para analisar algumas experiências ou Erlebnisses básicas da história político-filosófica ocidental, estabelecendo os alicerces de uma nova possibilidade de sentido para a existência ou ser dos humanos. Na Parte I justificaremos a necessidade dessa fundação por intermédio de uma análise da condição humana no mundo moderno, a qual se debruçará sobre o legado político-filosófico da Modernidade, desde a dúvida cartesiana até aos Direitos do Homem. Discutiremos a noção de crise e as suas implicações, nomeadamente no que respeita à perda de sentido do ser do humano por via da sua derrelicção a processos de alienação que o impedem de “estar em casa no mundo”. A Parte II é dedicada à inscrição da autora no horizonte da fenomenologia, particularmente no que respeita ao problema da falta de realidade das coisas, se compreendidas como singularidades extricadas à processualidade natural e histórica tornada proeminente no mundo moderno. Arendt situa a sua análise no campo da finitude humana, iniciando um diálogo com Martin Heidegger e a sua fenomenologia existencial. Apresentamos e clarificamos as críticas da autora à posição heideggeriana nos seus traços fundamentais. Na Parte III apresentamos uma interpretação do significado da banalidade do mal e do fenómeno totalitário, explorando as suas consequências existenciais, éticas e políticas. Na Parte IV retomamos a questão arendtiana acerca da actividade pensante e da sua capacidade de resistência ao mal, ensaiando uma compreensão dessa capacidade a partir de uma dinâmica de essenciação baseada no modelo retórico que permeia os elementos ético-políticos da obra arendtiana.
This dissertation is based on the work of Hannah Arendt, and is guided by a pivotal question: is the Arendtian interpretation of the political experience the possibility for a renewed foundation of the meaning of the human being in the contemporary world? We intend to show how Hannah Arendt uses phenomenological tools to analyze a number of basic experiences or Erlebnisses of the Western political and philosophical history, establishing the foundations of a new possibility of meaning for the existence or being of humans. In Part I, the need for such a foundation is justified through an analysis of the human condition in the modern world. That analysis is focused on the political and philosophical legacy of Modernity, from the Cartesian doubt to the Rights of Men. The notion of crisis and its implications are discussed, namely regarding the loss of meaning by the human being through his dereliction to processes of alienation that prevent him from being at home in the world. Part II is dedicated to inscribing Arendt in a phenomenological background, particularly in regard to the problem of the lack of reality of things, when understood as singularities extricated from the natural and historical processes which became prominent in the modern world. Arendt situates her analysis in the field of human finitude, initiating a dialogue with Martin Heidegger and his existential phenomenology. We present and clarify Arendt’s critique of Heideggerian views in its fundamental traits. In Part III we present an interpretation of the significance of the banality of evil and the totalitarian phenomenon, exploiting its existential, ethical and political consequences. Part IV resumes the Arendtian question regarding the thinking activity’s ability to resist evil, essaying and understanding of that ability as a dynamics of essentiation based on the rhetorical model that permeates the ethical-political elements of Arendt’s work.
Descrição: Tese de doutoramento, Filosofia (Filosofia Política), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/19929
Designação: Doutoramento em Filosofia
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