Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/20126
Título: Ébola - da ignorância ao medo ou a maior crise aguda de saúde pública nos últimos 50 anos
Outros títulos: Ebola - from ignorance to fear or the worst acute public health crises in 50 years
Autor: Antunes, Francisco
Palavras-chave: Ebola
West Africa
Epidemic
Data: 2015
Editora: Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (SPDIMC)
Citação: Revista Portuguesa de Doenças Infecciosas. jan-abr 2015, Vol. 11 Issue 1, pp. 7-10.
Resumo: One year since the begin of Ebola virus disease (EVD) outbreak in West Africa, the worst Ebola epidemic in history is ongoing. The epidemic began in Guinea during December 2013 and expanded to Sierra Leone and Liberia. The first cases of EVD, previously designated Ebola haemorrhagic fever were reported in 196F. Similar cases of haemorrhagic fever were described in 1976 from outbreaks in Sudan and Zaire. Five distinct species of Ebola virus were described (Sudan, Zaire, Tai Forest, Bundibuyo and Reston), and EVD remains a plague for the population of equatorial Africa. Almost all human cases are due to Sudan and Zaire Ebola virus. EVD is thought to be a classic zoonosis with persistence of the Ebola virus in a reservoir species, generally bats. Apes and man are regarded as end hosts. Human-to-human transmission leads to outbreaks, and EVD is spread mainly through the contact of body fluids of patients and cadavers. EVD follows an incubation period of 2-21 days and is characterized by fever, vomiting and severe diarrhea, having case-fatality rates of 50-80%. Ebola virus has a broad cell tropism with release of cytokines and other proinflamatory cellular mediators, leading to multiorgan failure. There is currently no licensed prophylaxis or treatment for EVD; therefore, treatment is merely supportive. The diagnostic of EVD is suspected in a patient with fever, and other main clinical manifestations of EVD, who have risk exposure to the Ebola virus inside or outside the geographic areas of EVD. Laboratory diagnosis is achieved primary by detection of viral particles, or particle components (PER and antigen detection ELISA) and secondary by measurement of host-specific immune response to infection (a IgM or rising IgG titre constitutes a presumptive diagnosis). Ease management is based on isolation of patients and strict barrier nursing procedures. In Africa, traditional funerals and caretaking methods contribute to the spread of the virus and potentiate outbreaks, and should be handled according to avoid the risk to Ebola virus exposure.
Um ano depois do inicio, a epidemia por vírus Ébola (VEBO), na Africa Ocidental, não esta controlada. A epidemia teve inicio em Dezembro de 2013, na Guine-Conacri e propagou-se geograficamente a Serra Leoa e a Libéria. A doença por vírus Ébola (DVE) e conhecida desde 1967, sendo as primeiras epidemias reconhecidas, a partir de 1976, no Sudão e no Zaire. São conhecidas cinco estirpes de VEBO (Sudan, Zaire, Tai Forest, Bundibuyo e Reston), sendo a Sudan e a Zaire as principais responsáveis pelos surtos epidémicos na Africa Equatorial. DVE e uma zoonose clássica, com potenciais reservatórios em morcegos, sendo os macacos e o homem hospedeiros definitivos. No homem, cuja transmissão se processa através do contacto com doentes ou com cadáveres, apos 2-21 dias de período de incubação, o quadro clinico caracteriza-se, principalmente, por febre, vómitos e diarreia grave, rondando a mortalidade 50-80%. VEBO tem tropismo celular alargado, que, pela libertação de citocinas e outros medidores celulares pro-inflamatórios, pode levar a falência multiorgânica. A sobrevida parece depender dos cuidados de saúde prestados, incluindo os de suporte de vida, dado não se dispor de terapêutica antivírica, comprovadamente eficaz. O diagnostico deve ser suspeitado num doente com febre, que tenha estado em região endémica, devendo ser confirmado por uma técnica de PCR ou pela pesquisa de anticorpos por um método ELISA. Não existe vacina disponível, pelo que a prevenção passa pelo isolamento dos doentes, pela utilização de material protector individual e, em Africa, pela modificação dos cuidados prestados aos doentes e das praticas tradicionais dos funerais.
Peer review: yes
URI: http://spdimc.org/revista/
http://hdl.handle.net/10451/20126
ISSN: 0870-1571
Versão do Editor: Full text available at: http://spdimc.org/revista/
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