Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/20249
Título: Estudo das estratégias de coping e catastrofização em adolescentes com dor crónica
Autor: Farias, Ana Rita Ramos
Orientador: Barros, Luísa, 1957-
Palavras-chave: Dor crónica
Adolescência
Coping na adolescência
Teses de mestrado - 2014
Data de Defesa: 2014
Resumo: Estudos epidemiológicos sobre a prevalência da dor na população pediátrica indicam valores entre 15 a 30% (Holm, Ljungman, & Söderlund, 2012; Perquin et al., 2000). São múltiplos os estudos que investigam a dor crónica no adolescente mas são em menor número os que estudam as associações entre a dor crónica, as estratégias de coping e a catastrofização. pelo que a investigação nesta área se torna interessante. Esta investigação teve como objectivos caracterizar a dor, as estratégias de coping e a catastrofização em jovens com dor crónica e jovens de uma amostra comunitária e estudar possíveis associações entre estas dimensões. Foram feitos estudos preliminares de 2 questionários e 3 escalas complementares complementares. São eles a Escala de Catastrofização na Dor – PCS (Crombez et al., 2003), Questionário do Coping com a Dor – PCQ na versão para jovens e pais, e as Escalas complementares de Efectividade do Coping – Pain Coping Efectiveness, Controlabilidade na Dor – Pain and Emotion Controllability e Reacções Emocionais à Dor – Emotional Reactions to Pain (Reid, Gilbert, & McGrath, 1998). A amostra total foi composta por 80 adolescentes com idades entre os 12 e os 18 anos (M=15,27; D.P.=2.05, em que 70% do sexo feminino) sendo que 30 integraram a amostra clínica e 50 a amostra comunitária. A recolha de dados para a amostra clínica teve lugar no Hospital Santa Maria de Lisboa e Hospital Garcia de Orta de Almada. No caso da amostra comunitária os questionários foram preenchidos pelos adolescentes via internet. Verifica- se que a média de dor na amostra comunitária é significativamente superior à média de dor na amostra clínica. No entanto, a dor não foi exactamente medida da mesma forma nas duas amostras: na amostra clínica a pergunta sobre a dor reportou à dor no momento actual enquanto que na amostra comunitária foi medido o último episódio de dor recordado pelo adolescente. O estudo das correlações revelou existir uma correlação positiva entre o valor da escala total da catastrofização e das três subescalas e os níveis de dor reportados, tanto na amostra clínica como na amostra comunitária. No caso das estratégias de coping, na amostra comunitária observou-se uma correlação negativa entre a distração comportamental e cognitiva e o nível de dor reportado. O estudo das correlações entre as estratégias de coping e a catastrofização indicou a existência de correlações positivas entre as variáveis. Estes resultados sugerem a presença de experiências de dor não controlda na amostra comunitária e de estados emocionais negativos e distorções nos processos cognitivos que influenciam a utilização de estratégias de coping eficazes no confronto com a dor (Claar et al., 2008)
Epidemiological studies on the pediatric population show pain prevalence between 15% and 30% (Holm, Ljungman, & Söderlund, 2012; Perquin et al., 2000). While multiple studies focus on the prevalence of chronic pain in teenagers, there are fewer studies focusing on the link between chronic pain, coping strategies and catastrofizing. Thus, research in this area is interesting. This research aimed to characterize pain , coping strategies and Catastrofizing, as well as possible links between them. Preliminary studies were carried on f 2 surveys and 3 complementary scales: Pain Catastrofizing Scale – PCS (Crombez et al., 2003), Pain Coping Questionnaire – PCQ child and parent version, and three complementary scales of Coping – Pain Coping Efectiveness, Pain and Emotion Controllability and Emotional Reactions to Pain (Reid, Gilbert, & McGrath, 1998). The total sample consisted of 80 adolescents aged 12 to 18 year old, with a clinical sample of 30 and a community sample of 50. Data for the clinical sample was collected at Hospital Santa Maria de Lisboa e Hospital Garcia de Orta de Almada, and data for the community sample was collected online. Results show that the average pain in the community sample is significantly higher than the average pain in the clinical sample, However, pain measures were different in the two samples: in the clinical sample, current pain was assessed, while in the community sample, pain during the last episode was reported. We found a positive correlation between the total value of catastrophizing and the three subscales with pain levels reported, for both samples. In terms of coping strategies, a negative correlation was found between the behavioral and cognitive distraction and the pain levels reported for the community sample. In this study of the correlations positive correlations were found between coping and catastrophizing. These results suggest the presence of uncontrolled pain in the community sample and negative emotional states and distortions in the cognitive processes that influence the use of efficient coping strategies when dealing with pain. (Claar et al., 2008)
Descrição: Tese de Mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicologia da Saúde e Doença), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2014
URI: http://hdl.handle.net/10451/20249
Designação: Mestrado em Psicologia
Aparece nas colecções:FP - Dissertações de Mestrado

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