Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/20271
Título: Deambulações cotidianas: a emergência de um método na observação dos sem-teto
Outros títulos: Everyday wanderings: the emergence of a method in observation of the homeless
Autor: Pais, José Machado
Palavras-chave: Sociologia do quotidiano
Metodologia qualitativa
Data: 2015
Editora: Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Pais, J. M. (2015). Deambulações cotidianas: a emergência de um método na observação dos sem-teto [Everyday wanderings: the emergence of a method in observation of the homeless]. Estudos de Sociologia: revista do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco, 1 (21), 35-72
Resumo: São surpreendentes as deambulações dos sem-teto pela cidade. Eles vasculham caixotes de lixo, pedincham esmolas e restos de comida, exploram recantos para passar a noite, vadiando na produção de um conhecimento muito próprio da cidade. O que se debate é a possibilidade de as ciências sociais poderem usar um método de descoberta também assente em deambulações cotidianas. É esse método que proponho tendo os sem-teto em mira. Para o efeito, coloquei à prova ideias feitas, sem vacilar em as desfazer. As pernas atrás dos sentidos, dando passo a uma metodologia que alguém já dominou de passeiologia. Interrogo-me a partir de observações do que se está a passar, eventos que se denunciam à observação e que anunciam a conjugação de um olhar distraído com um olhar contraído, a distração desafiando a atenção, só possível na concentração do rigor da observação. Qual a vantagem deste método? A de nos permitir ver a sociedade a nível dos indivíduos vendo, ao mesmo tempo, como ela se traduz na vida deles. O desafio aliciante do método é o de nos instigar a mirar e remirar achados exóticos (comportamentais) para lhes achar os avessos endóticos (sociais).
The urban wanderings of the homeless are full of surprises. They rummage through trash cans, beg for money and leftovers, explore quiet corners to spend the night, idle around developing highly specific knowledge of their cities. At issue here is whether the social sciences are able to use a method of discovery similarly based on daily wanderings. This is the method I propose for watching the homeless. To this end, I put preconceived ideas to the test, with no hesitation in undoing them. Letting my feet follow my senses, my steps took me to a method which has already been dubbed walkology. My enquiry starts with observations of what is going on, events that reveal themselves to observation, to a gaze which is both distracted and contracted, distraction that undermines our attention, only possible in the concentration of rigorous observation. What is the advantage of this method? That of allowing us to see society at the level of the individual, seeing at the same time how society is reflected in their lives. The exciting challenge of this method is that it prompts us to look and look again at exotic (behavioural) finds in order to make out their endotic (social) reverse.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/20271
ISSN: 1415-000X
2317-5427
Versão do Editor: http://www.revista.ufpe.br/revsocio/index.php/revista/article/view/432
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