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Título: Conceitos de teoria da mente em modelos animais não-humanos
Autor: Monteiro, Bruna Soraia Xavier, 1990-
Orientador: Vicente, Luís A., 1955-
Coelho, Hélder, 1944-
Branquinho, João, 1951-
Palavras-chave: Teoria da mente
Consciência
Etologia
Evolução
Teses de mestrado - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: Teoria da Mente envolve faculdades com as quais estamos muito familiarizados. Sentimos empatia não só para com quem nos é próximo, mas também para com estranhos. Conseguimos perceber que, apesar de nos sentirmos felizes ou realizados, alguém que sofreu algum infortúnio se sente triste ou frustrado. Compreendemos que, ainda que tenhamos um perfeito ângulo de visão para uma bela paisagem, no topo de uma colina de Lisboa, alguém que esteja na baixa não tem a mesma perceção da cidade. Sabemos que, pelo facto de termos testemunhado um evento, não significa que alguém ausente partilhe o nosso conhecimento. Temos a capacidade de discernir se determinada pessoa está zangada e prever o tipo de comportamentos que vai ou não demonstrar, considerando esse facto. Todas estas situações quotidianas envolvem Teoria da Mente e ninguém duvida que qualquer pessoa saudável demonstre ter esta faculdade e a exiba inúmeras vezes durante o dia, nas mais variadas situações. Falar de Teoria da Mente é falar de consciência. É falar de fenómenos mentais muito complexos e dinâmicos, uma vez que está intrinsecamente relacionada com o ambiente em que nos inserimos. Constitui uma capacidade indiscutivelmente essencial para as relações sociais das quais dependemos porque somos animais sociais. Não somos, contudo, os únicos animais sociais. No entanto, não se reconhece unanimemente Teoria da Mente em animais não-humanos. Argumenta-se, principalmente, que só nós, humanos, somos capazes de realizar processos cognitivos de tão grande complexidade. Mas também se argumenta que animais não-humanos possuem uma forma de consciência muito rudimentar, não compatível com fenómenos cognitivos de tão elevado grau. E quanto mais filogeneticamente distante da nossa for a espécie em causa, maior é o ceticismo. Esta dissertação tem como objetivo a elaboração de um argumento, com fundamentos de diversas áreas da cognição, que justifique a possibilidade de animais não-humanos serem dotados de Teoria da Mente. Não se pretende equiparar a Teoria da Mente humana à Teoria da Mente não-humana. Mas também não se pretende equiparar a Teoria da Mente de um gaio à de um cão. Nem se pretende equiparar a Teoria da Mente de um chimpanzé à de um orangotango. A defesa da existência de Teoria da Mente em diversos taxa não se compromete com a ideia de que esta assume as mesmas características, recorre aos mesmos sentidos ou está associada à mesma fenomenologia nos diferentes grupos. Seria mesmo imprudente afirmar que se manifesta exatamente da mesma forma em dois seres humanos. O ceticismo que envolve este tema prende-se exatamente com conceções erradas, como o facto de esperarmos que, se um animal não-humano partilha determinada faculdade com o ser humano, então esta deve revelar-se exatamente da mesma forma que se manifesta em nós. Numa sociedade fortemente antropocêntrica, é fácil ignorar as diferenças ecológicas e comportamentais que, não só distinguem humanos de não-humanos, como distinguem cada espécie do continuum evolutivo que nos inclui também.
Descrição: Tese de mestrado, Ciência Cognitiva), Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Faculdade de Letras, Faculdade de Medicina, Faculdade de Psicologia, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/20393
Designação: Mestrado em Psicologia
Aparece nas colecções:FP - Dissertações de Mestrado

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