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Título: O rapto do observador:invenção, representação e percepção do espaço celestial na pintura de tectos em Portugal no Seculo XVIII
Autor: Reis, Vítor dos, 1965-
Orientador: Abreu, Luís Filipe de, 1935-
Palavras-chave: Espaço celestial
Percepção visual
Cultura visual
Barroco
Pintura
Tectos
Teses de doutoramento
Data de Defesa: 2007
Resumo: A representação pictórica do espaço celestial nos tectos dos templos constituiu, ao longo de todo o século XVIII, uma das mais importantes manifestações da arte barroca, tanto em Portugal como na maioria dos países europeus. No caso português envolveu também um processo de ampla abertura às correntes italianas e de intensa participação e contribuição para um género artístico as máquinas celestiais verdadeiramente cosmopolita e transnacional. Esta adopção e transformação de uma linguagem plástica e de modelos artísticos e conceptuais internacionais traduziu-se numa alargada disseminação por todo o país deste tipo de pinturas.O presente estudo procura compreender como nestas obras se constrói uma representação ilusionista do espaço do céu através de uma revisão, alargamento e ultrapassagem do modelo de espaço visual baseado no paradigma geométrico e matemático adoptado pela pintura Ocidental com a invenção da perspectiva linear. Defende-se que o espaço celestial representado nestas pinturas pode ser caracterizado como um espaço perceptivo que convoca a participação activa, subjectiva e emocional, do observador, procurando tornar visível o invisível, o sobrenatural verosímil e persuadir o sujeito da sua realidade. Este espaço perceptivo pode ser definido como um espaço sobrenatural de natureza atmosférica distinto do espaço natural de natureza geométrica. Assente nos conceitos de invenção, representação e construção cria um mundo novo, singular e ambíguo. Estas obras deverão ser entendidas como o resultado de um processo artístico no qual se combina a invenção de uma parapaisagem, a representação de um espaço paraperspéctico e a construção de uma pararealidade. Tal resultado constitui um aprofundamento, uma transformação e, até, uma transgressão dos pressupostos contidos na ideia de espaço renascentista, aproximando a pintura de uma ideia psicológica de profundidade que prefigura e prepara o caminho para o espaço pictórico moderno, imaginário, subjectivo e emotivo
Descrição: Tese de Doutoramento em Belas Artes com especialidade em Teoria da Imagem, apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Belas Artes, 2007
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000492633
http://hdl.handle.net/10451/2051
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