Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/20631
Título: Autoconsumo e abandono da rede em Portugal
Autor: Cruz, Vítor Manuel Fernandes Alves Neiva da
Orientador: Vallêra, António Manuel
Palavras-chave: Autoconsumo
Portugal
Fotovoltaico
Teses de mestrado - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: A energia solar fotovoltaica, através da sua versatilidade, e cada vez menor custo, encontra-se numa fase de desenvolvimento e penetração nos mercados acentuada. Com a capacidade mundial instalada a subir, tanto nos sistemas a nível industrial como nos sistemas a nível doméstico, novos enquadramentos regulatórios têm vindo a ser criados nos diversos países. Este trabalho foca-se no autoconsumo fotovoltaico e as suas implicações, em Portugal, a dois níveis distintos: uma situação de abandono da rede e a análise de um caso real de autoconsumo, tendo como suporte a legislação portuguesa que regula o autoconsumo. O primeiro ponto, o abandono da rede pública de energia por parte do consumidor, ficando este dependente unicamente de um sistema solar fotovoltaico com baterias, baseou-se num estudo publicado nos Estado Unidos, pelo Rocky Mountain Institute, tendo-se utilizado para essa análise o software HOMER Energy ®. A análise feita, neste primeiro ponto, determinou que, com um sistema fotovoltaico com baterias, a paridade com a rede poderá ser alcançada dentro de dez anos, considerando uma diminuição acentuada nos custos dos sistemas fotovoltaicos, e uma subida de 5%/ano na tarifa da eletricidade para o consumidor residencial. No segundo ponto, pretendeu-se analisar um caso real de autoconsumo numa habitação, a partir de um possível sistema solar fotovoltaico. Os dados obtidos, relativamente ao consumo e produção fotovoltaica, permitiram estimar que, no período de tempo estudado, seria provável que se obtivesse uma poupança de 13% nos custos relativos ao consumo elétrico doméstico, resultante de um autoconsumo de 72% da energia produzida, e de uma injeção na rede de 28%. Numa estimativa anual, calculou-se que se poderia obter poupanças até 33%/ano, com apenas 31% da energia elétrica produzida a ser autoconsumida. No entanto, face ao investimento inicial no sistema fotovoltaico, a TIR situar-se-ia entre os -0,9% e 1%, para um tempo de vida do sistema entre 20 a 25 anos, e um payback de 22 anos, o que contrasta com as estimativas do Governo de Portugal, muito mais otimistas para a viabilidade do autoconsumo fotovoltaico.
Solar photovoltaic energy, through its versatility and increasingly lower costs, is facing an era of abundant development and ever greater market penetration. With the global installed capacity growing year by year, in both industrial and domestic systems, new regulatory frameworks have been adopted in many different countries. This study is focused on domestic photovoltaic self-consumption and its implication, in Portugal, in two different points: a grid defection scenario and the analysis of photovoltaic self-consumption in a real case scenario, as supported by the Portuguese legislation regarding self-consumption. The first part, a grid defection scenario by a residential costumer, relying only on a photovoltaic plus batteries system, was bases on a study published in the United States, by the Rocky Mountain Institute, having used for this analysis the HOMER Energy ® software. The analysis conducted, has showed that, with a photovoltaic plus batteries systems, grid parity can be achieved within ten years, taking into account a sharp drop on photovoltaic systems and an increase of 5%/year in electricity prices for residential customers. In the second part, the aim was to analyze a real case scenario of self-consumption in a residence, from a possible solar photovoltaic system. The data relative to the household electricity consumption and photovoltaic generation, allowed to estimate that, in the time period studied, it would be likely to obtain 13% savings in costs related to the household electricity consumption, thanks to 72% self-consumption of the energy produced, and 28% grid injection. On an annual estimate, a 33%/year savings were obtained, with only 31% of the electricity produced being self-consumed. However, given the initial investment onto the photovoltaic system, the IRR would be between -0,9% and 1%, considering a lifetime of 20 to 25 years for the photovoltaic system and a 22 years payback, in opposition to Portugal’s Government estimates, much more optimistic concerning photovoltaic self-consumption viability.
Descrição: Tese de mestrado integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente, apresentada à Universidade de Lisboa, através da Faculdade de Ciências, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/20631
Designação: Mestrado Integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente
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