Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/20639
Título: A nomeação de militares na América portuguesa Tendências de um império negociado
Outros títulos: The Commissioning of Officers in Portuguese America Trends of a Negotiated Empire
Autor: Cruz, Miguel Dantas da
Palavras-chave: Colonialismo
Elites colonais
Data: 2015
Editora: Pós-Graduação em História, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais
Citação: Cruz, M. D. da (2015). A nomeação de militares na América portuguesa: tendências de um império negociado [The Commissioning of Officers in Portuguese America Trends of a Negotiated Empire]. Varia Historia. 57, 673-710
Resumo: A integração de súbditos ultramarinos nos dispositivos governativos dos impérios atlânticos esteve longe de reunir consenso nas cortes europeias. Madrid e Londres, por exemplo, mostraram-se frequentemente mais favoráveis à cooptação daqueles que tinham nascido na Europa para o serviço nas praças ultramarinas. Provocavam, dessa forma, o descontentamento dos elementos mais destacados das sociedades coloniais, que reclamavam os postos e os ofícios do império. O mesmo terá acontecido no Brasil, onde, apesar das ambiguidades identitárias, a naturalidade ou a identificação mais geral com a colónia não deixaram de fazer parte do discurso de cronistas, administradores e súbditos de ambos os lados do Atlântico. Neste artigo discute-se o protagonismo assumido pela proveniência geográfica na escolha dos homens incumbidos de proteger o Atlântico português, procurando entender se ela constituía matéria de discriminação ou se era diluída na lógica administrativa do império ou em considerações de outra natureza (v.g. condição social, experiência e serviço à monarquia). Identificam-se os fatores que ditavam a lógica do recrutamento no quadro do que era um império essencialmente negociado. Mas procura-se também sondar a evolução da composição identitária de alguns contingentes militares da América portuguesa, comparando-a, sempre que possível, com os exemplos britânico e espanhol.
The integration of colonial elites in key imperial institutions of the Atlantic empires was a sensitive subject for suspicious metropolitan governments. Madrid and London, for example, favoured European-born men to fill top-ranking positions in their overseas administration structures; thus provoking the discontent of the colonies leading members, who wanted preferential access to these positions. The same thing seems to have happened in Brazil, where, despite the identity ambiguities, the birthplace and a more general identification with the colony eventually became common features in the discourse of chroniclers, colonial administrators and subjects on both sides of the Atlantic. In this article we discuss the political importance of the geographical origin when selecting the men entrusted with the defence of the Portuguese Atlantic World. We will try to understand if that was something that could be directly discriminated against or if it tended to get diluted by the impersonal imperial bureaucracy or by other considerations (e.g. social status, martial experience and service to the monarchy). In addition to examining the officers recruitment criteria within what was essentially a negotiated empire, the text will also address the identity composition of the military contingents in Brazil, comparing them with the British and Spanish examples.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10451/20639
DOI: 10.1590/0104-87752015000300003
ISSN: 0104-8775
1982-4343
Versão do Editor: http://dx.doi.org/10.1590/0104-87752015000300003
Aparece nas colecções:ICS - Artigos

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
ICS_MDCruz_Nomeacao_ARI.pdf198,47 kBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.