Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/20831
Título: Famílias Monoparentais em Portugal: linhas de continuidade e de transformação nas duas últimas décadas
Autor: Marinho, Sofia
Data: 2014
Editora: APS. Associação Portuguesa de Sociologia
Citação: Marinho, S. (2014). Famílias Monoparentais em Portugal: linhas de continuidade e de transformação nas duas últimas décadas. In APS (Ed.), Actas do VII Congresso Português de Sociologia: 40 anos de democracias: progressos, contradições e prospetivas. Évora: APS
Resumo: Fruto do reforço de processos de informalização e de individualização na conjugalidade e na parentalidade nas últimas décadas, hoje em dia a monoparentalidade tem uma maior incidência nos percursos familiares e representa uma maior diversidade de formas de viver a parentalidade e a coparentalidade a sós. Nesta comunicação, pretende-se caraterizar as famílias monoparentais nos Censos 2011 e identificar continuidades e mudanças na monoparentalidade com filhos menores de 18 anos nas duas últimas décadas. A análise revela que, em 2011, se regista um aumento das famílias monoparentais, sobretudo das famílias com filhos menores de 18 anos. A co-residência dos pais e das mães sós com familiares próximos mantém-se elevada, embora a co-residência apenas com os filhos continue a aumentar. Permanece a preponderância das famílias de mães sós em relação às de pais sós. A rutura conjugal torna-se a principal forma de entrada na monoparentalidade, em detrimento da monoparentalidade por viuvez, agora minoritária. Aumenta a escolaridade nestas famílias, mas cerca de metade só possui escolaridades até o 3º ciclo. O emprego mantém-se elevado, porém são mais atingidas pelo desemprego do que a população ativa em geral. Conclui-se que, a par do crescimento de um perfil de monoparentalidade com escolaridades médias e altas, autónomo e independente no plano residencial e económico, persiste um outro perfil mais desprovido destes recursos e, por conseguinte, socialmente vulnerável.
Due to the reinforcement of processes of informalization and individualization in conjugality and in parenthood in the last decades, nowadays sole parenting has a higher incidence in family trajectories and represents a greater diversity of lone experiences of parenting and co-parenting. In this communication, we characterize sole parent families in the 2011 Portuguese Census and identify continuities and changes in sole parenting of children under 18 in the last two decades. The analysis shows that, in 2011, the number of sole parent families increased, especially the families with children under 18. The co-residence of sole parents with close family members remains high, although the co-residence only with their children continues to grow. The high prevalence of sole mother families over sole father families remains the same. Conjugal dissolution has become the main path to sole parenting, to the detriment of widowhood, which has become minor. There was an increase in sole parents schooling, but only about half have study up to the 3rd cycle. The employment rate in these families remains high, but they are more affected by unemployment than the active population in general. Thus, alongside the growth of a pattern of medium or highly educated, autonomous and independent sole parenthood, in residential and economic terms, the analysis reveals the persistence of another pattern lacking these features, and therefore a more vulnerable one.
URI: http://hdl.handle.net/10451/20831
Versão do Editor: http://www.aps.pt/viii_congresso/VIII_ACTAS/VIII_COM0332.pdf
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