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Título: Avaliação da eficácia da vacina contra malária placentária em modelo experimental
Autor: Cunha, Sónia Ferreira
Orientador: Sucena, José Élio da Silva
Moraes, Luciana de
Palavras-chave: Malária placentária
Vacinação
recDBL1X-6ε
Pb-VAR
IgG1
Teses de mestrado - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: A malária é uma doença potencialmente fatal provocada por parasitas do género Plasmodium. Os eritrócitos infetados por Plasmodium exibem antigénios na superfície membranar que se ligam a receptores do endotélio vascular, permitindo a adesão destes eritrócitos infectados a órgãos específicos. Durante a gravidez, as mulheres revelam uma maior suscetibilidade à infecção pelo parasita da malária. Esta suscetibilidade acrescida resulta em consequências negativas tanto para a progenitora como para o(s) neonato(s). Os eritrócitos de mulheres grávidas infectados por Plasmodium falciparum (o mais agressivo dos parasitas do género Plasmodium que infectam humanos) apresentam antigénios na sua superfície que permitem a ligação à placenta, através de recetores aí existentes, como o sulfato de condroitina A (CSA). O CSA interage com VAR2CSA (antigénio presente na superfície de eritrócitos infectados em mulheres grávidas expostas a Plasmodium falciparum). A aquisição natural de anticorpos contra VAR2CSA está associada à ausência de sintomas de malária placentária. Os níveis de anticorpos contra VAR2CSA aumentam ao longo da gravidez e ao longo de sucessivas gravidezes, sendo que mulheres que estiveram grávidas pelo menos uma vez (multigrávidas) são menos vulneráveis à malária placentária do que as que estão grávidas pela primeira vez (primigrávidas). Desta forma, VAR2CSA é um potencial candidato para vacinação contra malária placentária. O principal objetivo deste trabalho foi testar a eficácia da imunização com a sequência extracelular completa de VAR2CSA (recDBL1X-6ε) em fêmeas grávidas de murganho BALB/c infectadas com Plasmodium berghei transgénico, que expressa VAR2CSA. Para isso, as fêmeas foram acompanhadas durante a gravidez e no pós parto e foram analisados os títulos de anticorpos IgG anti-DBL1-6 no seu soro. Os principais resultados deste trabalho mostram que 23% das fêmeas vacinadas com a proteína recDBL1X-6ε foram parcialmente protegidas contra malária placentária, e sugerem que a manutenção de títulos altos de anticorpos IgG1 anti-DBL1X-6ε entre os dias da infeção e do parto possa ser responsável por essa proteção parcial. Também foi observada predominância de IgG1 comparativamente com as subclasses IgG2a e IgG2b, especialmente no pós-parto em mães parcialmente protegidas, o que sugere que pode ser vantajoso apresentar níveis de IgG1 mais altos do que de IgG2a e IgG2b.
Malaria is a potentially deadly disease triggered by parasites from the genus Plasmodium. Plasmodium infected erythrocytes exhibit membrane surface antigens which link to vascular endothelium receptors, allowing the adhesion of these infected erythrocytes to specific organs. During pregnancy, women show higher susceptibility to malaria parasite infection, which has negative outcomes for both mother and newborn(s). Pregnant women’s erythrocytes infected by Plasmodium falciparum (the most aggressive among parasites from genus Plasmodium infecting humans) exhibit surface antigens which allow the binding to the placenta through receptors, as chondroitin sulfate A (CSA). CSA interacts with VAR2CSA (an antigen existing on the surface of infected erythrocytes in pregnant women exposed to Plasmodium falciparum). Natural acquisition of antibodies against VAR2CSA is associated to the absence of placental malaria symptoms. Antibody levels against VAR2CSA increase throughout pregnancy and during subsequent pregnancies, and women who were pregnant at least once (multigravid) are less susceptible to placental malaria than the ones who are pregnant for the first time (primigravid). Therefore, VAR2CSA is a potential candidate for vaccination against placental malaria. The main goal of this work was to test the immunization efficacy with full-length extracellular VAR2CSA (recDBL1X-6ε) on BALB/c female pregnant mice infected with transgenic Plasmodium berghei, expressing VAR2CSA. For that purpose, female mice were followed up during pregnancy and in post-delivery, and IgG anti-DBL1-6 antibody titers were analyzed in their sera. The main results of this work show that 23% of female mice vaccinated with recDBL1X-6ε protein were partially protected against placental malaria, and suggest that the maintenance of high IgG1 anti-DBL1X-6ε antibody titers between infection and delivery days can be responsible for that partial protection. It was also observed predominance of IgG1 comparatively to IgG2a and IgG2b subclasses, especially in post-delivery of partially protected mothers, what suggests that can be an advantage having higher levels of IgG1 than IgG2a and IgG2b.
Descrição: Tese de mestrado em Biologia Evolutiva e do Desenvolvimento, apresentada à Universidade de Lisboa, através da Faculdade de Ciências, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/20854
Designação: Mestrado em Biologia Evolutiva e do Desenvolvimento
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