Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/2155
Título: Avaliação de estratégias de coping em crianças com cancro : estudo exploratório
Autor: Lima, Ana Sofia da Silva
Orientador: Barros, Maria Luísa, 1957-
Palavras-chave: Coping
Doentes oncológicos
Hospitalização
Teses de mestrado - 2009
Data de Defesa: 2009
Resumo: Durante o processo de tratamento do cancro, seja qual for o prognóstico, existem experiências perturbadoras que podem provocar stress para as crianças e respectivas famílias. O que exige que a criança desenvolva estratégias eficazes para as confrontar e se adaptar. No presente trabalho foi estudado o nível de perturbação e as estratégias de coping utilizadas pelas crianças no confronto com os tratamentos oncológicos, em regime de ambulatório ou de hospitalização, através de dois instrumentos ainda não estudados na população portuguesa. Adicionalmente, foi explorada a percepção dos cuidadores sobre a adaptação das crianças ao hospital. Por último, comparou-se o modo de aplicação e os resultados obtidos com cada instrumento, a fim de se averiguar a presença/ausência de complementaridade da informação recolhida neste contexto. Dezanove crianças com diferentes tipos de cancro e com idade compreendidas entre os 6 e os 12 anos responderam a ambos os instrumentos: Kidcope e Avaliação das Estratégias de Coping na Hospitalização Pediátrica (AEH). Os respectivos cuidadores responderam a uma medida de auto-relato. Os resultados obtidos foram analisados combinando uma abordagem qualitativa e quantitativa. Obtiveram-se níveis reduzidos de perturbação, tanto na avaliação dos pais como na das próprias crianças, e uma diversidade de estratégias de coping para confrontar os tratamentos. As estratégias mais reportadas foram também as consideradas mais eficazes. A idade e o tempo de diagnóstico da doença parecem ter influenciado o tipo de estratégias de coping que as crianças demonstraram utilizar. Apesar de ambos os instrumentos utilizados avaliarem o mesmo conceito e os resultados se aproximarem, não ficou demonstrado que são complementares. Contudo, ambos se revelaram adequados tanto para fins clínicos como de investigação, nesta população, na medida em que asseguram a facilitação da comunicação e da compreensão das crianças com cancro.
During oncologic treatments and regardless of the prognostic, there are unsettling experiences which may lead children and families to stress, and demands them to develop efficient strategies to confront and adapt to these. The present study analyzes the distress levels and coping strategies used by children to confront treatments, in ambulatory and inpatient regimens, using two instruments that have not been previously studied with Portuguese populations. Additionally explores parent's perception of their children's adjustment to the hospital and compares the application method and the results obtained with each instrument to inquire about the presence/absence of complementariaty between the two. Nineteen children with different cancer types, with ages between 6 and 12 years old, answered both instrument Kidcope and Evaluation of Coping Strategies in Pediatric Hospitalization (AEH). Also, related parents answered an auto-report measure. The analysis of the results combined a qualitative and quantitative approach. Low levels of distress were registered, in both children and parents evaluation, and a vast number of coping strategies to confront treatments were reported. The most reported of these are also the ones considered to be the most effective. Age and length of diagnostic seem to have some influence over the type of coping strategies used. Despite the fact that both instruments aim to evaluate the same concept and the results are similar, their complementariaty wasn't proved. However, both revealed to be appropriate for clinical and research purposes within this population, since they assure an easy communication and understanding of children with cancer.
Descrição: Tese de mestrado, Psicologia (Psicologia Clínica e da Saúde - Núcleo de Psicologia da Saúde e da Doença), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2009
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000580716
http://hdl.handle.net/10451/2155
Aparece nas colecções:FPCE - Dissertações de Mestrado

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