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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/2212

Título: Autonomia da mulher em trabalho de parto
Autor: Leitão, Filipe João Correia, 1977-
Orientador: Costa, Paulo
Palavras-chave: Bioética
Autonomia pessoal
Parto
Gravidez
Paternalismo
Conhecimentos, atitudes e prática em saúde
Atitude
Planeamento
Mulheres
Teses de mestrado - 2010
Issue Date: 2010
Resumo: Inicialmente concebida à luz do paternalismo, a mulher em trabalho de parto foi tradicionalmente encarada como um alvo de cuidados, sobre os quais não tinha qualquer papel decisório. Com o progressivo reconhecimento da importância do exercício da autonomia, a tónica central dos princípios que regem a ética do cuidar tendeu a deslocar-se do princípio da beneficência para o da autonomia. Desta forma, a parturiente ganha progressivamente o poder de exercer a sua autonomia, não obstante, deve-se considerar uma dimensão ética de particular complexidade, pelo facto de trazer consigo uma outra vida, que apesar de não ter personalidade jurídica até ao seu nascimento, tem em si mesma uma dignidade ética própria. Através deste estudo foi possível compreender que a autonomia da mulher em trabalho de parto, é para si sentida de uma forma muito particular e até mesmo surpreendente, quer a encaremos à luz do paradigma paternalista ou do mais recente paradigma autonomista. Efectivamente, a análise dos dados obtidos permitem compreender a mulher como um ser com necessidade de autonomia na sala de partos e que essa autonomia seja partilhada e frequentemente delegada nos profissionais de saúde, relativamente aos quais confia que agirão segundo a “leges artis”. Pretendeu-se então fazer uma reflexão do espelho da praxis dos profissionais de saúde em momentos tão complexos como o trabalho de parto e parto.
Initially conceived through a paternalism point of view, the parturient was traditionally looked as someone without any power of decision about the kind of health care she was submitted to. With the increasing recognition of autonomy as important for each human being, the ethical’s principle changes from beneficence to autonomy, in a way that the woman in labor gains an increasing autonomy. Nevertheless we must consider a complex ethical dimension, because there is a new life coming, without a legal personality until birth, but with the right of having an ethical dignity. Trough this study, we were able to understand that the woman’s autonomy is feel as something especially and somehow surprising, independently of the point of view paternalist or autonomist. In fact, the analysis of the information allow us to recognize the woman as someone with a need of having not only a simple autonomy, but a shared and frequently delegated one, in the health professionals, in which she trusts that they will act according to the “leges artis”. The main goal of this writing is to do a reflexion of the health professionals’ role in a moment as complex as the parturition.
URI: http://hdl.handle.net/10451/2212
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