Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/22524
Título: A iconografia da natureza e da paisagem na pintura portuguesa dos séculos XV e XVI : imagens e significados
Autor: Azambuja, Sónia Talhé, 1974-
Orientador: Serrão, Vítor, 1952-
Andresen, Teresa
Palavras-chave: Pintura - Portugal - séc.15-16
Natureza - Na arte
Paisagem - Na arte
Teses de doutoramento - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: A presente tese de doutoramento, intitulada A Iconografia da Natureza e da Paisagem na Pintura Portuguesa dos Séculos XV e XVI. Imagens e Significados, tem como principal objetivo a interpretação dos significados intrínsecos do naturalismo na pintura portuguesa dos séculos XV e XVI – Gótico Final, Renascimento e Maneirismo – a partir de uma seriação significativa de obras de iluminura, de fresco e de pintura retabular que possibilitam a interpretação da simbólica da flora, da fauna e das paisagens nelas representadas. A investigação reúne três áreas científicas distintas: História da Arte (Iconografia, Icononímica e Iconologia), História Natural (Botânica e Zoologia), e Arquitetura Paisagista (Paisagem). Avançamos com uma proposta de definição e de classificação em cinco tipologias de paisagem: paisagem de símbolos, paisagem fantástica, paisagem ideal, paisagem dos factos e paisagem real. Sendo que um número significativo das paisagens representadas têm um caráter deliberadamente simbólico. Estas tipologias permitem uma nova perspetiva sobre o papel da paisagem, tal como foi vista pelos pintores portugueses dos séculos XV-XVI, nomeadamente António de Holanda, Álvaro Pires, António Fernandes, Jorge Afonso, Vasco Fernandes, Gregório Lopes, Cristóvão de Figueiredo, Garcia Fernandes, Francisco Henriques, Mestre da Lourinhã, Lourenço de Salzedo, Tomás Luís, Francisco de Campos, Fernão Gomes, entre outros. No corpus do Elenco Icononímico, constituído por trezentas e cinquenta obras, foram identificadas trezentas e quatro espécies de plantas e de animais (168 de flora e 136 de fauna). Foram examinadas, recorrendo a uma base de dados relacional, obras de referência no campo da iluminura: Leitura Nova, Forais Manuelinos, Livro de Horas dito de D. Manuel, Livros de Horas, o Breviário da Condessa de Bertiandos; no campo da pintura mural: Casas Pintadas (Évora), Paço dos Condes de Basto (Évora), Paço Ducal de Vila Viçosa, Mosteiro de São Bento de Cástris (Évora); e no campo da pintura religiosa retabular: os antigos retábulos da capela-mor da Sé de Viseu, da capela-mor da Igreja de São Francisco de Évora, da capela-mor da Igreja do Convento de Jesus (Setúbal), da Sé de Évora, do altar-mor do Mosteiro da Santíssima Trindade (Lisboa), entre outros. Consideramos que a identificação dos paradigmas estéticos da paisagem e a interpretação simbólica das espécies de flora e de fauna representadas na pintura do período em estudo possibilitam um novo olhar sobre a relação do Homem com a Natureza. Verificamos, também, que a maioria das espécies de flora e de fauna têm caráter simbólico, e não meramente decorativo. A crescente importância da paisagem, das plantas e dos animais na pintura renascentista marca uma nova era no conhecimento, podendo a arte espelhar esse crescente interesse no mundo natural.
This doctoral thesis entitled The Iconography of Nature and Landscape in 15th and 16th centuries Portuguese paintings. Images and Meanings, aims to interpret the intrinsic meanings of naturalism in Portuguese paintings of the 15th and 16th centuries - Late Gothic, Renaissance and Mannerism – on the basis of a significant series of illuminations, "fresco" paintings and altarpiece paintings, which lead to the symbolic interpretation of the flora, fauna and landscapes represented. The research combines three distinct scientific subjects: Art History (Iconography and Iconology), Natural History (Botany) and Landscape Architecture (Landscape). Landscape paintings are defined and classified into five types: landscape of symbols, landscape of fantasy, ideal landscape, landscape of facts and real landscape. A large number of the represented landscapes have a deliberately symbolic meaning. These types of landscapes provide for a new perspective on the landscape’s role, as seen by the Portuguese painters of the 15th and 16th centuries, including António de Holanda, Álvaro Pires, António Fernandes, Jorge Afonso, Vasco Fernandes, Gregório Lopes, Cristóvão de Figueiredo, Garcia Fernandes, Francisco Henriques, Mestre da Lourinhã, Lourenço de Salzedo, Tomás Luís, Francisco de Campos, Fernão Gomes, among others. In the List of Works of Art, comprising 350 paintings, and 304 species of plants and animals (flora 168 and fauna 136) were identified. Using a relational database, relevant works of art were analysed, in the field of illumination: Leitura Nova, Forais Manuelinos, King Manuel’s Book of Hours, Books of Hours, Countess of Bertiandos’ Breviary; in the field of mural painting: Casas Pintadas (‘Painted Houses’, Évora), Counts of Basto’s Palace (Évora), Ducal Palace of Vila Viçosa, São Bento de Cástris Monastery (Évora); and in the field of religious altarpiece painting: ancient altars in the chancel of the Viseu Cathedral, in the chancel of the Church of São Francisco (Évora), in the chancel of the Church of theConvent of Jesus (Setúbal), in the Évora Cathedral, the main altar of the Santíssima Trindade Monastery (Lisbon), among others. We believe that the identification of aesthetic paradigms of landscape and the symbolic interpretation of species of flora and fauna depicted in the paintings of the period under study can provide a new look at the relationship between Man and Nature. We also found out that the majority of species of flora and fauna depicted have a symbolic character, rather than being merely decorative. The growing importance of the landscape, plants and animals in Renaissance paintings marks a new era in terms of knowledge, and art can reflect this growing interest in the natural world.
Descrição: Tese de doutoramento, História (Arte, Património e Restauro), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/22524
Designação: Doutoramento em História
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