Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/23078
Título: Vivência parental da doença : estudo com pais de crianças e jovens sobreviventes de cancro
Autor: Amorim, Inês Carolina Carvalho
Orientador: Santos, Margarida M. Magalhães Cabugueira Custódio dos, 1959-
Palavras-chave: Estratégias de coping
Cancro - Aspectos psicológicos
Criança - Família
Teses de mestrado - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: O cancro infantil é um potencial stressor que coloca a criança, os pais e a família em risco de perturbação obrigando a adaptação, muito para além da fase de diagnóstico. Apesar da maioria dos pais conseguir viver de forma equilibrada, são de esperar momentos de sofrimento e consequências tardias da experiência. Objetivo: O objetivo geral deste estudo é descrever a vivência parental relativamente ao cancro dos filhos numa amostra de pais de crianças que terminaram o seu tratamento há mais de 3 anos. Participaram no estudo 5 casais com filhos entre os 8 e os 18 anos. Metodologia: Os pais responderam aos questionários Brief Symptom Inventory (BSI) e ao Parent Experience of Child Illness (PECI). Foi utilizada uma entrevista semiestruturada dirigida à fase do diagnóstico (F1) e à fase atual (F2), com as dimensões: (F1) reações emocionais; necessidades sentidas; implicações do diagnóstico, facilitadores/obstáculos de adaptação, estratégias de coping; e (F2) representação da doença, vivência atual, estratégias de coping; fontes sociais de suporte, e recomendações para pais que estão atualmente a experienciar a mesma situação. Resultados: Apontam para diferenças no estado emocional relatado pelos pais, num sentido de maior equilíbrio na fase atual. No entanto, a grande maioria, com maior prevalência de mães, refere sintomas de perturbação, ansiedade, maior vulnerabilidade emocional, e tristeza continuada. As estratégias de coping mais utilizadas são a reavaliação cognitiva, a procura de suporte, de informação e o planeamento na F1; a racionalização e aceitação emergem na F2, tendo sido observadas diferenças entre pais e mães. São apontados diversos facilitadores de adaptação destacando-se o apoio dentro do casal, a família e os profissionais de saúde. Os pais relatam consequências negativas de longo prazo para a família, para a criança e para si, mas referem igualmente consequências positivas da experiência, como crescimento pessoal e familiar. Conclusões: Os resultados mostram que, apesar do sofrimento, os pais procuram adaptar-se, normalizando a vivência da criança e da família desde a fase de diagnóstico. Para essa adaptação os pais recorrem a recursos próprios e do seu contexto, que são diferentes ao longo da vivência da doença. A fase posterior ao diagnóstico não é, no entanto, isenta de perturbação e de preocupações, pelo que estes pais devem ser acompanhados, muito para além na fase de diagnóstico.
Childhood cancer is a potential stressor that put children, parents and families at risk of disruption, forcing to adaptation, far beyond the diagnostic phase. Although most parents manage to live in a balanced way, they are to be expected times of suffering and late consequences of the experience. Objective: The aim of this study is to describe the parental experience in relation to cancer of children in a sample of parents of children who have completed their treatment for more than three years. Five couples with children between 8 and 18 years participated in the study. Method: Parents completed the questionnaires Brief Symptom Inventory (BSI) and the Parent Experience of Child Illness (PECI). A semi-structured interview directed to the stage of diagnosis (F1) and the current phase (F2) was used, with the following dimensions: (F1) emotional reactions; felt needs; diagnosis implications, risk/protective factors to adaptation, coping strategies; and (F2) representation of the disease, current experience, coping strategies; social sources of support and recommendations for parents who are currently experience the same situation. Results: Results indicate differences in the emotional state reported by parents, in a direction of greater balance in the current phase. However, the vast majority, mostly found in mothers, report symptoms of disturbance, anxiety, greater emotional vulnerability and chronic sorrow. Common coping strategies were cognitive reappraisal, support search, information and planning in F1; rationalization and acceptance emerge in F2, and differences were observed between fathers and mothers. There were many factors that enabled families to adapt, including the support between the couple, and support from family and health professionals. Although parents report long-term negative consequences for the family, for their child and for themselves, they also reported positive consequences of the experience, such as personal and family growth. Conclusions: The results show that, despite suffering, parents seek to adapt, normalizing the experience of children and their families from initial diagnosis. For this adaptation parents rely on their own and context resources that are different along the experience of the disease. The later stage at diagnosis is not yet free of disturbance and concern and these parents must be accompanied, far beyond the diagnostic phase.
Descrição: Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde, Núcleo de Psicologia da Saúde e da Doença), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/23078
Designação: Mestrado em Psicologia
Aparece nas colecções:FP - Dissertações de Mestrado

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