Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10451/23567
Título: Avaliação nutricional em doentes com doença inflamatória do intestino com e sem colangite esclerosante primária
Autor: Krieger, Ana Paula, 1979-
Orientador: Cravo, Marília
Torres, Joana
Palavras-chave: Doença inflamatória do intestino
Colangite esclerosante primária
Avaliação nutricional
Cancro do cólon e reto
Teses de mestrado - 2015
Data de Defesa: 2015
Resumo: Introdução: Doentes com DII-CEP têm maior risco de desenvolver CCR do que os doentes com DII, mas sem CEP. As razões para esse risco aumentado não são claras, mas poderão estar relacionadas com o estado nutricional. Objetivos: Analisar se os doentes portadores de DII com e sem CEP têm dietas e/ou estados nutricionais ou composições corporais diferentes e se há fatores nutricionais que possam contribuir para o risco aumentado do CCR entre os doentes portadores de DII-CEP. Material e Métodos: Os pacientes foram submetidos à avaliação nutricional (antropometria, bioimpedância elétrica (BIA), Avaliação Nutricional Subjetiva (ANS) e aplicação do Questionário Semi-Quantitativo de Frequência Alimentar). Para a consecução da análise estatística foi utilizado o software IBM SPSS Statistics versão 22.0 e R. Resultados: Foram avaliados 30 doentes, sendo 15 no Grupo Controlo (DII-apenas) e outros 15 no Grupo Caso (DII-CEP). Os hábitos alimentares dos dois Grupos se mostraram semelhantes, mas observamos que a quantidade de energia e proteína / kg de peso foram significativamente maiores (p=0,019) no Grupo Caso. O Grupo Controlo apresentou maior média de peso (83,2kg±19,4) em comparação com o Grupo Caso (65,3kg±14,0). A média do IMC foi de 30,1kg/m2 (±6,4) no Grupo Controlo e de 23,9kg/m2 (±4,5) no Grupo Caso, prevalecendo a classificação de sobrepeso/obesidade no primeiro e de eutrofia no segundo. Os resultados de composição corporal e ângulo de fase não apresentaram diferenças significativas: Grupo Controlo: massa gorda 30,4% (±9,5), massa magra 69,6% (±9,5), ângulo de fase 6,95º (±1,03); Grupo Caso: massa gorda 27,9% (±10,2), massa magra 72,1% (±10,2), ângulo de fase 6,48º (±2,12). Se verificou maior atividade da doença inflamatória do intestino entre os doentes com CEP (60,0% nestes versus 6,7% nos doentes com DII-apenas). Conclusão: Os resultados obtidos não sustentam a hipótese de que diferenças no estado e ingestão nutricional possam contribuir para o risco aumentado de desenvolver CCR entre os doentes com DII-CEP. O risco aumentado para o CCR entre os pacientes com DII-CEP pode estar associado a uma maior atividade da doença intestinal.
Introduction: Patients with IBD-PSC have a higher risk of developing CRC than patients with IBD, but without PSC. The reasons for this increased risk are not clear, but may be related to nutritional status. Objectives: To analyse if patients with IBD with and without PSC have diets and / or nutritional status or different body compositions and whether there are nutritional factors that could contribute to the increased risk of CRC among patients with IBD-PSC. Material and Methods: Patients underwent clinical and nutritional assessment (anthropometric measurements, bioelectrical impedance analysis (BIA), Subjective Global Assessment (SGA) and application of Semi-Quantitative Food Frequency Questionnaire). To achieve the statistical analysis, the IBM SPSS Statistics software version 22.0 and R was been used. Results: 30 patients were evaluated, 15 of them in the Control Group (IBD-alone) and 15 in the Case Group (IBD-PSC). The eating habits of both Groups were similar but we observed that amount of energy and protein / kg of weight were significantly higher (p=0.019) in the Case Group. The Control Group showed higher mean weight (83.2kg ± 19.4) over the Case Group (14.0 ± 65.3kg). The mean of BMI was 30.1kg / m2 (± 6.4) in the Control Group and 23.9kg / m2 (± 4.5) in the Case Group, prevailing classification of overweight / obesity in the first and eutrophic in second. The results of body composition and phase angle showed no significant differences: Control Group: 30.4% fat mass (±9.5), 69.6% lean mass (±9.5), phase angle 6.95º (± 1.03); Group Case: 27.9% fat mass (±10.2), 72.1% lean mass (±10.2), phase angle 6.48º (±2.12). We also observed increased activity of inflammatory bowel disease among patients with PSC (60.0% in those versus 6.7% in patients with IBD-alone). Conclusion: Our results do not support the hypothesis that differences in nutritional status and intake may account to the increased risk of developing CRC among patients with IBD-PSC. The increased risk for CRC in patients with IBD-PSC could be associated with an increased activity of intestinal disease.
Descrição: Tese de mestrado, Nutrição Clínica, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2015
URI: http://hdl.handle.net/10451/23567
Designação: Mestrado em Nutrição Clínica
Aparece nas colecções:FM - Dissertações de Mestrado

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