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Title: Co-infecção por vírus da hepatite B e vírus da imunodeficiência humana em países africanos
Authors: Pereira, Sofia Rodrigues Couto Gonçalves
Advisor: Valadas, Emília, 1962-
Keywords: Doenças transmissíveis
Doenças sexualmente transmissíveis
Infecções por HIV
HIV-1
Hepatite B
Vírus da hepatite B
Angola
Moçambique
Cabo Verde
Guiné Bissau
Teses de mestrado - 2010
Issue Date: 2009
Abstract: Introdução: Actualmente, estima-se que existam dois milhões de indivíduos infectados por vírus da hepatite B (VHB) e que, cerca de 25% dos indivíduos com infecção crónica morrem devido a sequelas resultantes da infecção por VHB. Paralelamente, calcula-se que existam cerca de 33 milhões de indivíduos infectados por VIH, sendo que 22, 5 milhões residem na região de África a sul do Sara. Na região de África a sul do Sara existem poucos estudos efectuados no âmbito da co-infecção por VIH/VHB. Contudo, dos estudos existentes, esta taxa pode situar-se entre os 2,4% e os 9,9%. Objectivo: Avaliar as taxas de seroprevalência de VHB e VIH, assim como a taxa de co-infecção por VIH/VHB em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique. Métodos: Foram efectuadas duas pesquisas bibliográficas neste estudo. A primeira, realizada nos meses de Setembro/Outubro 2008, tinha como objectivo contextualizar a infecção por VHB, VIH e a co-infecção por VIH/VHB nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento. A segunda pesquisa foi efectuada durante o mês de Agosto de 2009, e visava apenas cobrir a realidade dos países em análise, relativamente aos objectivos previamente delineados do estudo. Resultados: Em Moçambique, constatou-se que a seroprevalência de VIH-1 tinha quadriplicado entre 1993 (1,17%) e o ano 2000 (4,5%). Na Guiné-Bissau, entre 1997 e 1999, também a seroprevalência de VIH-1 duplicou (2,5% e 5,2%, respectivamente). Em Cabo-Verde, no ano de 2006, a seroprevalência de VIH era 2,4%, enquanto que a seroprevalência da infecção por VHB era 4,4%. Em Angola, no ano de 2005, a seroprevalência de VIH era de 2,5%. Neste estudo também foi avaliada a co-infecção, sendo que nenhum caso foi diagnosticado. Conclusão: É urgente realizarem-se mais estudos nos países PALOP, no âmbito da seroprevalência das monoinfecções VIH e VHB, assim como na co-infecção por VIH/VHB, uma vez que existe pouca informação disponível. De qualquer modo, sendo a infecção por VHB uma doença prevenível por vacina, é fundamental que os planos de vacinação continuem a ser postos em prática nos países onde já estão implementados e, no caso dos países que ainda não os têm, que a sua implementação seja efectuada de forma sustentada e o mais brevemente possível.
Currently, it is estimated that two million individuals are infected by HBV, and that 25% of the chronic infected individuals will die due to HBV infection sequelae. It is also estimated that 33 million individuals are infected by HIV, considering that 22.5 million of these are living in the Africa sub- Saharian region. In Africa sub-Saharian region, there are few studies performed in co-infection HIV/HBV. Nevertheless, from the existing studies, this rate can varie between 2,4% and 9,9%. Objectives: To evaluate the prevalence of HIV and HBV viruses, as well the prevalence of co-infection HIV/HBV in PALOP countries involved in the study (Angola, Mozambique, Cape Verde e Guinea-Bissau). Methods: Two distinct bibliographic researches were performed. The first one occurred during September/October 2008, and the main goal was to contextualize HBV infection, HIV infection and also the co-infection HIV/VHB in developed countries as well in resourced limited countries. The second research was performed during the month of August 2009 and the principal objective was to cover the respective reality in the evaluated countries, taking into account the previous objectives of this study. Results: In Mozambique, the prevalence of HIV-1 infection had quadriplicated between 1993 (1,17%) and 2000 (4,5%). In Guinea-Bissau, between the years 1997 and 1999, the HIV-1 prevalence also doubled (2,5% and 5,2%, respectively). In Cape Verde, during the year 2006, the HIV prevalence was 2,4%, while HBV prevalence was 4,4%. In Angola, during the year 2005, the HIV prevalence was 2,5%. The coinfection evaluation was only performed on this study, and there were no cases diagnosed. Conclusion: It is mandatory to perform more studies in PALOP countries in what concerns HIV and HBV prevalence, as also in co-infection HIV/HBV prevalence, since there is few information available. Nevertheless, being HBV infection a vaccine preventable disease, it is fundamental that the vaccination programmes continue to be put in practice, in the countries where they already exist. In the countries that don’t have yet these vaccination programmes, the implementation should be performed in a sustained and briefly way.
Description: Tese de mestrado em Doenças Infecciosas Emergentes, apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, 2010
URI: http://hdl.handle.net/10451/2367
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