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Título: Acuidade prognóstica em fim de vida : valor preditivo de quatro métodos na estimativa de sobrevivência de doentes oncológicos de um hospital central e universitário português
Autor: Tavares, Filipa Alexandra Gonçalves, 1974-
Orientador: Barbosa, António, 1950-
Palavras-chave: Cuidados paliativos
Prognóstico
Taxa de sobrevivência
Técnicas de estimativa
Avaliação
Teses de mestrado - 2011
Issue Date: 2010
Resumo: É inevitável que qualquer médico, perante um diagnóstico potencialmente fatal, venha a ser confrontado, por doentes e familiares, com a necessidade de prever o tempo de vida restante. Objectivo: comparar a acuidade e a aplicabilidade de quatro instrumentos preditivos de sobrevivência - a estimativa do clínico (ECS), a Palliative Performance Scale (PPS), o Palliative Prognostic Index (PPI) e o Palliative Prognostic Score (PaP), na doença oncológica (não-hematológica) avançada. Metodologia: estudo de coorte, prospectivo e observacional. Durante 18 meses recrutaram-se todos os doentes com neoplasias sólidas, em fase avançada, avaliados por uma equipa de cuidados paliativos dum hospital terciário e universitário português. Na consulta inicial formulou-se, para cada doente, a ECS e colheram-se dados demográficos e clinicos necessários para calcular as pontuações dos restantes instrumentos. Analisou-se a sobrevivência e comparou-se a eficiência das 4 ferramentas considerando ainda o respectivo grau de adequação clínica. Resultados: os instrumentos foram aplicados a 341 doentes [58% homens, idade (mediana) 67 anos, 46% tumores digestivos, 51% internados, sobrevivência (mediana) 26 dias]. Todos os instrumentos demonstraram ser bons discriminadores quanto ao tempo de vida restante. A ECS foi a ferramenta que mais forte correlação apresentou com a sobrevivência, mas apenas 2 em cada 5 previsões coincidiram com a semana do óbito. As estimativas do PaP e do PPI mostraram forte correlação mas ambas se correlacionaram ainda melhor com a ECS Os modelos estatísticos não obviaram os erros prognósticos, que tal como com a ECS foram predominantemente pessimistas. Independentemente da ferramenta, estimativas clinicamente inadequadas foram mais frequentes para prognósticos intermédios. O PaP mostrou ligeira vantagem sobre o PPI quanto à acuidade mas ambos revelaram potencial utilidade, quando considerados conjuntamente com a ECS. A elevada falibilidade da informação extraída da PPS recomenda prudência, ao utilizá-la como modelo prognóstico.Physicians cannot avoid facing requests from patients and relatives for individual prediction of residual lifetime after the diagnosis of a potentially terminal condition. Objective: to compare the accuracy and applicability to advanced solid cancer patients of four prognostic tools - the clinician’s prediction of survival (CPS) , the Palliative Performance Scale (PPS), the Palliative Prognostic Index (PPI) and the Palliative Prognostic Score (PaP). Methods: observational, prospective, cohort study. All advanced solid cancer patients admitted during an 18-month period by a hospital-based palliative care team at a Portuguese tertiary, university centre were recruited. On first visit CPS, demographic and clinical data concerning other predictive tools were collected. Survival analysis was performed to compare the accuracy of the tools. The clinical appropriateness of estimatations was also considered. Results: 341 patients were included for analysis (58% male, median age 67 years, 46% digestive tumours, 51% hospitalized, median survival 26 days). All tools showed good survival discrimination. CPS had the strongest correlation with survival but only 2 out of 5 estimates were correct about the week of death. PaP and PPI correlated highly in their prognostication but both correlated even better with CPS. Methods of actuarial estimation of survival failed to prevent prognostic errors, particularly pessimistic ones. Overpessimistic estimates were also the most frequent error with CPS. Regardless of the tools, clinically inadequate estimations, were more frequent for intermediate prognosis. PaP was slightly more accurate than PPI but both are potentially useful in association with CPS. Too frequently PPS provided unreliable predictive information so it should be used with caution as a sole prognostic model.
URI: http://hdl.handle.net/10451/2433
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