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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10451/2498

Title: Adaptação à maternidade precoce e qualidade de vinculação : estudo de caso
Authors: Silva, Andreia Alexandra Aranha da
Advisor: Sá, Maria Isabel Real Fernandes de, 1959-
Keywords: Maternidade - adolescência
Vinculação
Mãe-criança - relações
Teses de mestrado - 2010
Issue Date: 2010
Abstract: Surpreender-se com o facto de ser mãe precocemente constitui a realidade de muitas jovens que se vêm em confronto com um desafio acrescido para além das tarefas normativas da própria adolescência. A maternidade precoce por acarretar à jovem uma dupla transição desenvolvimental e a sua reorganização pessoal e relacional, surge como um possível factor de risco ao ajustamento psicossocial da díade mãe-filho. A teoria da vinculação mostra como a qualidade de vinculação condiciona a forma como os indivíduos lidam com acontecimentos de vida desafiantes, nomeadamente como a jovem se ajusta ao exercício da maternidade. O estudo empírico realizado foca-se no caso de uma díade mãe-filho, com as suas particularidades desenvolvimentais e história relacional, em situação de maternidade precoce e respectiva integração numa instituição de acolhimento a jovens e seus filhos, em risco. Avaliou-se a forma como a jovem se adaptou à maternidade, assim como, o modo como articulou o facto de ser mãe, com os papéis de mulher e de pessoa em desenvolvimento na sociedade, através da Entrevista de Adaptação à Maternidade (EAM). Também se verificou o seu impacto na organização de vinculação do bebé, medida com base no procedimento da Situação Estranha, ambos aplicados ao 14º mês de pós-parto. Os resultados do presente estudo evidenciaram que a mãe adolescente exibe um perfil que se integra no agrupamento Pior Adaptada à Maternidade. Auto-avaliou-se com pontuação máxima no papel de mulher e de pessoa adulta em desenvolvimento e em seguida, também com uma pontuação elevada, no papel de mãe. O bebé apresentou um padrão de vinculação inseguro-ambivalente/resistente (C). Os resultados reflectem que, embora haja probabilidade de a mãe adolescente ter presenciado uma sobrecarga de riscos relativamente aos seus recursos, o percurso desenvolvimental que tem efectuado no confronto com a experiência é idiossincrático, podendo esta ter funcionado também como uma oportunidade de desenvolvimento e não apenas como uma desvantagem. A forma como a jovem se tem ajustado à maternidade, traduz-se no modo como presta cuidados ao seu filho e se relaciona com ele, tendo-se revelado numa organização de vinculação insegura do bebé, associada a possíveis consequências posteriores de inadaptação, embora os resultados desenvolvimentais mostrem-se multi-determinados. Por se conceber a possibilidade de mudança, fez Adaptação à Maternidade Precoce e Qualidade de Vinculação iii sentido a sugestão de programas de intervenção benéficos de implementar com o objectivo de ser alcançada uma relação segura, cuidador – criança.
To be surprised with the fact of being a mother prematurely is a reality for many teenagers, who see themselves facing a challenge besides the normal tasks of their own adolescent lives. The adolescent motherhood brings to the teenager, a double developmental transition and personal and relational reorganization which appears as a possible risk factor to the psychosocial adjustment of both, mother and son. The attachment theory shows how the attachment organizations conditions the way individuals deal with challenging events of life, namely how the young mother adapts herself to the motherhood role. The empirical study shows an example of a mother-son relation with their developmental features and relational history, facing a prematurely motherhood situation and living in a care institution for young mothers and their children at risk. It was evaluated how a young mother would adjust herself to motherhood as well as how she seems to articulate mothering with their roles of women, and of being a developing person in society. It was done through the Motherhood Adjustment Interview. The impact in the baby‟s attachment organization was checked and measured with Strange Situation procedure, both applied in the 14th month after childbirth. The results of this study put in evidence that the adolescent mother has a profile which joins the group of Worst Adjusted to Motherhood. She evaluated herself with maximum score in her role as a women and developing person in society, and also with a high score in mothering role. The baby presented an attachment pattern of insecure-ambivalent/resistent (C). The results show that, although it is probable that the young mother had noticed an overload of risks related to her resources, the developmental course she has done when facing that experience is idiosyncratic, functioning not only as a disadvantage but also as an opportunity for development. The way the young mother has adjust herself to motherhood is shown by how she takes care of her son and by the way she relates and bonds with him. This was revealed in an insecure attachment organization of the baby, associated with future possible consequences of worst adjust, though the developmental results show multidetermined answers. To achieve a safe and healthy relationship between a child and its caretaker, it‟s important to consider intervention programs.
Description: Tese de mestrado, Psicologia (Secção de Psicologia Clínica e da Saúde - Núcleo de Psicoterapia Cognitiva-Comportamental e Integrativa), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2010
URI: http://hdl.handle.net/10451/2498
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